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Pouca gente sabe que a superfície do Oceano Pacífico fica cerca de 40 centímetros mais alta que a do Atlântico, uma diferença real causada por salinidade, circulação oceânica e clima que revela contrastes gigantescos entre os dois maiores oceanos do planeta

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 16/03/2026 às 19:36
Assista o vídeoOceano Pacífico e Atlântico têm superfície diferente por salinidade e circulação oceânica, com impacto no clima global.
Oceano Pacífico e Atlântico têm superfície diferente por salinidade e circulação oceânica, com impacto no clima global.
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Entre a Indonésia e a Colômbia, o Oceano Pacífico não é só maior: ele fica cerca de 40 cm mais alto que o Atlântico. A explicação envolve salinidade, evaporação, chuvas, ventos e circulação oceânica, que alteram densidade da água, nivelamento da superfície e até a formação de correntes profundas globais.

O Oceano Pacífico e o Atlântico parecem dois “pratos” conectados, mas a superfície de um não precisa ficar na mesma altura do outro. Quando densidade, ventos e circulação oceânica empurram massas d’água por longos períodos, o oceano pode manter um desnível persistente, mesmo em escala planetária.

O dado que chama atenção é simples: a superfície do Oceano Pacífico fica cerca de 40 centímetros acima da do Atlântico. Por trás desse número há uma cadeia de causas físicas, e a principal delas começa com salinidade e termina em circulação oceânica, clima e correntes que atravessam bacias inteiras.

O que significa dizer que a superfície é mais alta

Oceano Pacífico e Atlântico têm superfície diferente por salinidade e circulação oceânica, com impacto no clima global.

Quando se fala em “oceano mais alto”, não é uma parede de água na linha do horizonte.

É uma diferença média de nível da superfície, sustentada por ventos dominantes, distribuição de massa d’água e variações de densidade que se acumulam com o tempo.

O Oceano Pacífico, por exemplo, pode manter sua superfície alguns centímetros acima do Atlântico porque a circulação oceânica reorganiza água mais leve e mais densa em padrões estáveis.

A superfície vira um termômetro do equilíbrio entre evaporação, chuva e transporte de água doce pelo ar.

Salinidade, densidade e o desnível de 40 centímetros

Oceano Pacífico e Atlântico têm superfície diferente por salinidade e circulação oceânica, com impacto no clima global.

O ponto de partida é que o Atlântico tem salinidade de superfície maior que o Pacífico em todas as latitudes.

No Atlântico aberto, a salinidade varia de 33 a 37 partes por mil; no Pacífico, a maior parte fica entre 34 e 36, e o máximo perto de 37 aparece principalmente no sudeste.

No hemisfério norte, a diferença chega a 2 PSU entre os dois oceanos. Isso parece pequeno, mas muda densidade: água mais salgada tende a ser mais densa, e água menos salgada tende a ser mais leve.

Essa diferença de densidade ajuda a sustentar o desnível, com o Oceano Pacífico ficando cerca de 40 cm acima do Atlântico na média.

Circulação oceânica e a água profunda que um oceano forma e o outro não

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A salinidade não é só um número; ela decide onde a água afunda e onde ela fica na superfície.

No Atlântico Norte, a combinação de salinidade alta e resfriamento favorece água densa o suficiente para afundar, alimentando a Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico, a AMOC.

No Pacífico Norte, a água é menos salgada. Mesmo quando esfria, ela permanece mais leve do que a do Atlântico em condições equivalentes, e por isso não há formação de água profunda no Pacífico Norte do mesmo modo.

Esse contraste rearranja a circulação oceânica global, influenciando o transporte de calor e ajudando a explicar por que a superfície do Oceano Pacífico e a superfície do Atlântico não se “nivelam” perfeitamente.

Clima e temperatura: por que um é mais quente no norte e outro domina eventos globais

Os dois oceanos variam de cerca de -2°C nas regiões polares a 30°C nas águas equatoriais, mas a distribuição muda bastante.

O Atlântico tem temperatura média de superfície em torno de 17°C e se destaca por ser mais quente em altas latitudes do hemisfério norte.

Uma peça central é a Corrente do Golfo, descrita com transporte de cerca de 100 Sverdrup de água quente, levando calor do Golfo do México ao Atlântico Norte.

Já o Oceano Pacífico tem temperatura média de superfície por volta de 15°C e é o palco de oscilações como El Niño e La Niña, que alteram padrões de chuva e temperatura em várias regiões do planeta. Clima e circulação oceânica caminham juntos, e o nível da superfície responde a esse empurra-empurra.

Evaporação, chuva e a “ponte” de água doce entre Atlântico e Pacífico

Um dos motivos citados para o Atlântico ser mais salgado é o balanço evaporação versus precipitação.

