O Minfra está com grandes expectativas para a privatização do Porto de Santos, que será a segunda maior do Governo Bolsonaro, atrás apenas da Eletrobras, e contará com investimentos de R$ 18,5 bilhões para a infraestrutura futura após a finalização do leilão.
Com um grande crescimento na movimentação do Porto de Santos nos últimos anos, o cenário portuário atual para esta segunda-feira, (13/06), se prepara para a privatização do complexo e para um leilão de grandes proporções no futuro. Isso, pois, o Ministério da Infraestrutura (Minfra), está prevendo que essa seja a segunda maior privatização do governo Bolsonaro, ficando atrás apenas da desestatização da Eletrobras.
Minfra está com fortes expectativas para leilão de privatização do Porto de Santos e espera o 2.º maior do Governo Bolsonaro, atrás apenas da Eletrobras
Até o fim de 2022 o setor portuário nacional irá assistir à privatização do Porto de Santos, maior complexo da América Latina e rota de entrada e saída de 29% de todas as transações comerciais do Brasil. Para este leilão de concessão da autoridade portuária para a iniciativa privada, o Minfra está com grandes expectativas, com projeções de que o processo fique atrás apenas da Eletrobras no tamanho dos investimentos que serão arrecadados na desestatização.
A estratégia atual do Minfra, com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), é arrecadar os investimentos necessários para melhorias na infraestrutura do local, visto que o governo não está conseguindo suprir a necessidade com o forte crescimento atual do complexo.
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Dessa forma, o leilão de privatização do Porto de Santos contará com um contrato que prevê o investimento total de R$ 18,5 bilhões pela empresa que vencer o processo, para garantir as melhorias necessárias para a expansão do complexo portuário.
O Governo Federal já apresentou a proposta a diversos países como os Estados Unidos, Itália, França e Emirados Árabes e está esperando a segunda maior privatização da gestão Bolsonaro, ficando atrás apenas da Eletrobras. Assim, Rafael Furtado, secretário substituto de fomento, planejamento e parcerias do Minfra, comentou sobre a importância do leilão de privatização e destacou: “É um momento único para o transporte portuário. Daremos um passo novo e com segurança para promover os portos, com participação do setor privado, que garantirá a expansão logística nacional”.
Leilão de privatização irá arrecadar R$ 18,5 bilhões em investimentos para garantir obras de infraestrutura pelos próximos 35 anos no local
O prazo de concessão do Porto de Santos, assim como o da Eletrobras, se estende por décadas com previsão para finalização em 35 anos, sem possibilidade de prorrogação.
Dessa forma, a empresa vencedora do leilão será responsável por um investimento de R$ 18,5 bilhões ao longo dessas três décadas e meia em obras necessárias para garantir uma expansão com segurança, eficiência operacional e qualidade logística para a movimentação de cargas no maior porto da América Latina.
Dentre esse investimento bilionário previsto pelo Minfra para os próximos anos, R$ 14,1 bilhões serão aplicados em manutenções durante os 35 anos da concessão, enquanto outra parcela de R$ 3 bilhões está reservada para a construção de um canal submerso para ligar Santos e Guarujá.
Por fim, o restante de R$ 1,4 bilhão deve ser injetado em obras como novos acessos rodoviários, modernização portuária e aprofundamento do canal de Santos, para a melhoria no transporte das mercadorias no local.
Agora, o Minfra continua junto ao Governo Federal e à Antaq acelerando o processo de concessão à iniciativa privada do Porto de Santos e espera finalizar leilão até o fim do ano, para conseguir uma privatização que ficará atrás apenas da Eletrobras, vendida por quase R$ 100 bilhões.

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