A maior reserva de petróleo e gás do Amazonas completa 39 anos de produção e segue abastecendo cidades do Norte e Nordeste, ampliando o uso de gás natural e reduzindo impactos ambientais.
A produção de petróleo no interior do Amazonas continua desempenhando um papel estratégico para o abastecimento energético do país. A base de Urucu, localizada em Coari, tornou-se um dos ativos mais importantes da Petrobras na região Norte. Mesmo após quase quatro décadas de operação, a área segue expandindo seu impacto, garantindo fornecimento de gás natural, GLP e derivados de alto valor para diversos municípios.
Enquanto isso, a modernização das estruturas e a adoção crescente do gás natural em vez do diesel reforçam a relevância da reserva para uma matriz energética mais sustentável.
Região de Urucu mantém posição de destaque com petróleo de alta qualidade
A descoberta da reserva de petróleo e gás na área de Coari ocorreu em 1986. Apenas dois anos depois, em 1988, a Petrobras iniciou a exploração do campo, que rapidamente se tornou referência na produção de petróleo leve — um tipo valorizado pela baixa presença de metais pesados e pela capacidade de originar combustíveis nobres, como querosene de aviação e óleo diesel de melhor qualidade.
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Hoje, dos 100 poços perfurados, 75 continuam ativos. Eles operam diariamente e respondem pela produção contínua que chega às principais cidades da região Norte. Os técnicos da estatal reforçam que o petróleo local mantém alto padrão e segue contribuindo para o abastecimento industrial e doméstico.
Logística eficiente garante o transporte do petróleo e do gás até as capitais da região
A reserva de petróleo e gás do Amazonas ocupa cerca de 332 milhões de metros quadrados. A partir dessa área, o transporte energético é realizado por uma estrutura logística complexa que começa no coração da floresta.
O GLP (gás liquefeito de petróleo) segue por um gasoduto de 285 km até Coari. De lá, embarcações levam o produto diretamente para Manaus, abastecendo famílias e indústrias. Já o gás natural percorre aproximadamente 700 km de gasodutos, cruzando os rios Solimões e Negro. O trajeto passa por importantes municípios, como:
- Codajás
- Anori
- Anamã
- Caapiranga
- Manacapuru
- Iranduba
Esse transporte contínuo garante que a região Norte receba energia de forma estável, mesmo em áreas isoladas.
Gás natural substitui o diesel e reduz impactos ambientais no Amazonas
A adoção de gás natural como alternativa ao diesel mudou o perfil energético de várias cidades. Segundo Hilter Bandeira, gerente-geral da unidade, 12 usinas termelétricas do Amazonas já fizeram essa substituição. Em Manaus, sete unidades utilizam gás natural. No interior, outras cinco também migraram para essa fonte mais limpa.
O impacto ambiental é menor, e a eficiência energética é maior. Além disso, o suprimento contínuo reforça a segurança energética da região.
“Entregamos para Manaus diariamente entre 5 e 6 milhões de m³ de gás natural, que contribuem para a geração de energia térmica e também para o uso em condomínios, indústrias e veículos”, explica Hilter.
A Petrobras pretende ampliar a exploração. A companhia prevê a perfuração de 22 novos poços a partir de 2026. No entanto, o início depende da conclusão de estudos ambientais e da liberação de licenças. A proposta acompanha a crescente demanda por fontes energéticas mais limpas e diversificadas, objetivo que coloca o Amazonas no centro da transição energética do país.
