O avanço da exploração de petróleo na Margem Equatorial ganha destaque após aprovação do Ibama. Alcolumbre agradece Lula pelo apoio e destaca a importância do projeto para o Amapá e o Brasil.
A exploração de petróleo na Margem Equatorial deu mais um passo importante nesta semana. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aprovou os resultados da Avaliação Pré-Operacional (APO) conduzida pela Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas. Essa etapa representa a fase final antes da concessão da licença ambiental necessária para iniciar a exploração na área.
O avanço foi comemorado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que destacou a relevância histórica da decisão para o estado do Amapá e para todo o país.
Alcolumbre agradece Lula por apoio no processo
Em discurso público, Alcolumbre expressou gratidão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador destacou que a conquista é resultado de anos de mobilização política e de reivindicações das lideranças locais.
-
Produção de petróleo cresce no Rio, mas reposição de reservas acende sinal de alerta
-
A Petrobras deve concluir em agosto de 2026 a perfuração do poço Morpho, na Foz do Amazonas, o primeiro furo da Margem Equatorial, fronteira de petróleo que a ANP estima em mais de 30 bilhões de barris e pode redesenhar o mapa do Brasil
-
Petróleo volta ao centro das preocupações com tensão entre EUA e Irã
-
AIE reduz previsão para demanda global de petróleo em 2026 após impactos da crise no Oriente Médio
“Sem citar individualmente os nomes dos ministros, quero agradecer ao presidente Lula. Na condição de senador do Amapá, de brasileiro e de presidente do Congresso Nacional. Em meu nome, em nome do povo amapaense e de todas as lideranças políticas do Amapá, que juntos lutam há mais de uma década para este sonho se tornar realidade”, declarou.
O Ministério de Minas e Energia (MME) enxerga a Margem Equatorial como uma área estratégica, com potencial semelhante ao pré-sal. Pesquisas e estudos da Petrobras vêm sendo desenvolvidos há mais de dez anos, e a companhia mantém interesse em transformar a região em um polo de exploração energética.
Vale lembrar que em 2023 o Ibama havia negado a autorização inicial. Entretanto, a Petrobras recorreu da decisão, o que resultou em um processo revisado que culminou na recente aprovação da APO.
Desenvolvimento sustentável e preservação ambiental em pauta
Durante seu pronunciamento, Alcolumbre enfatizou que a autorização é um marco que pode conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Ele ressaltou a importância de se garantir que a exploração na Margem Equatorial seja conduzida de forma responsável, trazendo oportunidades de crescimento para o Amapá sem comprometer a biodiversidade da Amazônia.
“Quero agradecer ao presidente Lula, que desde o primeiro encontro em que estivemos juntos levou nossas preocupações com o estado mais preservado e protegido do Brasil, e, ao mesmo tempo, o estado que sonhávamos ver alcançar desenvolvimento nos rincões da Amazônia brasileira. Como é concretamente a possibilidade que teremos a partir dessa licença ambiental”, afirmou o senador.
