Ferrari descarta usar o Luce como requisito para liberar carros especiais e afirma que pressionar clientes prejudicaria o modelo elétrico.
A Ferrari negou que exigirá a compra do Luce, primeiro carro totalmente elétrico da marca, para liberar o acesso às futuras edições limitadas.
A declaração foi feita por Enrico Galliera, diretor de marketing e comercial da fabricante, durante uma apresentação realizada em 19 de junho de 2026.
O executivo também contestou uma reportagem da Bloomberg sobre a possível relação entre o elétrico e os modelos mais exclusivos da montadora.
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Segundo Galliera, pressionar consumidores a adquirir o Ferrari Luce de US$ 630 mil seria um grande erro comercial.
Ferrari rejeita obrigação envolvendo o Luce
A negativa foi divulgada pela Reuters em 22 de junho de 2026, poucos dias depois da apresentação conduzida pelo executivo.
Galliera afirmou que uma compra motivada apenas por benefícios futuros poderia criar proprietários insatisfeitos com o carro.
Esses compradores poderiam criticar o veículo e revendê-lo após poucos meses, prejudicando sua imagem e seu preço no mercado.
“Correríamos o risco de criar embaixadores negativos”, declarou o diretor, conforme um porta-voz da Ferrari citado pela Reuters.
O executivo destacou que a revenda rápida também poderia reduzir o valor residual do Ferrari Luce.
Esse problema já afeta o segmento de veículos elétricos de luxo, segundo a avaliação apresentada pelo diretor.

Como funciona o acesso aos carros raros da Ferrari
A Ferrari utiliza tradicionalmente um sistema de alocação para selecionar compradores de séries especiais e edições limitadas.
A estratégia costuma favorecer clientes antigos, proprietários de vários veículos e participantes frequentes dos eventos organizados pela fábrica.
Compradores que mantêm seus automóveis por períodos prolongados também recebem atenção dentro desse relacionamento comercial.
A aquisição do Luce, porém, não garantirá acesso automático aos próximos carros raros da fabricante.
Galliera orientou as concessionárias a oferecerem o modelo apenas para consumidores realmente interessados no veículo elétrico.
A recomendação busca impedir que clientes comprem o automóvel somente para agradar à Ferrari ou conquistar outras vantagens.
Clientes antigos concentram as vendas da marca
Os proprietários recorrentes ocupam uma posição importante dentro da estratégia de vendas da montadora italiana.
Cerca de 84% dos carros novos vendidos pela Ferrari em 2025 foram destinados a clientes que já possuíam veículos da marca.
Aproximadamente 56% das unidades foram compradas por pessoas que tinham mais de uma Ferrari.
Os números mostram a força do relacionamento da empresa com colecionadores e consumidores tradicionais.
O interesse verdadeiro, mesmo assim, continuará sendo o principal critério para a comercialização do Luce.
Design do Ferrari Luce provoca críticas
O Ferrari Luce foi apresentado em 25 de maio de 2026 como o primeiro veículo totalmente elétrico da fabricante.
O automóvel possui cinco lugares e provocou críticas nas redes sociais logo após sua apresentação.
Parte das reações envolveu o design considerado pouco convencional para os padrões históricos da Ferrari.
A aparência se distancia do visual musculoso e agressivo normalmente associado aos carros esportivos da empresa.
A adoção de uma motorização elétrica também incomodou admiradores dos tradicionais motores a gasolina.
Ferrari relata forte interesse pelo elétrico
O presidente-executivo Benedetto Vigna afirmou, dias depois da apresentação, que o Luce despertou forte interesse entre os consumidores.
Clientes antigos e novos demonstraram curiosidade sobre o primeiro elétrico da marca, segundo o executivo.
A Ferrari ainda não informou quantos pedidos foram registrados desde o lançamento oficial.
Os números detalhados deverão ser apresentados no fim de julho de 2026, durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre.
Luce deverá ser comprado por desejo, não por vantagem
A posição da Ferrari procura impedir que o Luce seja visto como um passaporte para outros automóveis da fabricante.
A estratégia também pretende proteger o valor comercial do veículo e atrair compradores realmente interessados na proposta elétrica.
O desafio da montadora será equilibrar tradição, exclusividade e eletrificação sem afastar seus clientes mais fiéis.
Fontes: Reuters, Bloomberg e Ferrari.
Você acredita que o Luce conseguirá conquistar os admiradores da Ferrari ou o motor elétrico poderá afastar os fãs mais tradicionais? Deixe sua opinião!

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