Prévia do PIB calculada pelo Banco Central avançou 1,3% no primeiro trimestre de 2026, teve crescimento em agropecuária, indústria e serviços, mas mercado financeiro ainda projeta desaceleração da economia no fechamento do ano.
A prévia do PIB calculada pelo Banco Central avançou 1,3% no primeiro trimestre de 2026, ante o quarto trimestre de 2025, após ajuste sazonal. O resultado do IBC-Br mostra aceleração da atividade econômica e segundo crescimento trimestral seguido.
No trimestre anterior, o indicador havia subido 0,37%. A última queda ocorreu no terceiro trimestre de 2025, com retração de 0,82%. A alta atual também foi a maior desde o terceiro trimestre de 2024, quando avançou 1,42%.
PIB acelera nos setores
Os dados divulgados nesta segunda-feira (18) indicam crescimento nos principais setores da economia. A indústria teve o maior avanço, com alta de 1,3%, enquanto agropecuária e serviços cresceram 1% cada um no período.
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O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é usado para medir a evolução da economia. Quando cresce, indica aumento da produção; quando cai, mostra encolhimento da atividade econômica.
O resultado oficial do primeiro trimestre será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 29 de maio. Embora o IBC-Br seja tratado como prévia do PIB, o cálculo do Banco Central é diferente do IBGE.
Mercado prevê ritmo menor
A aceleração ocorre em ano eleitoral, em cenário no qual o governo federal zerou a tributação do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, liberou FGTS e abriu crédito mais barato.
Apesar do desempenho positivo no primeiro trimestre, o mercado financeiro projeta desaceleração da economia no fechamento de 2026. A estimativa é de crescimento de 1,86% neste ano, abaixo dos 2,3% registrados no ano passado.
O Banco Central projeta expansão de 1,6% em 2026. A autoridade monetária tem afirmado que um ritmo menor de crescimento faz parte da estratégia para conter a inflação.
Na ata da última reunião do Copom, divulgada, o BC informou que o hiato do produto segue positivo. Isso significa que a economia continua operando acima do potencial sem pressionar a inflação.
Março tem queda após altas
Apesar do avanço trimestral, o IBC-Br recuou 0,7% em março, na comparação com fevereiro, segundo o Banco Central. O resultado marcou piora em relação ao mês anterior, quando o indicador havia crescido 0,87%.
Essa foi a primeira queda mensal em três meses. Na comparação com março de 2025, sem ajuste sazonal, a prévia do PIB teve alta de 2,3%, indicando crescimento frente ao mesmo mês do ano anterior.
Ainda sem ajuste sazonal, o IBC-Br subiu 0,3% em relação aos três primeiros meses de 2025. Em 12 meses até março, a expansão acumulada do indicador foi de 0,7%, conforme os dados do Banco Central.
Diferenças entre IBC-Br e PIB
O IBC-Br reúne estimativas para agropecuária, indústria, serviços e impostos. Diferentemente do PIB calculado pelo IBGE, o indicador do BC não considera o lado da demanda na composição final.
O índice também é uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para definir a taxa de juros. Com maior crescimento da economia, teoricamente há mais pressão inflacionária, fator que pode contribuir para conter a queda dos juros.
Com informações de G1.

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