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A COFCO chinesa investiu US$ 285 milhões num terminal próprio no Porto de Santos para escoar soja e milho do Brasil direto pro Pacífico

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 07/05/2026 às 16:30
Atualizado em 07/05/2026 às 16:33
Terminal portuário em Santos com guindastes e navios de granéis
A COFCO investiu US$ 285 milhões no terminal próprio em Santos. A operação prevista para 2026 escoa soja e milho brasileiros direto para o mercado asiático.
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A estatal chinesa COFCO investiu US$ 285 milhões num terminal próprio no Porto de Santos. A operação foi anunciada para escoar soja e milho brasileiros diretamente para a Ásia. A terraplanagem está quase concluída e o terminal deve entrar em funcionamento entre o final de 2025 e o início de 2026.

Conforme reportagem do canal Mega Obras Brasil, é a primeira vez que uma estatal chinesa opera terminal próprio no Porto de Santos — o maior da América Latina.

De acordo com a empresa, o investimento total chega a US$ 285 milhões — equivalente a aproximadamente R$ 1,4 bilhão na cotação atual.

Por isso, o projeto reorganiza o eixo logístico do agronegócio brasileiro.

Segundo o canal, a área de terraplanagem está praticamente pronta, e a estrutura portuária deve receber os primeiros navios da operação a partir de 2026.

Para efeito de comparação, Santos movimentou cerca de 175 milhões de toneladas em 2024 — é o maior porto do hemisfério sul.

Como mostrou o portal recentemente, a participação chinesa também aparece em Angra 3, com reatores nucleares chineses, e em outros projetos brasileiros estratégicos.

Terminal portuário em Santos com guindastes e navios de granéis
A COFCO investiu US$ 285 milhões no terminal próprio em Santos. A operação prevista para 2026 escoa soja e milho brasileiros direto para o mercado asiático.

Quem é a COFCO e por que ela está operando em Santos

A COFCO (China Oil & Foodstuffs Corporation) é uma estatal chinesa de agronegócio.

De fato, é a maior empresa do setor alimentar da China, com presença global em soja, milho, trigo, açúcar e algodão.

Por isso, ela compra mais de 30% da soja brasileira exportada anualmente.

Conforme registros do setor, a COFCO opera no Brasil desde 2014, depois de adquirir as operações da Nidera holandesa.

Em seguida, a empresa ampliou a presença local com fazendas, armazéns, terminais fluviais e participações em ferrovias.

Da mesma forma, o terminal próprio em Santos é a peça que faltava — controle direto da última milha logística antes do navio.

Como se constrói um terminal de US$ 285 milhões

O projeto da COFCO nem Santos é classificado como terminal de uso privado (TUP) em Santos (TUP).

Conforme registros da Antaq, o pacote inclui dragagem, terraplanagem, estruturas de atracação, silos verticais e correias transportadoras de longo alcance.

De acordo com o canal Mega Obras, a construção avançou em três frentes simultâneas.

Em consequência, a expectativa é que a capacidade nominal do terminal supere 14 milhões de toneladas por ano em pleno funcionamento.

Para efeito de comparação, isso é cerca de 8% de tudo o que Santos movimenta hoje.

Por outro lado, a obra teve impacto local em traçados rodoviários e em volumes de tráfego no entorno.

Vista aérea de obra de terraplanagem para terminal portuário em Santos
A terraplanagem do terminal da COFCO em Santos está praticamente concluída. A capacidade nominal prevista supera 14 milhões de toneladas por ano.

Por que a soja brasileira pesa tanto na agenda chinesa

O Brasil é, em termos absolutos, o maior fornecedor de soja para a China.

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, o país enviou cerca de 73 milhões de toneladas em 2024.

Por isso, qualquer interrupção logística vira problema estratégico em Pequim.

Em consequência, a estratégia chinesa nos últimos anos foi controlar mais elos da cadeia.

Segundo a operadora, o terminal cobre justamente o último elo antes do embarque internacional.

