Frigoríficos do Mato Grosso do Sul interrompem embarques diante de nova taxação norte-americana; setor teme prejuízos e demissões.
A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar um aumento significativo nas tarifas sobre a carne bovina brasileira causou impacto imediato no Mato Grosso do Sul. Como resultado, os frigoríficos do estado anunciaram a paralisação das exportações para o mercado norte-americano, medida que pode afetar diretamente a economia regional e o emprego no setor.
Trump aumenta tarifa e setor reage
A elevação das tarifas foi anunciada pelo ex-presidente Donald Trump, como parte de uma nova política protecionista. A taxa de importação para produtos brasileiros saltou para 50%, o que, segundo representantes do setor, torna inviável a continuidade das vendas para os EUA.
Por isso, no Mato Grosso do Sul, um dos principais estados exportadores de carne bovina, os frigoríficos decidiram suspender os embarques diante da insegurança jurídica e do aumento dos custos.
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Nem mesmo o fim da ‘montanha russa’ descrita pelo preço do petróleo tipo Brent (principal referência global) – que saltou de uma cotação de US$ 72 para US$ 120, até baixar ao patamar de US$ 76 o barril – devido ao acordo de paz recente firmado entre os EUA e o Irã, foi suficiente para aliviar a economia brasileira de pressões inflacionárias.
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Impacto econômico no MS
De acordo com entidades do setor, a suspensão das exportações deve gerar reflexos negativos imediatos. Além disso, produtores e trabalhadores já relatam apreensão quanto à possibilidade de cortes na produção, férias coletivas e demissões.
O estado vinha se consolidando como um dos principais fornecedores de carne para o mercado americano, e a nova tarifa afeta diretamente o fluxo comercial construído nos últimos anos.
Exportações para os EUA em risco
Segundo dados do Ministério da Agricultura, o Brasil exportou cerca de 200 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos em 2024, com Mato Grosso do Sul contribuindo com uma fatia significativa desse volume. A nova barreira tarifária representa um duro golpe para esse desempenho.
Setor cobra atuação do governo brasileiro
Representantes da indústria frigorífica e entidades ligadas ao agronegócio pedem que o governo federal atue diplomaticamente para reverter ou minimizar os efeitos da medida americana. Além de solicitarem alternativas de mercado para evitar que a produção acumulada gere perdas maiores.
Possíveis destinos alternativos
Com os EUA temporariamente fora do radar, a busca por novos mercados se intensifica. Assim, países asiáticos, como China e Vietnã, e nações do Oriente Médio, já estão no radar dos exportadores sul-mato-grossenses.
No entanto, especialistas alertam que o reposicionamento da carne brasileira levará tempo e exigirá adaptações logísticas e sanitárias.
