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Novo sistema será desenvolvido pela Embraer e pela USP, com a promessa de reduzir atrasos em voos e otimizar o uso do espaço aéreo brasileiro

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 12/06/2026 às 17:45
Atualizado em 12/06/2026 às 17:47
Conheça o projeto da USP e Atech, empresa da Embraer, que usa inteligência artificial e trajetórias 4D para otimizar voos e combater atrasos no Brasil.
Conheça o projeto da USP e Atech, empresa da Embraer, que usa inteligência artificial e trajetórias 4D para otimizar voos e combater atrasos no Brasil. (Imagem meramente ilustrativa gerada por IA)
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Conheça o projeto da USP e Atech, empresa da Embraer, que usa inteligência artificial e trajetórias 4D para otimizar voos e combater atrasos no Brasil.

O congestionamento nos aeroportos nacionais e a rotina de atrasos dos passageiros ganharam uma solução digital focada em previsibilidade logística. A Atech, empresa subsidiária da Embraer, e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP) uniram forças para integrar uma nova ferramenta à plataforma de Gerenciamento de Fluxo de Tráfego Aéreo do país.

Segundo noticiado pelo CanalTech, o objetivo é fornecer dados antecipados e cruciais para que os controladores de voo consigam organizar o espaço aéreo brasileiro de maneira muito mais eficiente, reduzindo consideravelmente o tempo de espera de quem viaja de avião.

Os benefícios práticos da tecnologia

A implementação dessa ferramenta de inteligência artificial foi desenhada para sanar os principais gargalos operacionais da aviação civil.

A expectativa dos pesquisadores é que a integração do software gere melhorias imediatas para o setor de transportes:

  1. Redução expressiva na ocorrência de atrasos de voos nas pistas brasileiras.
  1. Maior exatidão e previsibilidade para o momento dos pousos nos terminais.
  1. Aproveitamento máximo e otimizado de todo o espaço aéreo do território nacional.
  1. Ajustes preventivos nas rotas em situações reais de tráfego intenso.

Além disso, a iniciativa carrega uma meta ecológica de grande relevância para a sustentabilidade.

Ao desenhar trajetórias aéreas mais eficientes, a nova tecnologia reduzirá o tempo que as aeronaves passam com os motores ligados aguardando autorização em solo ou realizando voos de órbita sobre as cidades.

O resultado direto dessa otimização será a diminuição no consumo de querosene de aviação e uma menor emissão de poluentes na atmosfera.

Como funciona o processamento em quatro dimensões?

O desenvolvimento desse sistema inteligente terá a duração de dez meses e utilizará grandes volumes de dados históricos para compreender o comportamento dos aviões.

O programa de computador foi planejado para superar as limitações dos cálculos cinemáticos tradicionais através de modelos de aprendizado de máquina.

Para alcançar esse nível de precisão, os algoritmos serão constantemente alimentados por quatro variáveis dinâmicas que atuam de forma simultânea:

  • Latitude: A coordenada que indica o posicionamento horizontal no globo.
  • Longitude: A informação que determina a localização vertical no mapa.
  • Altitude: A distância real em que a aeronave se encontra em relação ao solo.
  • Tempo de voo: O fator cronológico que dita o ritmo e a duração do trajeto.

Essas informações serão cruzadas diretamente com as rotas pré-estabelecidas pelas companhias aéreas e com as características geográficas de cada região.

Dessa forma, o software cria um panorama preventivo completo antes mesmo das decolagens acontecerem.

Parcerias que transformam a infraestrutura nacional

O convênio firmado entre a universidade paulista e a subsidiária da Embraer reforça a importância das parcerias estratégicas para o desenvolvimento do ecossistema de dados no Brasil. O projeto transforma registros operacionais antigos em diretrizes em tempo real.

Portanto, o refinamento dos algoritmos computacionais ao longo dos dez meses de cooperação técnica servirá de base para um controle de tráfego aéreo seguro, econômico e ágil. A automação das rotas evitará falhas logísticas que geram prejuízos para as empresas e estresse para os usuários.

Fonte: CanalTech

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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