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Petróleo e gás em 2025 expõem vencedores, derrotados e as apostas do Bradesco BBI para 2026

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 21/12/2025 às 19:20 Atualizado em 21/12/2025 às 19:21
Petróleo e gás em 2025 expõem vencedores, derrotados e as apostas do Bradesco BBI para 2026
Fonte: IA
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Bradesco BBI analisa o petróleo e gás em 2025, aponta quem ganhou, quem perdeu e quais tendências devem guiar o mercado em 2026.

O setor de Petróleo e gás encerrou 2025 marcado por contrastes claros. O Bradesco BBI analisou o desempenho das empresas de energia na América Latina e apontou quem avançou e quem perdeu espaço.

O estudo considera o comportamento do Mercado petrolífero ao longo do ano, fortemente influenciado pela geopolítica, pelo excesso de oferta e pelos reflexos diretos na Economia.

Desde o início de 2025, o mercado já antecipava dificuldades para o preço do petróleo. Ainda assim, eventos internacionais sustentaram momentos de volatilidade.

Com o avanço do ano, porém, os fundamentos passaram a pesar mais nas decisões dos investidores.

Excesso de oferta e geopolítica mudam o rumo do mercado petrolífero

Segundo o Bradesco BBI, as expectativas de excesso de oferta se intensificaram ao longo de 2025. Em determinados momentos, o prêmio de risco geopolítico reduziu esse impacto. Esse prêmio atingiu o pico em junho, durante a guerra de 12 dias entre Estados Unidos e Irã.

Na sequência, o cenário mudou. O ambiente internacional ficou mais calmo e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados ampliou a produção. Como resultado, os estoques globais cresceram e tornaram o desequilíbrio entre oferta e demanda mais evidente.

Diante disso, o Mercado petrolífero passou a favorecer empresas menos dependentes do preço do barril.

Empresas menos comoditizadas lideram os ganhos em petróleo e gás

Nesse contexto, a distribuidora de combustíveis Vibra se destacou como a principal vencedora de 2025. As ações da companhia avançaram 65% no ano. Assim, superaram com folga o MSCI América Latina e o Ibovespa.

De acordo com o Bradesco BBI, o avanço no combate à informalidade foi decisivo. Essa estratégia fortaleceu margens, reduziu riscos e aumentou a previsibilidade do negócio.

Enquanto isso, a OceanPact apresentou desempenho igualmente relevante. A empresa se beneficiou da forte reprecificação dos contratos de day rate. Além disso, melhorou a gestão de contratos spot e reforçou a perspectiva de maior remuneração aos acionistas.

Já a Ultrapar encerrou 2025 com alta de 44%, em linha com o Ibovespa. Apesar da visão positiva para a distribuição de combustíveis, riscos ligados à alocação de capital limitaram ganhos adicionais.

Produtoras e químicas sentem mais o impacto negativo

Por outro lado, empresas mais expostas ao preço do petróleo enfrentaram um ano mais difícil. As produtoras independentes de menor porte, conhecidas como junior E&Ps, recuaram 18% em 2025. Esse movimento refletiu a sensibilidade direta dessas companhias às oscilações da commodity.

Além disso, o setor químico acumulou queda de 6% no ano. A perspectiva de excesso global prolongado de oferta e ciclos industriais ainda deprimidos pressionaram o desempenho das ações.

As estatais também fecharam o período no negativo, com queda média de 3%. Ainda assim, a valorização da Ecopetrol, que subiu 18%, suavizou o resultado do grupo, influenciada pelo ciclo político na Colômbia.

Recomendações do Bradesco BBI confirmam a tese de seletividade

Na avaliação do Bradesco BBI, as principais recomendações feitas em 2025 funcionaram bem, apesar de ajustes pontuais. A casa defendeu, de forma consistente, a construção de posições em Vibra, PRIO e OceanPact.

Entre os acertos, Vibra e OceanPact se destacaram. Ambas reduziram a dependência direta do preço do petróleo e entregaram resultados mais previsíveis em um ambiente adverso.

O que o setor de petróleo e gás indica para 2026

O balanço de 2025 deixa um sinal claro para 2026. Segundo o Bradesco BBI, o cenário segue desafiador para o preço do petróleo, especialmente diante da oferta elevada e de um ambiente geopolítico menos tensionado.

Assim, o mercado tende a priorizar empresas com modelos de negócio resilientes, geração consistente de caixa e menor exposição às oscilações do barril. Em um setor historicamente volátil, a seletividade segue como fator decisivo no Petróleo e gás.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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