A produção de petróleo e gás no Brasil caiu 1,5% em agosto de 2025, segundo a ANP, mas o campo de Búzios ultrapassou Tupi e se tornou o maior produtor do país, consolidando o protagonismo do pré-sal.
O Brasil registrou queda na produção de petróleo e gás em agosto de 2025. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o volume chegou a 5,084 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), representando recuo de 1,5% em relação ao recorde de julho, quando foram produzidos 5,160 milhões de boe/d.
Apesar da retração no comparativo mensal, os números mostram evolução em relação a 2024. A produção de petróleo, por exemplo, somou 3,896 milhões de barris por dia, alta de 16,6% frente a agosto do ano passado.
Búzios ultrapassa Tupi e se torna o maior produtor do país
Um marco histórico ocorreu no pré-sal em agosto. O campo de Búzios, localizado na Bacia de Santos, produziu 821,88 mil barris de petróleo por dia, superando pela primeira vez o campo de Tupi, que liderava desde o início da exploração na região.
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A mudança reforça o papel estratégico de Búzios na matriz energética brasileira e consolida o potencial do pré-sal para manter o país entre os grandes produtores globais.
Produção de gás natural mantém crescimento anual
No caso do gás natural, a produção alcançou 188,9 milhões de metros cúbicos por dia. Houve queda de 1% em relação a julho, mas crescimento expressivo de 18,2% em comparação com o mesmo mês de 2024.
O campo de Tupi continua na liderança desse segmento, com 39,15 milhões de m³/d, mostrando que, apesar de perder a dianteira no petróleo, ainda é essencial na produção de gás.
Pré-sal confirma protagonismo no setor
A produção do pré-sal segue como a principal força do setor energético nacional. Em agosto, a região foi responsável por 79,4% do total, com 4,033 milhões de boe/d.
Apesar das dificuldades tecnológicas inerentes à exploração em grandes profundidades, o pré-sal se consolidou como a base da produção de petróleo e gás no Brasil.
Outro ponto destacado pela ANP foi o aproveitamento do gás natural, que alcançou índice de 97,4% em agosto. Isso significa que apenas 4,88 milhões de m³/d foram queimados, número 10,9% menor do que em julho. A queima, geralmente associada a fatores técnicos ou de segurança, vem caindo gradativamente, o que representa avanços em eficiência e sustentabilidade.
A Petrobras continua a dominar o cenário, seja de forma independente ou em consórcios. Em agosto, a estatal foi responsável por 90% da produção total do país. O setor operou com 6.634 poços ativos, sendo 567 marítimos e 6.067 terrestres.
Entre as unidades de produção, destaque para o FPSO Almirante Tamandaré, em Búzios, que liderou a produção de petróleo com 195.795 barris por dia. Já no gás natural, o protagonismo ficou com o FPSO Guanabara, localizado na jazida de Mero, responsável por 11,89 milhões de m³/d.