O excesso de evaporação sobre o Atlântico é apontado como cerca de 0,4 Sverdrup maior do que no Pacífico, o que concentra salinidade no Atlântico e remove água doce líquida.

Além disso, há um transporte atmosférico: o Atlântico evapora e “exporta” água doce para o Pacífico pelo ar, em padrões de ventos e umidade. Soma-se a isso a entrada de água muito salgada ligada ao Mar Mediterrâneo, que pode elevar a salinidade do Atlântico.

Quando salinidade sobe, densidade muda; quando densidade muda, a circulação oceânica muda; e a superfície registra o resultado.

Tamanho, profundidade e placas tectônicas: dois gigantes com destinos diferentes

O Oceano Pacífico cobre cerca de 165,25 milhões de km², representando 46% da superfície oceânica do planeta e aproximadamente 32% da superfície total da Terra.

A extensão leste-oeste é descrita em torno de 19.300 km, e o volume chega a aproximadamente 710 milhões de km³.

O Atlântico cobre cerca de 106,46 milhões de km², algo como 29% da superfície oceânica e 20% da superfície da Terra quando considerados mares marginais, com volume perto de 310 milhões de km³. Em profundidade, o Pacífico tem média de 4.280 m e máximo de 10.911 m na Fossa Challenger; o Atlântico tem média de 3.646 m e máximo de 8.376 m na Fossa de Porto Rico.

Até a geologia entra na conta: é citado que o Pacífico estaria encolhendo cerca de 2,5 cm por ano em três lados, enquanto o Atlântico cresce de 2 a 3 cm por ano, ligados a subducção ao redor do “Anel de Fogo” e ao espalhamento no fundo do Atlântico.

Biodiversidade e geologia: ilhas, recifes, vulcões e o que isso revela sobre cada oceano

O Oceano Pacífico é descrito com mais de 25.000 ilhas e, no Pacífico Ocidental tropical, recifes com cerca de seis vezes mais espécies de peixes do que os recifes do Caribe no Atlântico. Em pesca, aparece a referência de aproximadamente 60% da captura mundial no Pacífico, contra cerca de 25% no Atlântico.

Na geologia, o Pacífico é associado ao “Anel de Fogo”, com 452 vulcões e cerca de 90% dos terremotos do mundo, enquanto o Atlântico é marcado pela Dorsal Mesoatlântica, uma cadeia submarina de cerca de 16.000 km.

Esses contrastes não explicam sozinhos o nível da superfície, mas ajudam a entender por que a circulação oceânica e o clima se organizam de formas tão diferentes entre Oceano Pacífico e Atlântico.

A ideia de que a superfície do Oceano Pacífico fica cerca de 40 centímetros acima da do Atlântico deixa de parecer curiosidade quando se olha para o conjunto: salinidade maior no Atlântico, diferenças de densidade, evaporação, chuva, ventos e uma circulação oceânica que redistribui massa e energia por décadas.

O desnível é um “sintoma” de processos enormes, e ele convive com outras assimetrias: o Atlântico formando água profunda no norte, o Oceano Pacífico concentrando eventos como El Niño e La Niña, e os dois evoluindo em ritmos geológicos distintos.

Qual desses contrastes te parece mais importante para a vida real: salinidade, circulação oceânica, clima ou a própria superfície?

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REIMON JOSE GRUSIECKI DE LIMA
REIMON JOSE GRUSIECKI DE LIMA(@reimon_josehotmail-com)
17/03/2026 23:25

Como saber se a terra é um globo?
E água magicamente fica preso nela girando 1.666 km e vai correndo atrás do sol há 116.000, em direçãoa nada?
Totalmente contrário as promessas de Deus.
Agora, eu provo a vocês que dentro de um laboratório faço dentro de uma bolha, uma luz, lua e estrelas darem voltas na terra circular, sendo ela plana.
Vocês quem sabe u. Dia verão o que há no segundo céu, e no terceiro se encontra o tabernáculo de Deus.
Um reino sempre será plano, queira vocês aceitarem ou não.
Somente nesse reino devemos dar satisfação a Deus pelo que somos e mais nada. Não há outro mundo a ser habitado.
Todo o plano de Deus está na terra, e será eternamente assim.
Amém.

Cesar Alves de Souza
Cesar Alves de Souza
Em resposta a  REIMON JOSE GRUSIECKI DE LIMA
22/03/2026 12:08

Ridiculo

Kaio
Kaio
Em resposta a  REIMON JOSE GRUSIECKI DE LIMA
22/03/2026 12:52

Deplorável

Renan ss
Renan ss
Em resposta a  REIMON JOSE GRUSIECKI DE LIMA
22/03/2026 13:20

Você é doente cara! Sou físico, mas nem vou perder meu tempo tentando te explicar, vou te aconselhar a procurar im médico e uma escola!

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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