A Porsche anunciou um investimento de R$ 70 milhões para instalar 66 novos carregadores ultrarrápidos em rodovias brasileiras até 2028. A marca busca ampliar a autonomia dos carros elétricos e facilitar a mobilidade sustentável no país.
A mobilidade elétrica acaba de ganhar mais fôlego no Brasil! A Porsche anunciou que vai destinar R$ 70 milhões para instalar 66 novos carregadores ultrarrápidos em rodovias estratégicas até 2028, conforme noticiado pelo G1 nesta quarta-feira, 10 de setembro. Ao final do plano, a marca terá 104 pontos de recarga espalhados pelo território nacional, consolidando sua rede como uma das mais relevantes no segmento premium.
Essa iniciativa acontece em parceria com a GreenV, empresa especializada em infraestrutura de recarga. Juntas, as companhias pretendem reduzir uma das maiores barreiras dos carros elétricos no país: a falta de eletropostos rápidos e confiáveis nas estradas.
Carregadores ultrarrápidos: recarga em poucos minutos
Os novos eletropostos terão potência de 150 kWh. Isso significa que será possível adicionar cerca de 100 quilômetros de autonomia em apenas 10 minutos de carregamento. Para efeito de comparação, carregadores residenciais oferecem entre 7,5 kWh e 11 kWh, o que evidencia a diferença no tempo de recarga.
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“É o tempo do cliente ir ao banheiro, tomar um café e voltar para o carro”, explica Leonardo Reback, gerente de e-performance da Porsche do Brasil.
Cada estação terá duas vagas: uma exclusiva para veículos da Porsche e outra aberta para modelos de outras montadoras. O primeiro ponto fruto da nova parceria já está em funcionamento no restaurante Quinta do Marquês, localizado na rodovia Castello Branco, em São Paulo.
Como funcionará o acesso aos eletropostos
Para usar os carregadores ultrarrápidos, os clientes da marca devem utilizar o aplicativo Porsche Recharge, que libera o acesso à tomada. A cobrança inclui uma taxa de desbloqueio de R$ 5 e o valor de R$ 2,90 por kWh consumido.
No caso de um Porsche Taycan de entrada, com bateria de 89 kWh, a recarga completa custaria aproximadamente R$ 263,10. Ainda assim, o valor é competitivo quando comparado a veículos a combustão, já que abastecer um Renault Kwid com etanol sai por cerca de R$ 158,46, mas com autonomia inferior.
A tomada compartilhada, administrada pela GreenV, terá custo diferente: R$ 3,22 por kWh. Assim, um BYD Dolphin Mini, com bateria de 38 kWh, pagaria R$ 127,36 por carga completa. O acesso é feito pelo aplicativo GVgo, que organiza a fila virtual quando os plugues estão ocupados.
Estrutura de recarga em rodovias e metas de cobertura
A meta da Porsche é instalar carregadores a cada 100 quilômetros, com distância máxima de 200 quilômetros entre os pontos.
Essa estratégia busca dar mais segurança para quem viaja longas distâncias com carros elétricos, algo ainda visto como desafio no Brasil.
Os eletropostos serão instalados em diversas regiões, com exceção do Norte. A iniciativa atende principalmente veículos 100% elétricos, já que alguns híbridos plug-in podem não ser compatíveis com a alta tensão exigida pelos equipamentos ultrarrápidos.
Comparação internacional e desafio brasileiro
Atualmente, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Brasil conta com cerca de 15 mil carregadores, mas apenas 16% deles são de corrente contínua, os chamados rápidos ou ultrarrápidos.
O cenário coloca o país atrás de outras regiões:
- China: 1 carregador para cada 9 carros;
- União Europeia: 1 para cada 12;
- Brasil: 1 para cada 19.
No entanto, a Porsche acredita que o país tem potencial para avançar rapidamente.
Além da praticidade para os clientes, a expansão da rede de carregadores ultrarrápidos também está alinhada à estratégia ambiental da montadora. “Mais de 85% da eletricidade gerada no país vem de fontes limpas e renováveis, muito acima da média global.
Nós acreditamos na eletrificação, e a combinação destas características com a evolução constante da tecnologia impulsionará a adoção de veículos eletrificados no Brasil”, afirma Peter Vogel, CEO da Porsche Brasil.
Esse movimento também se conecta à meta global da marca, que pretende ter a maioria de suas vendas composta por carros elétricos nos próximos anos.
