Produção de petróleo refinado na Replan acelera no segundo semestre de 2025, ultrapassa desempenho de 2024 e reforça papel estratégico da refinaria no abastecimento nacional.
A produção de derivados de petróleo na Refinaria de Paulínia (Replan) apresentou uma recuperação consistente ao longo de 2025. Após um início de ano marcado por desempenho inferior ao registrado em 2024, a unidade acelerou o ritmo no segundo semestre e conseguiu superar, pela primeira vez neste ano, o volume acumulado do período anterior.
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre janeiro e novembro foram produzidos 22,1 bilhões de litros de derivados de petróleo. Esse resultado representa um avanço de 0,2% em relação aos 11 primeiros meses de 2024, sinalizando uma virada operacional ao longo do ano.
Refinaria ganha fôlego após meses de desempenho abaixo do esperado
Durante quase todo o primeiro semestre, a produção da Replan ficou abaixo dos índices observados no ano passado. No entanto, a partir da segunda metade do ano, a refinaria passou a registrar aumento gradual de produtividade, o que permitiu a recuperação do volume acumulado.
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A evolução ao longo dos meses levou a planta a alcançar, em novembro, um patamar superior ao do mesmo período de 2024. O movimento reforça a importância do segundo semestre para o desempenho anual da unidade.
Capacidade de processamento reforça papel estratégico
Segundo a Petrobras, a Refinaria de Paulínia possui capacidade para processar até 69 mil metros cúbicos de petróleo por dia, o equivalente a 69 milhões de litros ou cerca de 434 mil barris diários. Com essa estrutura, a unidade atende aproximadamente 30% do território brasileiro.
Esse volume faz da Replan a maior refinaria do país e uma das principais responsáveis pelo abastecimento de combustíveis e outros derivados em diversas regiões.
Diesel lidera produção de derivados de petróleo
O diesel segue como o principal produto refinado em Paulínia. Somente em 2025, a Replan processou cerca de 9,4 bilhões de litros do combustível, direcionados principalmente às distribuidoras que atendem o mercado interno.
Além do diesel, a refinaria produz gasolina, querosene de aviação (QAV), gás liquefeito de petróleo (GLP), óleos combustíveis e asfaltos. A lista inclui ainda enxofre, utilizado inclusive na indústria de cosméticos, e propeno, matéria-prima essencial para a fabricação de plásticos.
Outros derivados também têm aplicação em cadeias industriais diversas, como a produção de pneus, o que amplia o impacto econômico da refinaria.
Distribuição atende múltiplas regiões do país
A produção de derivados de petróleo da Replan é escoada para diferentes regiões. O interior de São Paulo concentra a maior fatia, recebendo cerca de 55% do volume total.
Além disso, o abastecimento alcança o Sul de Minas e o Triângulo Mineiro, bem como estados do Centro-Oeste e Norte, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Acre e Tocantins. O Distrito Federal também está entre os destinos da produção.
Esse alcance logístico reforça o papel da Refinaria de Paulínia como peça-chave no sistema nacional de refino e distribuição de derivados de petróleo, especialmente em um ano marcado por recuperação gradual da produção.

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