Da mesma forma, a COFCO também investiu em terminais fluviais no norte do Brasil — Itaqui, Santarém e Barcarena — para complementar a saída pelo Pecém com a saída pelo Atlântico Sul via Santos.

5 mil portuários e o que muda quando a China assume um terminal

O complexo portuário emprega diretamente cerca de 5 mil portuários, de acordo com sindicatos do setor.

Em torno do porto, a cadeia direta e indireta passa de 30 mil postos de trabalho na Baixada Santista.

Conforme a operadora, o terminal da COFCO criará entre 200 e 400 postos diretos em fase operacional plena.

Por outro lado, sindicatos questionam o modelo: terminal de uso privado significa contratos diferenciados, regime trabalhista distinto e menor presença de estivadores tradicionais.

Como mostrou cobertura recente do portal sobre comunidades do Nordeste cobrando regulamentação dos parques eólicos, esse padrão de tensão entre investimento estrangeiro e regulação trabalhista local não é isolado.

Da mesma forma, na esfera regulatória, a COFCO precisou de autorização da Antaq, do Ministério de Portos e Aeroportos e da Marinha do Brasil.

Portuários trabalhando em terminal de granéis sólidos no Porto de Santos
O Porto de Santos emprega cerca de 5 mil portuários diretos. O terminal da COFCO criará entre 200 e 400 postos em operação plena.

Por que o Porto de Santos virou rota direta para o Pacífico

Antes, a maior parte da soja brasileira para a China saía pelo Canal do Panamá ou pelo Cabo da Boa Esperança.

Em seguida, com a entrada em operação de Chancay no Peru, abriu-se uma rota direta para o Pacífico.

De acordo com analistas internacionais, o tempo de viagem cai cerca de 10 dias quando a operação usa a saída peruana via ferrovia bioceânica.

Por isso, terminais brasileiros em Santos, Itaqui e Pecém passam a se conectar a corredores transcontinentais.

Conforme registros do setor, o investimento chinês em portos sul-americanos passou de US$ 8 bilhões nos últimos cinco anos.

A escala do que a China comprou no Brasil em uma década

A presença chinesa no Brasil passou por escala em fazes:

  • 2013-2016: entrada em commodities — soja, milho, açúcar, carne
  • 2017-2020: ampliação para infraestrutura — terminais fluviais e ferrovias
  • 2021-2024: participações em distribuição energética, mineração e portos
  • 2025-2026: consolidação com terminal próprio em Santos e ferrovia Bioceânica

Em consequência, a COFCO passa a integrar uma rede já robusta de presença chinesa no agronegócio brasileiro.

Da mesma forma, a Sinochem, a State Grid e a Three Gorges atuam em outros setores estratégicos.

Vista aérea ampla do Porto de Santos com navios atracados em vários terminais
O Porto de Santos é o maior do hemisfério sul, com 175 milhões de toneladas movimentadas em 2024. O terminal da COFCO se soma a uma rede chinesa de US$ 8 bilhões em portos sul-americanos.

O que ainda pode atrasar a operação da COFCO em Santos

Por outro lado, alguns pontos seguem em aberto.

De acordo com fontes do setor, licenças ambientais finais e dragagens complementares ainda estão em revisão.

Além disso, o calendário de operação plena depende da chegada de equipamentos, parte importada da própria China.

Conforme registros recentes, dois ajustes contratuais entre a COFCO e a Autoridade Portuária de Santos foram feitos em 2025.

Ainda assim, depois de mais de uma década de presença crescente, a entrada em terminal próprio marca o tipo de consolidação que a estatal chinesa só fizera, até aqui, em portos chineses.

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Juninhoth
Juninhoth
12/05/2026 08:58

Click petróleo que não fala de petróleo…..kkkkkk

Matheus Antonio
Matheus Antonio
12/05/2026 08:56

Me parece que juntaram um monte de informação, e publicaram até o título está estranho.

É normal, esse site sempre fez isso!

Jonas Albuquerque
Jonas Albuquerque
12/05/2026 08:51

Essa matéria não fala nada com coisa nenhuma, putz. Antes de colocar no chatgpt, e divulgar algo, procurem entender do setor.

Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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