A produção de petróleo sob o regime de partilha no Brasil alcançou, em outubro, um recorde histórico acima de 1,5 milhão de barris por dia, impulsionada por Búzios e Mero, segundo dados da PPSA.
A produção de petróleo nos contratos do regime de partilha atingiu, pela primeira vez, a marca de 1,5 milhão de barris por dia no Brasil. O dado foi divulgado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) e se refere ao desempenho registrado no mês de outubro. O resultado marca um avanço relevante na consolidação desse modelo de exploração, que vem ampliando sua participação no volume total produzido no país.
Segundo informações do Boletim Mensal da Produção da PPSA, o volume produzido em outubro foi 8% superior ao registrado em setembro. Esse crescimento reforça a tendência de expansão gradual da produção nos campos do pré-sal contratados sob o regime de partilha.
Retorno de plataforma impulsiona produção de petróleo
Parte do avanço observado em outubro está associada ao retorno operacional da plataforma P-75, localizada no campo de Búzios. A unidade havia passado por uma parada programada e voltou a produzir ao longo do mês, contribuindo diretamente para o aumento do volume total de petróleo extraído sob esse regime.
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Com isso, Búzios consolidou-se como o maior campo produtor da partilha no período, alcançando uma média de 653,67 mil barris de petróleo por dia. Logo atrás aparece o campo de Mero, com produção de 629,53 mil barris diários.
Ambos os campos estão localizados na Bacia de Santos e, juntos, responderam por 83% de toda a produção registrada no regime de partilha em outubro. Esse alto nível de concentração evidencia a importância estratégica dessas áreas para o desempenho do modelo.
Perspectivas indicam crescimento contínuo da partilha
Além do recorde atual, a PPSA projeta uma escalada relevante da produção de petróleo sob o regime de partilha nos próximos anos. A expectativa é de que novos sistemas entrem em operação e que campos já em produção ampliem sua capacidade.
De acordo com as projeções da estatal, a partir de 2028 a produção dos contratos de partilha deve atingir cerca de 2 milhões de barris por dia. Esse crescimento tende a reforçar o papel do pré-sal como um dos principais motores da produção brasileira de petróleo, além de ampliar a arrecadação pública associada ao modelo.
Parcela de petróleo da União também registra máxima histórica
Outro destaque do mês de outubro foi o desempenho da parcela de petróleo que cabe à União. A produção sob essa rubrica alcançou um novo recorde, com média de 181 mil barris por dia. O volume considera os nove contratos de partilha de produção em vigor, além dos Acordos de Individualização da Produção (AIPs) das áreas não contratadas de Atapu, Mero, Tupi e Jubarte.
Na comparação mensal, o volume produzido pela União foi 4% maior do que o registrado em setembro. Esse avanço foi impulsionado principalmente pelo campo de Mero, que respondeu por mais de 71% da produção da União no período, com média de 116,83 mil barris diários.
Exportação de gás natural acompanha retomada operacional
Além do petróleo, os dados da PPSA também mostram avanço na exportação de gás natural em outubro. O volume exportado chegou a 6,64 milhões de metros cúbicos por dia, o que representa um crescimento de 3% em relação ao mês anterior.
Assim como no caso do petróleo, o aumento foi influenciado pelo retorno da plataforma P-75 às operações. A retomada permitiu maior escoamento de gás natural associado à produção dos campos do pré-sal.
No entanto, quando se observa apenas a parcela de exportação de gás natural pertencente à União, o resultado foi inferior ao de setembro. Em outubro, a média foi de 533 mil metros cúbicos por dia, considerando cinco contratos de partilha e os AIPs de Tupi e Jubarte. No mês anterior, esse volume havia sido de 551 mil metros cúbicos diários.
Regime de partilha amplia relevância no setor de petróleo
Os números de outubro reforçam a crescente relevância do regime de partilha no setor de petróleo brasileiro. O modelo, que garante à União uma parcela da produção, vem se consolidando como uma importante fonte de óleo e gás, além de gerar impactos fiscais e estratégicos de longo prazo.
Com a expansão projetada para os próximos anos e a entrada de novas plataformas, a tendência é de que a produção sob partilha continue ganhando espaço, ao mesmo tempo em que amplia a participação direta do Estado nos resultados da exploração do petróleo no pré-sal.

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