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Estudantes chineses constroem avião de papel teleguiado de 6,06 metros, fazem voo de quase 15 minutos e transformam brincadeira escolar em projeto de engenharia para tentar recorde mundial

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 21/06/2026 às 10:54
Atualizado em 21/06/2026 às 10:56
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O projeto escolar chamou atenção ao unir placa KT, reforços de fibra de carbono e ajustes mínimos nas asas e no centro de gravidade para fazer uma aeronave gigante inspirada em avião de papel sair do chão com estabilidade.

Um grupo de estudantes da Shenzhen Zhili Middle School, em Shenzhen, na China, chamou atenção ao criar um avião de papel teleguiado com 6,06 metros de envergadura e 5,06 metros de fuselagem.

O projeto, liderado pelo aluno Zhu Junjie, levou quase seis meses, passou por protótipos, ajustes de precisão e terminou com um voo de quase 15 minutos no campo da escola. Segundo a Oddity Central, o feito entrou para o Guinness. Já as fontes chinesas citadas na pesquisa, como Shenzhen News, Sina/Fast Technology e HK01, tratam o caso como uma tentativa formal de reconhecimento mundial em processo de certificação.

Avião de papel gigante nasceu dentro de uma escola em Shenzhen

Estudantes de Shenzhen ajustam o avião de papel teleguiado de 6,06 metros de envergadura e 5,06 metros de fuselagem, projeto que levou quase seis meses de testes e conseguiu permanecer no ar por cerca de 15 minutos.
Estudantes de Shenzhen ajustam o avião de papel teleguiado de 6,06 metros de envergadura e 5,06 metros de fuselagem, projeto que levou quase seis meses de testes e conseguiu permanecer no ar por cerca de 15 minutos.

A cena parece simples à primeira vista. Um grupo de estudantes empurra um avião branco enorme, ele ganha velocidade aos poucos, deixa o solo, voa de forma estável e pousa diante de colegas e professores.

Mas o que aconteceu no campo da escola chinesa não foi apenas uma brincadeira em escala ampliada.

De acordo com o Shenzhen News, o avião foi criado por alunos da Shenzhen Zhili Middle School, uma instituição que mantém forte estrutura voltada à ciência, tecnologia e inovação. A escola também aparece ligada a laboratórios de alto padrão, simuladores e atividades de aeromodelismo.

O personagem central da história é Zhu Junjie, estudante do primeiro ano do ensino médio chinês, apontado como designer chefe e piloto do projeto. Ele faz parte do clube de aeromodelismo da escola e já vinha de experiências em competições de design aeronáutico.

Seis meses de testes para fazer 6 metros saírem do chão

O número mais impressionante não está apenas no tamanho. Está no tempo necessário para fazer uma ideia aparentemente simples funcionar.

Segundo as informações reunidas por Shenzhen News e reproduzidas por veículos como Sina/Fast Technology e HK01, o grupo trabalhou por quase seis meses para transformar o conceito em uma aeronave controlável.

No início, a equipe pensou em ampliar um modelo comum de 1 metro para uma escala muito maior. A prática mostrou que isso não bastava. Quando o avião cresce, tudo muda: peso, rigidez, sustentação, centro de gravidade, potência e resposta dos controles.

O grupo passou por três gerações de protótipos e mais de dez ajustes aerodinâmicos até chegar ao modelo final, com 6,06 metros de asa e 5,06 metros de fuselagem.

Um grau na asa e um centímetro no peso mudavam o voo

Durante os testes em Shenzhen, a aeronave de papel gigante mostrou que pequenas mudanças na estrutura podiam alterar todo o voo: os alunos chegaram a ajustar asas em 1 grau e o centro de gravidade em apenas 1 centímetro para manter a estabilidade no ar.
Durante os testes em Shenzhen, a aeronave de papel gigante mostrou que pequenas mudanças na estrutura podiam alterar todo o voo: os alunos chegaram a ajustar asas em 1 grau e o centro de gravidade em apenas 1 centímetro para manter a estabilidade no ar.

O detalhe que melhor resume a dificuldade técnica do projeto está na precisão dos ajustes.

Segundo o Shenzhen News, os estudantes perceberam que uma alteração de apenas 1 grau na superfície da asa podia mudar a sustentação do avião. Da mesma forma, deslocar o centro de gravidade em apenas 1 centímetro já afetava diretamente a estabilidade.

Esse tipo de sensibilidade mostra por que o caso ganhou atenção fora da China. Não se tratava de fazer um avião grande parecer bonito em uma foto. Era preciso fazer a estrutura sair do chão, manter voo estável por vários minutos e pousar de forma controlada.

A equipe também precisou lidar com a relação entre empuxo e peso. As fontes chinesas mencionam que o empuxo deveria superar uma relação de 0,7 para que a aeronave tivesse condições de decolar com dificuldade.

Material leve, reforço de carbono e problema de deformação

Apesar de ser chamado de avião de papel, o projeto não era uma folha comum dobrada em tamanho gigante.

As fontes chinesas informam que os alunos usaram placa KT, um material leve bastante usado em modelos e estruturas experimentais. O problema é que, em uma escala tão grande, esse tipo de material pode deformar com facilidade.

Para compensar, os estudantes reforçaram áreas importantes com tiras de fibra de carbono, buscando uma combinação entre baixo peso e resistência. Esse detalhe ajudou a manter a forma das asas e a evitar que a estrutura perdesse estabilidade durante o voo.

O professor Zou Guoyun, responsável pelo clube de aeromodelismo, aparece nas fontes chinesas explicando que a escala foi o maior desafio. Em um avião tão grande, pequenas imperfeições deixam de ser detalhe e passam a decidir se ele voa ou cai.

Oddity Central fala em recorde, fontes chinesas citam certificação

A Oddity Central publicou que os estudantes chineses estabeleceram um novo recorde mundial Guinness com o maior avião de papel teleguiado.

Na pesquisa enviada, porém, as fontes chinesas mais próximas do caso usam uma abordagem mais cautelosa. Shenzhen News, Sina/Fast Technology e HK01 falam em tentativa de recorde, preparação de dados de voo e busca por certificação.

Por isso, a leitura mais segura é apresentar o feito como um projeto que, segundo a Oddity Central, entrou para o Guinness, enquanto as fontes chinesas tratam o reconhecimento como etapa formal em andamento.

Essa diferença não diminui a força da história. Pelo contrário, ajuda a mostrar como um projeto escolar saiu do ambiente interno da escola e passou a circular como possível marca mundial.

O que parecia brincadeira virou laboratório de engenharia

O caso chama atenção porque pega um objeto conhecido por qualquer criança, o avião de papel, e o transforma em um experimento de aerodinâmica, materiais e controle remoto.

Aos 16 anos em média, os alunos enfrentaram problemas parecidos com os de projetos aeronáuticos reais: peso, deformação, empuxo, sustentação, estabilidade e pouso.

Depois do voo, Zhu Junjie afirmou, segundo Shenzhen News, que o grupo pretende melhorar a resistência estrutural, aumentar a capacidade contra vento e explorar novos sistemas de propulsão, como ducted fan e motores do tipo turbojet.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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