Licença prévia concedida por unanimidade pela CMI do Copam após reunião de mais de sete horas libera avanço dos projetos Colossus e Caldeira, das mineradoras australianas Viridis e Meteoric, em Poços de Caldas e Caldas, no Sul de Minas Gerais
O Conselho Estadual de Política Ambiental concedeu nesta sexta-feira (19) licença prévia, por unanimidade, a projetos de mineração de terras raras no Sul de Minas, permitindo que empresas australianas avancem em Poços de Caldas e Caldas após meses de análise.
A decisão foi tomada pela CMI do Copam após uma reunião que durou mais de sete horas, liberando os empreendimentos das mineradoras Viridis Mining and Minerals e Meteoric Resources, voltados à extração de terras raras na região.
Aprovação após retirada de pauta e pedidos adicionais
Os projetos haviam sido inicialmente pautados para novembro, mas foram retirados da agenda após solicitações de informações adicionais feitas por órgãos envolvidos no processo, incluindo o MPF, o que adiou a deliberação final.
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A licença prévia foi concedida pela Comissão de Atividades Minerárias do Conselho Estadual de Política Ambiental, responsável por avaliar impactos ambientais e a viabilidade inicial de empreendimentos minerários no estado.
Projeto Colossus cobre 228,62 km² em Poços de Caldas
O projeto da Viridis, denominado Colossus, prevê 228,62 quilômetros quadrados de licenças de lavra em Poços de Caldas, com foco na extração de argilas de adsorção iônica para produção de terras raras.
As terras raras correspondem a um grupo de 17 elementos químicos considerados estratégicos para a fabricação de tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas e celulares, setores em expansão global.

Projeto Caldeira avança em Caldas
O empreendimento da Meteoric Resources recebeu o nome de Caldeira e também teve a licença prévia aprovada, permitindo o avanço das próximas etapas do licenciamento ambiental no município de Caldas.
Em nota divulgada após a aprovação, a Viridis afirmou que seguirá prestando todos os esclarecimentos necessários para garantir o acompanhamento adequado das etapas seguintes, incluindo projetos executivos e programas de controle ambiental.
Contexto geopolítico impulsiona novos projetos
Atualmente, a China é o maior produtor mundial de terras raras, cenário que tem levado outros países a buscarem alternativas por razões estratégicas e geopolíticas, acelerando novos projetos fora do eixo asiático.
Com a licença prévia concedida, os projetos no Sul de Minas entram em uma fase considerada inicial, mas essencial, para avaliar impactos, definir medidas ambientais e avançar no processo regulatório, em um setor visto como cada vez mais estratgico.
Fonte: CNN

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