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Tamanho colossal de 80.000 toneladas, 316 metros de comprimento e três catapultas eletromagnéticas (EMALS) capazes de lançar caças pesados diretamente do convés, o porta-aviões Fujian tornou-se o maior navio de guerra já construído na Ásia e coloca a China entre as poucas nações que dominam a tecnologia de lançamento eletromagnético usada no USS Gerald R. Ford

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 12/03/2026 às 17:12
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Tamanho colossal de 80.000 toneladas, 316 metros de comprimento e três catapultas eletromagnéticas (EMALS) capazes de lançar caças pesados diretamente do convés, o porta-aviões Fujian tornou-se o maior navio de guerra já construído na Ásia e coloca a China entre as poucas nações que dominam a tecnologia de lançamento eletromagnético usada no USS Gerald R. Ford
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O porta-aviões Fujian é o maior navio de guerra já construído na Ásia e o primeiro da China com catapultas eletromagnéticas para lançar caças diretamente do convés.

O lançamento do porta-aviões Fujian (Type 003) representa um marco na evolução naval da China. Construído no estaleiro Jiangnan Shipyard, em Xangai, o navio é o terceiro porta-aviões da Marinha do Exército de Libertação Popular e o mais avançado já desenvolvido pelo país. Com cerca de 316 metros de comprimento e deslocamento estimado em aproximadamente 80.000 toneladas, o Fujian é o maior navio de guerra já construído na Ásia e coloca a China em uma nova etapa na corrida tecnológica dos porta-aviões.

Diferentemente dos dois primeiros porta-aviões chineses — Liaoning e Shandong — o Fujian não utiliza rampa inclinada para lançar aeronaves. Em vez disso, ele adota um sistema muito mais avançado: catapultas eletromagnéticas, conhecidas pela sigla EMALS (Electromagnetic Aircraft Launch System). Essa tecnologia permite lançar aeronaves mais pesadas, com maior carga de combustível e armamentos, aumentando significativamente o alcance e a capacidade operacional do grupo aéreo embarcado.

O maior navio de guerra já construído na Ásia

O tamanho do Fujian chama atenção mesmo quando comparado a outros grandes navios militares. Entre os principais dados técnicos conhecidos do porta-aviões estão:

  • Comprimento: cerca de 316 metros
  • Deslocamento: aproximadamente 80.000 toneladas
  • Propulsão: convencional (não nuclear)
  • Sistema de lançamento: catapultas eletromagnéticas
  • Capacidade de aeronaves: estimada entre 60 e 70 aeronaves
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Essas dimensões colocam o navio próximo da categoria dos chamados superporta-aviões, embora ele ainda seja ligeiramente menor que os gigantes americanos da classe Nimitz ou Gerald R. Ford, que ultrapassam 100.000 toneladas.

Mesmo assim, o Fujian representa um salto tecnológico significativo em relação aos porta-aviões chineses anteriores.

A importância das catapultas eletromagnéticas

O sistema EMALS é considerado uma das tecnologias mais avançadas já aplicadas em porta-aviões. Nos porta-aviões mais antigos, o lançamento de aeronaves era feito por meio de catapultas a vapor ou por rampas inclinadas conhecidas como ski-jump.

As catapultas eletromagnéticas funcionam de maneira diferente. Em vez de vapor pressurizado, o sistema utiliza campos eletromagnéticos para acelerar a aeronave ao longo do convés, permitindo que ela atinja velocidade suficiente para decolar. Essa tecnologia oferece diversas vantagens:

  • lançamento mais suave e controlado
  • menor desgaste estrutural das aeronaves
  • capacidade de lançar aeronaves mais pesadas
  • maior eficiência operacional
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Até recentemente, apenas os Estados Unidos utilizavam esse sistema em porta-aviões, especialmente na classe USS Gerald R. Ford, considerada a mais moderna da Marinha americana.

Com o Fujian, a China se torna o segundo país a operar porta-aviões equipados com catapultas eletromagnéticas.

Diferenças em relação aos porta-aviões chineses anteriores

Antes do Fujian, a China operava dois porta-aviões principais. O primeiro foi o Liaoning, originalmente construído pela União Soviética e adquirido pela China após o colapso soviético. O navio foi reformado e entrou em serviço em 2012.

O segundo foi o Shandong, primeiro porta-aviões construído integralmente pela China, baseado no projeto do Liaoning. Ambos utilizam o sistema ski-jump, que consiste em uma rampa inclinada na proa do navio. Esse método permite a decolagem de aeronaves sem catapultas, mas impõe limitações importantes:

  • menor peso de decolagem
  • menor quantidade de combustível e armamentos
  • menor alcance operacional

Com o Fujian, essas limitações são reduzidas, pois as catapultas eletromagnéticas permitem lançar aeronaves mais pesadas com maior eficiência.

Grupo aéreo embarcado

Embora detalhes oficiais ainda sejam limitados, espera-se que o Fujian opere um grupo aéreo moderno composto por diferentes tipos de aeronaves.

Entre os principais candidatos estão:

  • J-15T – versão aprimorada do caça embarcado chinês
  • KJ-600 – aeronave de alerta antecipado semelhante ao E-2 Hawkeye americano
  • drones de reconhecimento e ataque
  • helicópteros de guerra antissubmarino

A presença de aeronaves de alerta antecipado é particularmente importante, pois amplia o alcance do radar da frota e melhora a coordenação das operações aéreas.

O papel estratégico do Fujian

A construção do Fujian reflete a estratégia chinesa de expandir sua presença naval além das águas costeiras. Nas últimas décadas, a China tem investido fortemente na modernização de sua marinha, com foco em navios de grande porte, submarinos avançados e sistemas de mísseis de longo alcance.

Tamanho colossal de 80.000 toneladas, 316 metros de comprimento e três catapultas eletromagnéticas (EMALS) capazes de lançar caças pesados diretamente do convés, o porta-aviões Fujian tornou-se o maior navio de guerra já construído na Ásia e coloca a China entre as poucas nações que dominam a tecnologia de lançamento eletromagnético usada no USS Gerald R. Ford
Foto: Divulgação

Os porta-aviões desempenham papel central nessa estratégia. Esses navios funcionam como bases aéreas móveis, capazes de projetar poder militar a milhares de quilômetros de distância do território nacional.

Com um porta-aviões em operação, um país pode deslocar rapidamente caças, helicópteros e aeronaves de vigilância para regiões estratégicas do oceano.

Testes e entrada em operação

O Fujian foi lançado ao mar em junho de 2022 durante uma cerimônia oficial na cidade de Xangai. Após o lançamento, o navio iniciou uma longa fase de testes e ajustes técnicos.

Esse processo inclui:

  • verificação dos sistemas de propulsão
  • testes de radar e sensores
  • avaliação das catapultas eletromagnéticas
  • testes de navegação em mar aberto

Somente após essas etapas o navio poderá iniciar testes de operação com aeronaves embarcadas. Especialistas estimam que o porta-aviões poderá atingir plena capacidade operacional ao longo da segunda metade da década de 2020.

Um símbolo da evolução naval chinesa

A construção do Fujian representa um avanço importante para a engenharia naval chinesa. Ao desenvolver internamente um porta-aviões com catapultas eletromagnéticas, a China demonstra capacidade de dominar tecnologias complexas tradicionalmente associadas às marinhas mais avançadas do mundo.

Embora ainda existam diferenças significativas em comparação com a frota americana, o Fujian mostra que o país está investindo fortemente na expansão de sua presença marítima.

Com dimensões impressionantes e sistemas tecnológicos avançados, o navio simboliza uma nova fase na evolução da marinha chinesa e reforça a importância estratégica dos porta-aviões no equilíbrio naval do século XXI.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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