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Com 107 metros, 7 mil toneladas, convés de 94 metros e 48 tripulantes, o primeiro porta-drones da Europa será operado pela Marinha de Portugal e será entregue ainda em 2026; Conheça o NRP D. João II

Publicado em 10/02/2026 às 07:22
Atualizado em 10/02/2026 às 07:24
Portugal se prepara para operar o NRP D. João II, o primeiro porta-drones da Europa, reforçando vigilância marítima, ciência e segurança no Atlântico.
Portugal se prepara para operar o NRP D. João II, o primeiro porta-drones da Europa, reforçando vigilância marítima, ciência e segurança no Atlântico. Imagem: Marinha de Portugal
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Portugal se prepara para operar o NRP D. João II, o primeiro porta-drones da Europa, reforçando vigilância marítima, ciência e segurança no Atlântico.

Ao investir na construção do NRP D. João II, Portugal dá um passo decisivo rumo à modernização de sua Marinha e entra para um seleto grupo de países que apostam em navios dedicados à operação de sistemas não tripulados.

Previsto para ser entregue no segundo semestre de 2026, o projeto posiciona o país como pioneiro europeu no uso de um porta-drones naval de grande porte.

A embarcação está sendo construída pelo estaleiro Damen Shipyards, na cidade de Galați, na Romênia, e foi pensada para responder a novas demandas estratégicas.

Em vez de focar apenas em poder de fogo tradicional, o navio prioriza tecnologia, automação e capacidade de operar drones em diferentes ambientes marítimos.

Por que Portugal decidiu investir em um porta-drones?

A decisão de Portugal de desenvolver o NRP D. João II está diretamente ligada à transformação das operações navais no século XXI.

Com o avanço acelerado dos drones, marinhas ao redor do mundo passaram a buscar plataformas capazes de lançar, controlar e recuperar esses sistemas de forma segura e contínua.

Nesse contexto, o porta-drones surge como uma solução eficiente. Ele reduz riscos para tripulações, amplia o alcance das missões e permite atuação em áreas extensas do oceano, algo especialmente relevante para um país com forte ligação histórica e estratégica com o Atlântico.

NRP D. João II: um navio pensado para múltiplas funções

Com aproximadamente 7 mil toneladas e 107,6 metros de comprimento, o NRP D. João II foi projetado como uma plataforma naval multifuncional.

Seu foco principal é o apoio a drones aéreos, de superfície e subaquáticos, mas suas capacidades vão além disso.

O navio contará com um amplo convés de voo de cerca de 94 metros, além de hangares e áreas técnicas dedicadas à manutenção e ao controle dos equipamentos.

Essa estrutura permite missões prolongadas, inclusive em regiões afastadas da costa, sem a necessidade de apoio constante em terra.

Tripulação reduzida e espaço para especialistas

Um dos diferenciais do porta-drones português está na forma como ele será operado.

A tripulação-base será composta por 48 militares, número relativamente baixo para um navio desse porte, graças ao alto nível de automação embarcada.

Além disso, o NRP D. João II poderá receber até 42 especialistas, incluindo operadores de drones, técnicos e pesquisadores.

Em missões específicas, o navio também terá capacidade para acomodar temporariamente entre 100 e 200 pessoas, o que amplia seu uso em operações humanitárias ou de apoio a emergências.

Portugal se prepara para operar o NRP D. João II, o primeiro porta-drones da Europa, reforçando vigilância marítima, ciência e segurança no Atlântico.
Foto: Marinha de Portugal

Financiamento europeu e inovação estratégica

Grande parte dos recursos para a construção do NRP D. João II vem do Plano de Recuperação e Resiliência da União Europeia.

O financiamento reforça o caráter estratégico do projeto, alinhado às metas europeias de inovação, sustentabilidade e segurança.

Para Portugal, o investimento representa uma oportunidade de modernizar sua frota e, ao mesmo tempo, desenvolver conhecimento operacional em sistemas não tripulados, área considerada essencial para o futuro das marinhas.

Porta-drones e o futuro das operações navais

Especialistas avaliam que navios como o NRP D. João II tendem a ganhar espaço nos próximos anos.

Diferentemente dos grandes porta-aviões, os porta-drones oferecem maior flexibilidade e custos operacionais mais baixos, sendo ideais para países que buscam eficiência sem abrir mão de tecnologia avançada.

Essas embarcações podem ser usadas em vigilância marítima, monitoramento ambiental, pesquisa científica, busca e salvamento e resposta rápida a desastres naturais.

Assim, o conceito de porta-drones amplia o papel das marinhas em missões civis e militares.

NRP D. João II reforça o papel de Portugal no Atlântico

Com a incorporação do NRP D. João II, Portugal fortalece sua presença no Atlântico e consolida uma posição de destaque na inovação naval europeia.

O porta-drones amplia a capacidade de atuação do país em zonas marítimas estratégicas e sinaliza uma aposta clara em tecnologia e automação.

Mais do que um novo navio, o projeto simboliza uma mudança de mentalidade.

Portugal passa a enxergar os sistemas não tripulados como elementos centrais de sua estratégia naval, antecipando tendências que devem moldar o futuro das operações marítimas na Europa.

Com informações do site Poder Naval

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WEDISON.
WEDISON.
11/02/2026 20:16

ENQUANTO ISSO, O BRASIL SÓ OBSERVA.

José fernando
José fernando
11/02/2026 11:33

Excelente iniciativa ..médio mas eficaz p a eventual guerra moderna …vigilância da área sob tutela de Portugal sem.muito custo…e a tecnologia …as latinhas que só pensam em Dinossauros vejam e analisem ….custos são importantes .

José fernando
José fernando
11/02/2026 11:31

José Fernando

Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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