Planta industrial da Usina Utinga foi considerada a mais moderna da América Latina e continua avançando com tecnologias.
A preparação para o início da safra 2025/2026 mobilizou a Usina Utinga, em Rio Largo (AL), que recebeu, em 19 de setembro, a visita do Tour Técnico da CanaOnline.
O que chamou atenção logo de início foi o destaque para sua estrutura fabril: ainda na década de 1970, os engenheiros classificaram a planta industrial da Usina Utinga como a mais moderna da América Latina.
Assim, a usina se organizava para iniciar a moagem adiada por alguns dias devido às chuvas atípicas na região enquanto apresentava seus avanços, investimentos e desafios para o novo ciclo produtivo.
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Estrutura histórica e modernização contínua da Usina Utinga
Durante a visita, Alexandre Medeiros, gerente Industrial da Usina Utinga, guiou a equipe pelos setores estratégicos e relembrou a trajetória centenária da empresa.
Ele destacou que a unidade atual representa a terceira fase de desenvolvimento da indústria.
“A história da Utinga tem 131 anos, mas teve três plantas industriais diferentes. Essa é a terceira. Uma planta mais moderna, principalmente do ponto de vista de construção.
Quando concebida, foi considerada a mais moderna da América Latina, em termos de automação e instrumentação.”
Essa menção reforça tanto o peso histórico quanto o caráter inovador da estrutura, que permanece, até hoje, como referência no Nordeste canavieiro.
Assim, a planta industrial da Usina Utinga foi considerada a mais moderna da América Latina não apenas por questões tecnológicas, mas pelo salto que representou na automação do setor durante sua implantação.
Investimentos estratégicos do Grupo EQM para elevar eficiência
A Usina Utinga integra o Grupo EQM, que administra também a Usina Cucaú (PE) e a Estivas (RN). Desde sua chegada, o grupo tem realizado aportes direcionados para melhorar eficiência, reduzir perdas e ampliar capacidades operacionais.
Segundo Medeiros, diversas áreas passaram por modernizações fundamentais.
Entre os investimentos mais relevantes está a implantação do projeto de limpeza da cana seca, que eliminou o uso de água na lavagem da matéria-prima.
“Desde que o Grupo EQM veio para cá, tem feito investimentos pontuais e bem assertivos para melhorar o nosso processo.
Dentre os principais e mais recentes, está o projeto de limpeza da cana seca. Tiramos toda a água de lavagem de cana, porque havia uma perda grande no processo.”
Assim, a mudança, além de melhorar a qualidade da cana, fortalece práticas de sustentabilidade e reduz custos operacionais algo cada vez mais relevante no setor sucroenergético.
Planta industrial moderna impulsiona aumento de produção
Outro avanço significativo ocorreu com a ampliação da área de evaporação, ponto considerado um gargalo histórico para o aumento da produção de açúcar.
Assim, a melhoria ampliou de forma expressiva a capacidade de processamento diário.
“O nosso limitante de produção de açúcar era a evaporação. Só conseguíamos fazer moagem para fabricação de açúcar de 7.000 a 7.500 toneladas de cana por dia.
E hoje conseguimos 8.500 toneladas.”
Então esse salto possibilitou que a planta opere com total direcionamento para açúcar, caso o mercado demande.
Assim, a Usina Utinga reafirmou sua posição como a planta industrial mais moderna da América Latina e continua atingindo novos níveis de desempenho produtivo.
Capacidades atuais: açúcar, refino e etanol
Assim, com a ampliação, a indústria alcança uma capacidade diária de:
21 mil sacos de açúcar
8 mil sacos na refinaria
400 mil litros de etanol hidratado
200 mil litros de etanol anidro
Então esses números consolidam a Utinga como uma das indústrias mais representativas da região, garantindo flexibilidade para atender diferentes demandas do mercado.
