Novas observações de radar feitas entre 2011 e 2024 apontam que Europa, uma das luas geladas de Júpiter, reflete sinais de forma incomum e pode guardar informações importantes sobre a transparência, a pureza e a estrutura de seu gelo subterrâneo.
Europa voltou ao centro da investigação sobre luas geladas de Júpiter após observações de radar revelarem sinais de gelo limpo, poroso e refletivo, com pistas sobre camadas internas invisíveis.
Radar preenche lacuna sobre Europa
Europa, Ganimedes e Calisto chamam atenção por gelo e pela suspeita de oceanos subterrâneos. Mesmo assim, suas propriedades de radar não eram medidas desde 1987 e 1991.
Tunhui Tina Xie, da Universidade da Califórnia, e Jean-Luc Margot observaram Europa entre 2011 e 2024.
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As medições usaram o Radar de Goldstone e o Telescópio de Green Bank. Ondas de rádio podem penetrar gelo puro e carregar informações sobre estrutura interna.
Gelo limpo amplia o eco
Os dados mostram que o albedo de radar de Europa, medida de quanto ela brilha ao radar, é maior que o de planetas e asteroides típicos.
O sinal refletido é dominado pela mesma polarização circular do feixe transmitido. A característica indica dispersão múltipla em gelo limpo e poroso, reforçando o efeito de oposição de retroespalhamento coerente.
Nesse processo, ondas de rádio ricocheteiam dentro do gelo antes de voltar ao telescópio, ampliando o eco registrado.
Missões podem usar esses dados
A configuração biestática, com transmissão em Goldstone e recepção em Goldstone e Green Bank, permitiu testar mudanças conforme variava o ângulo.
O brilho permaneceu constante com aumento do ângulo. Isso indica que o pico brilhante é mais amplo que a faixa amostrada e limita a profundidade de difusão das ondas.
A restrição sobre a transparência do gelo deve ajudar na interpretação dos dados coletados por espaçonaves em missões como a Europa Clipper.
O que você acha dessas novas pistas sobre Europa e as luas geladas de Júpiter? Deixe sua opinião nos comentários, especialmente se acredita que observações de radar podem ser decisivas para entender melhor o gelo e o potencial científico dessas missões.

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