A conclusão do primeiro caça supersônico montado em território nacional inaugura uma nova fase da indústria aeronáutica brasileira, amplia a autonomia estratégica da FAB e reposiciona o Brasil no cenário internacional de defesa
O Brasil está prestes a atingir um marco inédito em sua história industrial e militar. O primeiro F-39 Gripen montado no país, versão nacional do caça supersônico Gripen E, deverá ser concluído até o fim de março de 2026, consolidando a entrada definitiva do país no seleto grupo de nações capazes de produzir aeronaves de combate supersônicas. O avanço representa um divisor de águas tanto para a Força Aérea Brasileira (FAB) quanto para a indústria de defesa nacional.
A informação foi divulgada pelo portal especializado FlightGlobal, com base em declarações do chefe de marketing da Saab, Mikael Franzén. Segundo o executivo, o cronograma foi levemente ajustado em relação às previsões iniciais, que apontavam a entrega ainda em 2025, mas acabou sendo revisto em função de atrasos de pagamento do governo federal e de restrições na cadeia global de suprimentos, fatores que afetaram diversos programas aeronáuticos ao redor do mundo.
Produção no Brasil coloca o país em novo patamar tecnológico

O Gripen E, conhecido no Brasil como F-39 Gripen, é desenvolvido originalmente na Suécia, mas passou a ser montado em território brasileiro como parte do programa FX-2, firmado em 2014. A linha de montagem foi instalada na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, tornando-se um dos pilares estratégicos do projeto.
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Do total de 36 aeronaves adquiridas pela FAB, pouco mais da metade será montada no Brasil, enquanto o restante segue sendo produzido na Suécia. Com as linhas brasileira e sueca operando em plena capacidade, a Saab estima uma produção combinada de até 36 caças por ano, número equivalente a todo o pedido brasileiro original.
Esse novo arranjo industrial não apenas garante maior previsibilidade logística para a FAB, como também posiciona o Brasil como potencial polo exportador dentro do programa Gripen. A expectativa é que parte das aeronaves destinadas a países da América Latina seja produzida em solo brasileiro, ampliando a relevância geopolítica do país no setor de defesa.
Demanda internacional reforça papel estratégico da linha brasileira
O fortalecimento da linha de montagem no Brasil ocorre em paralelo à ampliação do interesse internacional pelo Gripen. A Saab avalia, inclusive, a abertura de uma terceira linha de produção para atender contratos de maior escala. Entre os clientes já confirmados estão a Colômbia, que adquiriu 17 unidades, a Tailândia, com quatro aeronaves encomendadas e opção para mais oito, além da Ucrânia, cujo número total ainda não foi divulgado oficialmente.
No atual planejamento, a produção brasileira deverá concentrar esforços nas aeronaves destinadas à Colômbia, enquanto os caças tailandeses sairão da Suécia. Já no caso ucraniano, a fabricação poderá ser dividida entre os dois países, dependendo da evolução do conflito e das necessidades operacionais.
Essa divisão internacional reforça o papel do Brasil não apenas como cliente, mas como parceiro industrial estratégico dentro do ecossistema global do Gripen, algo raro em programas de caças de alto desempenho.
Transferência de tecnologia e sistemas nacionais fortalecem a indústria
A montagem local do F-39 é apenas uma parte do amplo pacote de transferência de tecnologia previsto no FX-2. Ao longo do programa, técnicos e engenheiros brasileiros foram capacitados na Suécia, enquanto linhas de produção de componentes passaram a operar em território nacional. Ensaios, certificações e processos críticos também vêm sendo conduzidos no Brasil.
O Gripen brasileiro incorpora sistemas desenvolvidos por empresas nacionais, como o Head-Up Display (HUD) e o Wide Area Display (WAD), fabricados pela AEL Sistemas, de Porto Alegre. Esses sistemas colocam o F-39 entre os caças mais avançados do mundo em termos de interface homem-máquina, aumentando a consciência situacional do piloto em cenários de combate moderno.
Além disso, o programa impulsionou a criação de um ecossistema industrial que envolve fornecedores, centros de pesquisa e universidades, com impactos diretos na qualificação de mão de obra e na geração de conhecimento estratégico.
Exercícios operacionais consolidam capacidade do F-39 na FAB
Paralelamente à evolução industrial, o Gripen avança em sua maturidade operacional dentro da FAB. Até o momento, a Força Aérea já recebeu 11 das 36 aeronaves contratadas. Em 2025, chegaram mais dois F-39E, de matrículas 4110 e 4111, ampliando a frota em operação.
O primeiro caça montado no Brasil alcançou a fase de montagem final em 2024, e há especulações de que seja a aeronave de matrícula 4109, ainda não incorporada ao 1º Grupo de Defesa Aérea – Esquadrão Jaguar, sediado em Anápolis (GO).
No fim de 2025, o programa atingiu marcos operacionais relevantes. A Operação Samaúma certificou o reabastecimento em voo entre o F-39 e o KC-390, ampliando significativamente o alcance estratégico do caça. Já o exercício BVR-X, realizado na Base Aérea de Natal (RN), marcou os primeiros disparos reais do míssil MBDA Meteor a partir do Gripen brasileiro, validando sua capacidade de combate além do alcance visual.
Outro exercício conduzido na Base Aérea de Santa Cruz (RJ) deverá permitir que o 1º GDA assuma o alerta de defesa aérea com o novo caça a partir de Goiás, consolidando o Gripen como espinha dorsal da defesa aérea nacional.
Marco histórico para a soberania e a indústria aeronáutica brasileira
A conclusão do primeiro F-39 Gripen montado no Brasil simboliza muito mais do que a entrega de uma aeronave. Trata-se de um salto tecnológico, industrial e estratégico que reposiciona o país no cenário internacional de defesa. Ao dominar a produção de um caça supersônico de última geração, o Brasil reduz dependências externas, fortalece sua base industrial e amplia sua capacidade de dissuasão.
Com a expectativa de conclusão até o fim de março, o projeto consolida o Brasil como único país da América Latina a produzir localmente um jato de combate supersônico moderno, estabelecendo um novo patamar para a indústria aeronáutica nacional e para o futuro da FAB.
Fonte: O Globo

So falta restaurar o sentimento de patriotismo, respeito ao povo e as FFAA . Atualmente o STF, PCC e facções estão destruindo a economia e a segurança do povo do Brasil!
Un Excelente prototipo…..son mega Estructuras que degan un legado Mundial