Episódio em Contagem expõe golpe do Pix falso, reação incomum de comerciante e repercussão nas redes sociais após envio de pedido simbólico no lugar da entrega real, levando o caso à polícia e reacendendo alerta sobre conferência de pagamentos digitais.
Uma pizzaria localizada no bairro Eldorado, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, registrou boletim de ocorrência após identificar uma tentativa de golpe com Pix falso em um pedido de R$ 173, embora apenas R$ 0,01 tenha sido efetivamente creditado na conta.
Na noite de 24 de abril de 2026, o episódio ganhou ampla repercussão depois que o estabelecimento decidiu enviar caixas preenchidas com gesso e entulho no lugar das pizzas solicitadas, transformando a situação em um caso que rapidamente ultrapassou o ambiente comercial.
Além de ter sido registrada em vídeo, a ação foi publicada nas redes sociais da pizzaria e passou a circular entre usuários, enquanto o caso também começou a ser tratado formalmente como uma possível tentativa de estelionato pelas autoridades competentes.
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Golpe do Pix falso em pedido de pizza
Inicialmente, o pedido incluía duas pizzas e um refrigerante, sendo realizado de forma aparentemente comum por meio de contato digital, sem qualquer indício imediato de irregularidade no processo de compra e pagamento apresentado pela cliente.

Logo após o envio da chave Pix, a suposta compradora encaminhou um comprovante bancário indicando o pagamento integral de R$ 173, o que, em um primeiro momento, poderia levar à liberação do pedido sem verificação adicional.
No entanto, ao analisar o extrato com mais atenção, o responsável pela pizzaria identificou que o valor realmente recebido correspondia a apenas R$ 0,01, evidenciando uma discrepância clara entre o comprovante apresentado e a transação efetivamente concluída.
Diante dessa inconsistência, o comerciante Robson da Silva Heleno afirmou que a suspeita surgiu imediatamente após a conferência detalhada dos dados financeiros, o que o levou a interromper o fluxo normal de preparo do pedido.
“Na hora que eu conferi, vi que o valor não batia. Foi quando percebi que estavam tentando aplicar um golpe”, afirmou Robson ao BHAZ.
Conforme relatado por veículos como CNN Brasil, BHAZ e O Tempo, o pedido teria sido feito a partir de um anúncio divulgado nas redes sociais do estabelecimento, o que ampliou o alcance do contato inicial.
Além disso, como o endereço informado ficava fora da área de entrega direta da pizzaria, o envio dependeria do uso de um aplicativo de transporte, o que também exigia uma etapa adicional de confirmação antes da finalização.
Reação da pizzaria viraliza nas redes

Após identificar a tentativa de fraude, o comerciante optou por não preparar o pedido da forma convencional, escolhendo adotar uma resposta alternativa que acabou chamando atenção pelo caráter incomum e pela forma como foi executada.
Com o apoio do pai, Judas Tadeu Heleno, que atua como pizzaiolo há décadas, foram montadas caixas semelhantes às utilizadas normalmente, porém preenchidas com gesso, farinha e pedaços de entulho retirados de uma caçamba próxima.
Em seguida, as embalagens foram encaminhadas ao endereço fornecido pela cliente, mantendo a aparência externa de uma entrega comum, o que contribuiu para o impacto posterior da situação.
Todo o processo foi registrado em vídeo e publicado no perfil da Nostra Pizza Eldorado, onde rapidamente ganhou visibilidade e passou a ser compartilhado por diversos usuários nas redes sociais.
Ao receber o pedido, a mulher entrou novamente em contato para reclamar tanto do conteúdo das caixas quanto da ausência do refrigerante que havia sido solicitado inicialmente.
Nesse momento, segundo relato do comerciante, foi informado que a tentativa de golpe havia sido identificada, o que alterou completamente o tom da interação entre as partes envolvidas.
Ainda de acordo com Robson, a pessoa utilizou nomes diferentes ao longo do atendimento, tanto no comprovante quanto na solicitação do transporte, o que reforçou a suspeita de fraude.
Depois de ser confrontada com a inconsistência, a cliente teria bloqueado o contato da pizzaria, encerrando a comunicação sem novas manifestações registradas.
Caso registrado como tentativa de estelionato
Mesmo sem registrar prejuízo financeiro equivalente ao valor total do pedido, o comerciante decidiu formalizar a ocorrência junto às autoridades, buscando documentar a tentativa de fraude e permitir eventual investigação do caso.
A ocorrência foi classificada como tentativa de estelionato e encaminhada à Polícia Civil, que passa a ser responsável por avaliar os elementos apresentados e verificar possíveis desdobramentos.
Nessas situações, o envio de comprovantes falsos pode configurar tentativa de obtenção de vantagem indevida por meio de fraude, especialmente quando há intenção de induzir o comerciante ao erro.
No episódio registrado em Contagem, a divergência entre o valor transferido e o documento apresentado foi o principal fator que impediu a concretização do prejuízo financeiro.
A repercussão do caso nas redes sociais dividiu opiniões entre os usuários, evidenciando diferentes interpretações sobre a conduta adotada pelo comerciante diante da tentativa de golpe.
Enquanto parte do público destacou a criatividade da resposta, outros levantaram questionamentos sobre os limites dessa reação e possíveis implicações jurídicas associadas.
Alerta para comerciantes sobre pagamentos via Pix
Situações como essa reforçam a necessidade de atenção redobrada em transações realizadas por aplicativos de mensagens, especialmente quando o pagamento depende exclusivamente de comprovantes enviados pelo cliente.
Por esse motivo, a orientação é que comerciantes confirmem sempre a entrada do valor na conta antes de liberar qualquer pedido, além de verificar dados como nome do pagador e consistência das informações apresentadas.
Também é recomendável desconfiar de divergências entre valores, titulares e dados de entrega, já que esses elementos podem indicar tentativas de fraude em andamento.
Quando houver suspeita, o procedimento mais seguro envolve preservar registros da conversa, comprovantes e demais evidências, além de formalizar a situação por meio de boletim de ocorrência junto às autoridades competentes.

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