Henrik Refsnes Mørtvedt encontrou a arma durante uma caminhada escolar em Brandbu, na Noruega. Datada inicialmente entre 550 e 850 d.C., a lâmina foi levada ao Museu de História Cultural de Oslo e pode ter pertencido a um proprietário de terras livre, guerreiro de destaque ou conselheiro militar.
Uma espada viking com mais de mil anos foi encontrada por Henrik Refsnes Mørtvedt, de 6 anos, durante uma atividade escolar em um campo de Brandbu, no município de Gran, sudeste da Noruega. O menino deveria recolher pedras para um projeto artístico.
No fim de abril, Henrik caminhava com colegas do primeiro ano da Escola Fredheim quando percebeu um pedaço de metal enferrujado saindo do solo. Ele puxou o objeto, inicialmente confundido com sucata, e revelou uma lâmina antiga, coberta por terra e corrosão.
Os professores reconheceram que a descoberta poderia ter importância arqueológica e acionaram especialistas locais. A peça foi identificada como uma arma de ferro excepcionalmente preservada, produzida provavelmente no final do período merovíngio ou no começo da Era Viking.
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Espada viking possui apenas um fio afiado
A lâmina tem somente um lado cortante. Autoridades responsáveis pelo patrimônio cultural norueguês classificaram o objeto como uma espada “enegget”, integrante de uma família de armas do norte europeu conhecida como scramasaxes, ou saxes.
Essas lâminas evoluíram de facas menores usadas em combate e caça. No início da Era Viking, versões mais longas tornaram-se armas poderosas e também símbolos de posição social entre guerreiros e proprietários livres.
Henrik chegou a tentar desentortar a peça antes da intervenção dos adultos. Ele explicou que temia que algum trator passasse sobre o metal e furasse um pneu. Também acreditava que o achado deveria ser levado para um museu.

Datação ainda será refinada por especialistas
As estimativas apresentadas pelas autoridades não são idênticas. Funcionários de Innlandet situaram a espada entre aproximadamente 550 e 800 d.C. O arqueólogo Øystein Lia avaliou posteriormente que a fabricação teria ocorrido na Noruega entre 750 e 850.
Lia considera provável que a arma tenha pertencido a alguém de posição elevada, possivelmente um homem, proprietário de terras livre e guerreiro importante. Ele também poderia ter atuado como conselheiro militar de um chefe viking local.
A arma pertence a uma fase marcada pela expansão do comércio, das viagens marítimas, dos saques e das disputas de poder, próxima ao ataque viking contra Lindisfarne, registrado em 793 d.C.
Essa hipótese permanece provisória. A espada foi enviada ao Museu de História Cultural de Oslo, onde conservadores removerão a corrosão e estabilizarão o ferro sem eliminar vestígios capazes de revelar como a arma foi produzida, utilizada e abandonada.
Proximidade de túmulos amplia importância do achado
O ponto da descoberta fica cerca de 40 metros distante de túmulos da Idade do Ferro já registrados. A proximidade levanta a possibilidade de a espada ter integrado uma sepultura e sido depositada como oferenda funerária.
Espadas eram objetos caros nas sociedades vikings e pré-vikings. Sua fabricação exigia ferreiros especializados e materiais valiosos. Enterrar uma dessas armas significava retirar riqueza de circulação e associá-la a uma pessoa cujo prestígio justificava esse gesto.
O achado ocorre em um período de outras descobertas relevantes em Innlandet. Em abril, dois detectoristas localizaram 19 moedas de prata em Rena. Escavações posteriores revelaram mais de 4.700 moedas, formando o maior tesouro da Era Viking encontrado na Noruega.
Henrik imaginou inicialmente que a lâmina tivesse cerca de 100 anos. A conservação e os estudos deverão esclarecer sua idade, origem e contexto. A espada viking, porém, já oferece aos pesquisadores uma rara oportunidade de investigar armas, hierarquias e práticas funerárias de mais de um milênio atrás.
O que mais chama sua atenção nessa descoberta: a idade da espada, o fato de ter sido encontrada por uma criança durante uma atividade escolar ou a possibilidade de estar ligada a uma antiga sepultura? Compartilhe sua opinião e diga quais aspectos dessa história deveriam ser investigados pelos arqueólogos.
Com informações de ZM.

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