Em meio ao maior esforço de modernização militar desde a Guerra Fria, a Polônia acaba de firmar um novo acordo bilionário com a Coreia do Sul. O país europeu aposta na fabricação local e em tecnologia estrangeira para reforçar sua defesa terrestre nos próximos anos.
A Polônia deu mais um passo em sua modernização militar ao assinar um contrato de US$ 6,5 bilhões com a sul-coreana Hyundai Rotem.
O acordo prevê a compra de 180 tanques K2 Black Panther e 81 veículos de apoio.
A cerimônia aconteceu em Gliwice, com a presença do vice-primeiro-ministro Władysław Kosiniak-Kamysz e do ministro da Defesa da Coreia do Sul, Ahn Gyu-back. O fornecimento dos veículos deve ocorrer entre 2026 e 2030.
-
A armadilha da tecnologia moderna: como o estresse causado pelo excesso de telas e conexões digitais pode afetar sua mente e seu bem-estar
-
Casal de Wyoming enterrou 20 tubos sob estufa geotérmica de 170 m², driblou frio de -40°C e passou a colher frutas tropicais o ano todo, mostrando como o calor da terra pode produzir laranjas e limões na neve sem aquecimento tradicional
-
Um navio voltou do litoral do Brasil com trinta formas de vida que ninguém tinha visto antes
-
Plantaram rosas para abastecer floristas de Londres e Amsterdã às margens de um lago africano, mas a flor virou símbolo de água sugada, contaminação e colapso ambiental em uma região onde a indústria emprega 50 mil pessoas
Produção em território polonês
Do total de tanques, 116 serão da versão K2GF, produzida na Coreia do Sul. Já os outros 64 fazem parte da variante K2PL, com parte da fabricação transferida para a Polônia.
A produção dos três primeiros K2PL ocorrerá na Ásia. Depois disso, a Bumar-Łabędy, subsidiária da estatal PGZ, assumirá a fabricação local.
Kosiniak-Kamysz destacou que as novas unidades virão com melhorias significativas. “A produção começa no próximo ano. Entre 2028 e 2030, queremos alcançar uma fabricação nacional em grande escala”, afirmou.
Reforço após a guerra na Ucrânia
O mais importante é que este novo contrato é a segunda etapa do plano polonês para adquirir até 1.000 tanques K2. Em 2022, o país já havia fechado o primeiro lote com 180 unidades.
A guerra na Ucrânia acelerou o plano de Varsóvia para fortalecer suas forças terrestres.
Por isso, a Polônia decidiu apostar na indústria de defesa da Coreia do Sul, conhecida por sua alta capacidade de produção e flexibilidade na transferência de tecnologia.
Com isso, a Polônia se consolida como o maior cliente europeu de armamentos sul-coreanos.
