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A empresa chinesa que fez a proposta mais barata pelos novos trens do metrô de Salvador foi desclassificada da licitação e agora a francesa Alstom fica mais perto de fornecer as dez composições

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 12/06/2026 às 17:30
Atualizado em 12/06/2026 às 17:34
A empresa chinesa com a proposta mais barata pelos novos trens do metrô de Salvador foi desclassificada e a francesa Alstom se aproxima do contrato.
A empresa chinesa com a proposta mais barata pelos novos trens do metrô de Salvador foi desclassificada e a francesa Alstom se aproxima do contrato.
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O consórcio chinês oferecia 124 milhões de reais a menos que a concorrente, mas saiu da disputa por descumprir uma exigência do edital. A segunda colocada foi convocada, embora ainda não exista vencedor oficial. A definição depende da análise dos documentos numa sessão marcada para 15 de junho.

A empresa chinesa que havia apresentado a oferta mais barata pelos novos trens do metrô de Salvador acabou fora da disputa, num revés que aproxima a francesa Alstom do contrato. A Companhia de Transportes do Estado da Bahia, a CTB, desclassificou o Consórcio CRRC Changchun, que liderava em preço a concorrência internacional para a compra de dez trens novos das linhas 1 e 2. A informação foi divulgada pelo jornal A TARDE, a partir de decisão publicada no Diário Oficial do Estado.

Com a saída dos chineses, a vez passa a ser da segunda colocada, que oferecia um valor mais alto. A Alstom, fabricante da França, foi convocada para a etapa seguinte do processo e fica em posição de avançar rumo à contratação. Vale o cuidado, porém, com a palavra certa: a empresa francesa ainda não venceu nada. Até o fechamento da reportagem do A TARDE, não havia publicação oficial confirmando qualquer vencedor.

A proposta mais barata da empresa chinesa que ficou pelo caminho

A empresa chinesa com a proposta mais barata pelos novos trens do metrô de Salvador foi desclassificada e a francesa Alstom se aproxima do contrato.
O motivo da exclusão foi técnico, e não uma questão de preço.

Segundo o resultado divulgado pela CTB, o Consórcio CRRC Changchun foi desclassificado por descumprir o item 12.2 do edital da licitação presencial internacional, exigência ligada à comprovação de que os produtos poderiam ser financiados pelas linhas de crédito previstas no certame.

Em outras palavras, a oferta era a mais em conta, mas esbarrou numa regra de habilitação.

E a diferença de valores não era pequena. A proposta chinesa estava em 490,4 milhões de reais, abaixo das demais concorrentes da disputa.

Mesmo sendo a mais barata, ela não passou na exigência do edital, e o critério de preço, sozinho, não basta para garantir o contrato numa licitação como essa.

Foi esse detalhe que tirou os chineses da liderança e mudou o rumo da concorrência.

A vez da Alstom e a sessão de 15 de junho

A empresa chinesa com a proposta mais barata pelos novos trens do metrô de Salvador foi desclassificada e a francesa Alstom se aproxima do contrato.
Com a CRRC fora, a comissão de licitação chamou a próxima da fila para a etapa decisiva.

Segundo o A TARDE, a Comissão Permanente de Licitação marcou uma sessão pública para o dia 15 de junho, às 9h, na sede da CTB, no bairro da Calçada, em Salvador.

No encontro, será aberto o chamado Envelope 2, com a documentação de habilitação da segunda colocada.

É nesse ponto que a Alstom entra em cena, mas ainda sem nada garantido. A francesa apresentou proposta de 614,4 milhões de reais pelos dez trens, cerca de 124 milhões a mais que a oferta chinesa desclassificada.

A expectativa é que seus documentos sejam analisados na sessão, mas a própria reportagem reforça que não há, até agora, confirmação oficial da empresa como vencedora.

Tudo depende do que a análise da habilitação vai apontar.

O que está em jogo para o metrô de Salvador

Por trás da disputa entre as fabricantes, há uma ampliação concreta do transporte na capital baiana.

A licitação internacional foi lançada em outubro de 2025 e prevê a entrega de dez composições novas, cada uma formada por quatro carros, destinadas às linhas 1 e 2 do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.

Na prática, é um reforço de frota para a operação sobre trilhos na Região Metropolitana.

Por ora, o processo segue aberto e sem desfecho definido.

A escolha da empresa que vai fabricar os trens depende da análise da documentação da segunda colocada, e só depois disso o contrato poderá ser efetivamente assinado.

Até lá, o que existe é uma reviravolta que mexeu na ordem da disputa, com a chinesa eliminada e a francesa mais perto, mas nada que já possa ser tratado como decisão final.

A desclassificação da empresa chinesa com a menor proposta mostra como uma licitação pública não se decide só no preço, e sim no cumprimento de todas as regras do edital.

A Alstom ganhou a chance de assumir o contrato dos dez trens do metrô de Salvador, mas a etapa de habilitação ainda precisa ser vencida, e nenhum vencedor foi oficializado.

O próximo capítulo se desenha na sessão marcada, quando os documentos da francesa entrarão na mesa.

E você, o que acha dessa reviravolta na compra dos novos trens do metrô de Salvador? Comente se considera certo que a proposta mais barata tenha sido desclassificada por uma exigência do edital, como avalia a chegada da Alstom à frente do processo e o que espera da ampliação da frota na Região Metropolitana. O espaço está aberto ao debate, com respeito às diferentes opiniões.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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