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Produção de etanol de milho avança no Brasil e projeta 10 bilhões de litros, consolidando expansão acelerada do setor e fortalecendo mercado nacional de biocombustíveis renováveis

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 11/02/2026 às 16:10
Atualizado em 11/02/2026 às 16:13
Assista o vídeoFrasco de etanol ao lado de espigas e grãos de milho sobre mesa rústica, com plantação rural desfocada ao fundo.
Produção de etanol de milho avança no Brasil e projeta 10 bilhões de litros, consolidando expansão acelerada do setor e fortalecendo mercado nacional de biocombustíveis renováveis/ Imagem Ilustrativa
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Brasil deve fechar a safra com 10 bilhões de litros na produção de etanol de milho, impulsionando a bioenergia, ampliando os biocombustíveis renováveis e fortalecendo o mercado nacional.

A produção de etanol de milho no Brasil deve encerrar o atual ano-safra com 10 bilhões de litros, consolidando um dos ciclos de crescimento mais acelerados da história recente da bioenergia nacional. Segundo matéria publicada pela CNN nesta terça-feira (10), a projeção foi confirmada pelo presidente da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), Guilherme Nolasco. O volume representa aproximadamente um terço de todo o mercado nacional de etanol, reforçando o protagonismo do milho dentro da matriz de biocombustíveis renováveis.

Produção de etanol de milho transforma o mercado nacional de biocombustíveis renováveis

Nos últimos oito anos, o segmento avançou a taxas superiores a 30% ao ano. Para a próxima safra, iniciada em abril, as projeções preliminares apontam crescimento adicional de cerca de 20%, podendo elevar a produção para algo próximo de 12 bilhões de litros. O ritmo de expansão é considerado histórico dentro do setor de biocombustíveis renováveis no Brasil.

A atual safra marca um divisor de águas para a produção de etanol de milho. O volume projetado de 10 bilhões de litros consolida o cereal como um dos principais pilares da bioenergia brasileira. Até poucos anos atrás, o etanol era majoritariamente associado à cana-de-açúcar. No entanto, a expansão agrícola do milho de segunda safra e a interiorização das indústrias mudaram esse cenário.

De acordo com a UNEM, o crescimento acumulado superior a 30% ao ano nos últimos oito anos demonstra consistência estrutural. Não se trata de um avanço pontual, mas de uma transformação permanente na matriz de biocombustíveis renováveis.

Além disso, a previsão de alcançar 12 bilhões de litros na próxima safra reforça a relevância da produção de etanol de milho dentro do mercado nacional. Esse crescimento amplia a oferta de bioenergia e fortalece a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis.

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Bioenergia em expansão e fortalecimento do mercado nacional

O avanço da bioenergia no Brasil ocorre paralelamente ao aumento da capacidade produtiva das biorrefinarias. Atualmente, o país conta com 25 unidades em operação, número que deve chegar a aproximadamente 33 plantas industriais até o fim de 2026.

A estimativa é que o Brasil possa dobrar a produção de etanol de milho até 2032, alcançando algo próximo de 20 bilhões de litros. Entretanto, esse crescimento dependerá da consolidação de demanda consistente tanto no mercado nacional quanto no exterior.

A projeção para a safra 2026/2027 indica acréscimo relevante na oferta total de etanol, podendo adicionar entre 10% e 12% ao volume disponível em apenas um ciclo produtivo. Esse movimento reforça o protagonismo brasileiro na produção de biocombustíveis renováveis.

Por outro lado, o consumo projetado cresce em ritmo mais moderado, em torno de 2% ao ano, enquanto a oferta pode avançar acima de 10%. O equilíbrio entre produção e demanda será determinante para a sustentabilidade do setor.

Produção de etanol de milho e os desafios de demanda no mercado nacional

Embora a produção de etanol de milho esteja em forte expansão, o consumo ainda apresenta concentração regional. Atualmente, o etanol hidratado é utilizado de forma significativa em apenas seis estados produtores: São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Minas Gerais.

Em regiões como Norte, Nordeste e parte do Sul, o consumo enfrenta obstáculos relacionados ao preço. Onde não há oferta local relevante, o etanol tende a ficar próximo do valor da gasolina, reduzindo o incentivo econômico para o consumidor.

Segundo Guilherme Nolasco, existem três frentes principais para absorver o crescimento da oferta: ampliar o consumo interno em regiões pouco atendidas, substituir gasolina nos mercados consolidados e expandir aplicações internacionais.

A sustentabilidade do setor depende da expansão equilibrada do mercado nacional. Além disso, a interiorização das plantas industriais pode reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade e estimular o consumo em novas regiões.

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Interiorização das biorrefinarias impulsiona biocombustíveis renováveis e bioenergia

A expansão geográfica das biorrefinarias é um dos pilares do crescimento da produção de etanol de milho. Somente neste ano, oito novas plantas devem ser inauguradas em diferentes regiões do Brasil.

Os investimentos concentram-se principalmente no Centro-Oeste, maior produtor de milho do país. Contudo, também avançam para o Sul e para o Matopiba, que engloba áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Cidades como Balsas (MA), Luiz Eduardo Magalhães (BA) e Uruçuí (PI) já contam com projetos em implantação.

No Sul, três novas unidades utilizarão trigo e triticale fora do padrão para panificação. Isso significa que não se trata de grãos destinados à alimentação humana, mas de matérias-primas sem destino nobre que passam a integrar a cadeia da bioenergia.

A descentralização industrial fortalece o mercado nacional de biocombustíveis renováveis e amplia o acesso ao etanol. Consequentemente, estimula-se o desenvolvimento regional e a geração de empregos.

Novas aplicações ampliam o horizonte da produção de etanol de milho

Além do mercado doméstico, o setor enxerga oportunidades estratégicas no cenário internacional. A produção de etanol de milho pode atender demandas relacionadas à descarbonização global, especialmente no transporte marítimo e na aviação.

O etanol é apontado como insumo potencial para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF). Também há discussões sobre sua utilização em misturas voltadas ao transporte marítimo, segmento que busca reduzir emissões de carbono.

Segundo a UNEM, mesmo que o Brasil possa parecer grande no mercado interno, ainda é pequeno diante do potencial global. Uma substituição parcial de combustíveis fósseis na navegação internacional poderia superar toda a produção brasileira atual.

Além disso, países que ampliam a mistura obrigatória de etanol à gasolina representam oportunidades de exportação. A bioenergia brasileira pode ganhar protagonismo no comércio internacional de biocombustíveis renováveis.

O novo patamar estratégico da bioenergia brasileira

A marca de 10 bilhões de litros na atual safra simboliza uma transformação estrutural no setor energético brasileiro. A produção de etanol de milho deixou de ser alternativa complementar e passou a integrar o núcleo estratégico da bioenergia no país.

O crescimento acelerado, sustentado por investimentos industriais e aumento da produtividade agrícola, fortalece o mercado nacional de biocombustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, amplia a segurança energética e reduz a dependência de combustíveis fósseis.

Entretanto, o futuro do setor depende da expansão do consumo interno, da previsibilidade regulatória e da abertura de novos mercados externos. Com planejamento e responsabilidade, o Brasil pode dobrar sua capacidade produtiva até o início da próxima década.

O etanol de milho consolida-se como vetor de desenvolvimento econômico, inovação industrial e protagonismo ambiental. Dessa forma, a bioenergia brasileira entra em uma nova fase, marcada pela diversificação de matérias-primas e pela consolidação do mercado nacional como base para a expansão global dos biocombustíveis renováveis.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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