Bilionária ampliou o volume de doações a cerca de 200 organizações, com foco em educação superior, grupos subatendidos e meio ambiente, elevando o total destinado em vida a US$ 26 bilhões
Mackenzie Scott anunciou doações bilionárias de US$ 7,2 bilhões, cerca de R$ 38,88 bilhões, no maior volume anual já tornado público por ela desde 2019, elevando o total destinado em vida a US$ 26 bilhões, algo na casa dos R$ 140 bilhões.
Maior volume anual já divulgado
O novo pacote coloca Scott entre os grandes doadores dos Estados Unidos. A bilionária já destinou mais de 46% de sua fortuna, proporção superada apenas por George Soros.
Com o anúncio, o total doado por ela chegou a US$ 26 bilhões, aproximadamente R$ 140,43 bilhões. O valor deixa Scott entre os três maiores doadores dos Estados Unidos.
-
Ela ouviu “não” de todos, vendeu o único bem que tinha (o carro de R$ 40 mil) para apostar na marmita saudável e hoje comanda a Mr. Fit, rede com 880 lojas em 3 países e R$ 200 milhões por ano
-
Fim de uma era: Renault planeja mudança histórica, cortando vagas de emprego para enfrentar rivais chinesas que triplicaram presença na Europa e transformar completamente sua engenharia até 2027
-
O maior porto de grãos do Brasil trava no sertão — o trilho que falta está custando bilhões ao agronegócio
-
Preço do ovo cai com demanda fraca, enquanto produtor de frango amplia poder de compra
Em valores absolutos, ela fica atrás de Warren Buffett e Bill Gates. Buffett já destinou cerca de US$ 65 bilhões, enquanto Gates aparece com aproximadamente US$ 48 bilhões.
As doações bilionárias fizeram Scott ultrapassar Michael Bloomberg e George Soros. Soros ainda lidera quando o cálculo considera a proporção do patrimônio destinada à filantropia.
Cerca de 200 organizações recebem recursos
As doações foram distribuídas a cerca de 200 organizações. O foco principal ficou em educação superior, com apoio a universidades historicamente negras nos Estados Unidos e programas para estudantes indígenas e grupos subatendidos.
A área ambiental também recebeu parte relevante dos recusos. Entre as entidades beneficiadas estão o Global Methane Hub, a ClimateWorks Foundation e a organização Forests, People, Climate.
Scott é conhecida por fazer doações grandes e sem restrições. Neste ciclo, manteve a tendência de apoiar instituições de base e organizações que já haviam recebido recursos anteriormente.
A bilionária raramente fala publicamente sobre suas ações filantrópicas. Suas manifestações costumam ficar restritas a textos no Yield Giving.
Fortuna nasceu da Amazon
A origem da fortuna de Scott está ligada à Amazon. Em 2019, após o divórcio de Jeff Bezos, ela recebeu cerca de 400 milhões de ações da empresa.
Bezos segue como o terceiro homem mais rico do mundo, com patrimônio estimado em US$ 242 bilhões. Ainda assim, ele doou menos de um quinto do valor destinado por Scott a causas sociais.
Scott se desfez de mais de 75% das ações da Amazon que recebeu. Se tivesse mantido esses papéis, sua fortuna poderia chegar a US$ 91 bilhões.
Hoje, a Forbes estima seu patrimônio em cerca de US$ 30 bilhões, abaixo do pico de US$ 59 bilhões em 2021.
Modelo dispensa fundação tradicional
Scott não mantém uma fundação tradicional. Ela usa fundos aconselhados por doadores, os DAFs, com vantagens fiscais semelhantes às fundações.
Esses fundos têm menos exigências de transparência e não obrigam distribuição mínima anual. Especialistas apontam que a estrutura também pode reduzir impostos sobre ganhos de capital.
As ações podem ser transferidas antes da venda, e os recursos são reinvestidos em projetos sociais, como habitação acessível, saúde da mulher e teleterapia adaptada a contextos culturais.
No anúncio, Scott escreveu: “Há muitas maneiras de influenciar como nos movemos pelo mundo e onde chegamos”. A frase marcou o tom da bilionáira ao apresentar o novo ciclo.
Com informações de Correio 24 Horas.
