FPSO P-78, a nova plataforma da Petrobras, partiu de Singapura ao campo de Búzios. Unidade do pré-sal promete ampliar em 18% a produção total e entrar em operação em 2025.
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira, (14/7) que a plataforma P-78 partiu do estaleiro Benoi, em Singapura, com destino ao campo de Búzios, localizado na Bacia de Santos, a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. A unidade, do tipo FPSO (sigla em inglês para Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência), deixou o estaleiro com tripulação embarcada, estratégia que permitirá acelerar o início da operação em aproximadamente duas semanas.
A bordo, os profissionais vão garantir o funcionamento contínuo de sistemas técnicos, a conclusão dos testes operacionais e o treinamento da equipe, ainda durante a travessia. Com isso, a Petrobras mantém a previsão de entrada em operação da plataforma para dezembro de 2025, respeitando o cronograma do projeto e reafirmando sua capacidade de gestão de grandes empreendimentos.
A maior aposta no pré-sal: sétima unidade no campo de Búzios
A plataforma P-78 será a sétima unidade de produção instalada no campo de Búzios, o maior campo em águas ultraprofundas do pré-sal brasileiro.
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Hoje, seis FPSOs já estão em operação no local, produzindo cerca de 975 mil barris por dia.

Com a chegada da nova unidade, a capacidade instalada será ampliada em 18%, alcançando a marca de 1,15 milhão de barris diários, segundo estimativas da própria Petrobras.
A plataforma terá capacidade para produzir até 180 mil barris de petróleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás natural.
O projeto prevê a interligação de 13 poços, sendo seis produtores — dois deles adaptáveis para injeção —, seis injetores do tipo WAG (injeção alternada de gás e água) e um injetor de gás exclusivo.
Construção multilateral da nova plataforma da Petrobras
O caminho da plataforma P-78 até o Brasil passou por três continentes. O casco foi construído inicialmente em etapas na China e na Coreia do Sul, onde também foram montados os blocos estruturais.
Em seguida, a estrutura foi levada para Singapura, onde foram integrados os módulos de processamento, produzidos no Brasil, na própria Singapura e na China.
No fim de junho, as diretoras Sylvia Anjos, de Exploração e Produção, e Renata Baruzzi, de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, estiveram em Singapura para acompanhar a conclusão da etapa de integração da plataforma e participar da cerimônia de liberação para navegação.
“É muito importante cumprir o cronograma que estava previsto para a conclusão da plataforma com sucesso, isso reforça a nossa capacidade em conduzir os nossos projetos e gerenciá-los de maneira mais integral, observando sempre os aspectos de segurança e eficiência”, declarou Sylvia Anjos.
Renata Baruzzi também destacou o valor estratégico da plataforma P-78 para o portfólio da companhia: “Conduzir grandes projetos de FPSOs, como a P-78, é um orgulho para a Petrobras que, junto com os seus parceiros, alcança a meta de instalar a sétima plataforma no campo de Búzios. Em breve a P-78 se juntará às demais unidades produtoras, incrementando ainda mais a produção”.
Pré-sal mais produtivo e estratégico
Com profundidade de até 2.100 metros, o campo de Búzios está entre os mais promissores do mundo e representa uma peça-chave na estratégia de longo prazo da Petrobras.
A chegada da plataforma P-78 reforça a capacidade técnica da empresa e simboliza os avanços do Brasil na exploração de petróleo em águas ultraprofundas.
Além disso, o uso de tripulação embarcada durante a viagem permite não só antecipar a operação, como também garantir que todos os sistemas estejam plenamente testados antes da conexão ao campo. Isso reduz riscos, evita atrasos e aumenta a eficiência da entrada em produção.

A construção e integração da plataforma P-78 seguem os mais altos padrões internacionais de segurança e eficiência.
A unidade representa uma importante etapa no plano de expansão da Petrobras, que prevê o aumento da produção no campo de Búzios com tecnologias avançadas e soluções sustentáveis para o setor de óleo e gás.
Com previsão de operação para o final de 2025, a plataforma será fundamental para consolidar a liderança da empresa na produção de petróleo no pré-sal, contribuindo para o abastecimento energético do país e para o fortalecimento da cadeia industrial ligada ao setor.

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