Reino Unido começa a instalar laser militar em navios de guerra. Arma é mais precisa, rápida e econômica que munições convencionais
A Marinha do Reino Unido anunciou que pretende instalar a arma a laser DragonFire em quatro navios de guerra até 2027. A decisão vem após uma série de testes bem-sucedidos com o novo sistema, que promete precisão, economia e menor risco de danos colaterais.
Tecnologia será entregue antes do previsto
O armamento, desenvolvido com tecnologia britânica, foi destaque em janeiro de 2024. Na ocasião, a DragonFire destruiu um alvo aéreo com um tiro de teste de alta potência.
O projeto custou cerca de 100 milhões de libras, o equivalente a R$ 632 milhões, sendo liderado pelo Laboratório de Ciência e Tecnologia de Defesa (Dstl), em parceria com o Ministério da Defesa.
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A ministra de Aquisições da Defesa, Maria Eagle, informou que a arma será disponibilizada cinco anos antes do planejado inicialmente. Ela afirmou que o sistema “protegerá nossas Forças Armadas e nos permitirá aprender fazendo“.
Precisão alta e menor custo por disparo
O secretário de Defesa, Grant Shapp, declarou que o novo armamento pode transformar o campo de batalha: “Esse tipo de armamento de ponta tem o potencial de revolucionar o espaço de batalha, reduzindo a dependência de munições caras e, ao mesmo tempo, diminuindo o risco de danos colaterais“.
Um dos destaques do sistema a laser é o custo por disparo. Segundo o governo britânico, cada tiro custa menos de 10 euros, cerca de R$ 62. Já dez segundos de disparos equivalem ao gasto de manter um aquecedor doméstico ligado por uma hora.
Como funciona o sistema a laser DragonFire
A DragonFire é uma arma de estado sólido com potência de 50 kW. O sistema utiliza feixes de luz intensos, baseados em fibras de vidro. As autoridades afirmam que o disparo atinge a velocidade da luz.
Durante os testes, a arma foi montada em uma torre com uma câmera eletro-óptica e um laser secundário. Esses elementos são usados para localizar e focar os alvos. A precisão também impressiona: os britânicos garantem que ela pode atingir uma moeda a um quilômetro de distância.
Informações técnicas seguem em sigilo
Apesar do avanço nas pesquisas e da preparação para uso em navios, as autoridades britânicas decidiram manter os detalhes técnicos do armamento a laser em sigilo. A expectativa agora é acompanhar os próximos passos até 2027, quando a DragonFire deverá fazer parte oficialmente da frota naval do Reino Unido.
Com informações de Olhar Digital.
