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Prévia do PIB surpreende, cresce 1,3% no primeiro trimestre e mostra economia brasileira ganhando força em ano eleitoral, mas mercado ainda vê desaceleração até o fim de 2026

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 18/05/2026 às 13:27
Atualizado em 18/05/2026 às 14:32
Prévia do PIB sobe 1,3% no 1º trimestre, com avanço nos setores, mas mercado prevê desaceleração em 2026.
Prévia do PIB sobe 1,3% no 1º trimestre, com avanço nos setores, mas mercado prevê desaceleração em 2026.
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Prévia do PIB calculada pelo Banco Central avançou 1,3% no primeiro trimestre de 2026, teve crescimento em agropecuária, indústria e serviços, mas mercado financeiro ainda projeta desaceleração da economia no fechamento do ano.

A prévia do PIB calculada pelo Banco Central avançou 1,3% no primeiro trimestre de 2026, ante o quarto trimestre de 2025, após ajuste sazonal. O resultado do IBC-Br mostra aceleração da atividade econômica e segundo crescimento trimestral seguido.

No trimestre anterior, o indicador havia subido 0,37%. A última queda ocorreu no terceiro trimestre de 2025, com retração de 0,82%. A alta atual também foi a maior desde o terceiro trimestre de 2024, quando avançou 1,42%.

PIB acelera nos setores

Os dados divulgados nesta segunda-feira (18) indicam crescimento nos principais setores da economia. A indústria teve o maior avanço, com alta de 1,3%, enquanto agropecuária e serviços cresceram 1% cada um no período.

O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é usado para medir a evolução da economia. Quando cresce, indica aumento da produção; quando cai, mostra encolhimento da atividade econômica.

O resultado oficial do primeiro trimestre será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 29 de maio. Embora o IBC-Br seja tratado como prévia do PIB, o cálculo do Banco Central é diferente do IBGE.

Mercado prevê ritmo menor

A aceleração ocorre em ano eleitoral, em cenário no qual o governo federal zerou a tributação do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, liberou FGTS e abriu crédito mais barato.

Apesar do desempenho positivo no primeiro trimestre, o mercado financeiro projeta desaceleração da economia no fechamento de 2026. A estimativa é de crescimento de 1,86% neste ano, abaixo dos 2,3% registrados no ano passado.

O Banco Central projeta expansão de 1,6% em 2026. A autoridade monetária tem afirmado que um ritmo menor de crescimento faz parte da estratégia para conter a inflação.

Na ata da última reunião do Copom, divulgada, o BC informou que o hiato do produto segue positivo. Isso significa que a economia continua operando acima do potencial sem pressionar a inflação.

Março tem queda após altas

Apesar do avanço trimestral, o IBC-Br recuou 0,7% em março, na comparação com fevereiro, segundo o Banco Central. O resultado marcou piora em relação ao mês anterior, quando o indicador havia crescido 0,87%.

Essa foi a primeira queda mensal em três meses. Na comparação com março de 2025, sem ajuste sazonal, a prévia do PIB teve alta de 2,3%, indicando crescimento frente ao mesmo mês do ano anterior.

Ainda sem ajuste sazonal, o IBC-Br subiu 0,3% em relação aos três primeiros meses de 2025. Em 12 meses até março, a expansão acumulada do indicador foi de 0,7%, conforme os dados do Banco Central.

Diferenças entre IBC-Br e PIB

O IBC-Br reúne estimativas para agropecuária, indústria, serviços e impostos. Diferentemente do PIB calculado pelo IBGE, o indicador do BC não considera o lado da demanda na composição final.

O índice também é uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para definir a taxa de juros. Com maior crescimento da economia, teoricamente há mais pressão inflacionária, fator que pode contribuir para conter a queda dos juros.

Com informações de G1.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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