Nova descoberta reforça potencial do pré-sal na Bacia de Campos e amplia estratégia da Petrobras em áreas maduras com petróleo de alta qualidade identificado em Marlim Sul.
A Petrobras anunciou em 26 de março de 2026 a identificação de petróleo de “excelente qualidade” em um poço exploratório perfurado no campo de Marlim Sul, no pré-sal da Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.
Segundo a companhia, o poço 3-BRSA-1397-RJS fica a 113 quilômetros da costa de Campos dos Goytacazes, em lâmina d’água de 1.178 metros, e abre uma nova etapa de avaliação do potencial da área.
Descoberta no pré-sal em Marlim Sul
De acordo com a estatal, a presença de petróleo foi constatada por meio de perfis elétricos, indícios de gás e amostragem de fluido.
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Em seguida, o material recolhido será submetido a análises laboratoriais, procedimento que deve permitir uma caracterização mais precisa dos reservatórios e dos fluidos encontrados antes dos próximos passos da campanha exploratória.
No comunicado oficial, a Petrobras informou que “o intervalo portador de petróleo foi constatado através de perfis elétricos, indícios de gás e amostragem de fluido”.
A companhia acrescentou que as amostras “posteriormente seguirão para análises laboratoriais, que permitirão caracterizar as condições dos reservatórios e fluidos encontrados, possibilitando a continuidade da avaliação do potencial da área”.
A perfuração, ainda segundo a empresa, foi concluída com segurança e com respeito ao meio ambiente e às pessoas.
A Petrobras também confirmou que atua como operadora única do campo de Marlim Sul, com 100% de participação no ativo.
Importância da Bacia de Campos na produção brasileira
A nova descoberta recoloca Marlim Sul no centro da estratégia exploratória da companhia em uma bacia que há décadas tem peso relevante na indústria de óleo e gás do país.
A Bacia de Campos, situada entre os litorais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, consolidou-se historicamente como uma das áreas mais importantes da produção brasileira e segue sendo tratada pela estatal como frente-chave para recomposição de reservas em áreas maduras.
Esse movimento ocorre em meio à tentativa da Petrobras de ampliar o conhecimento geológico de ativos já conhecidos e, ao mesmo tempo, identificar novas acumulações com potencial comercial.
No caso de Marlim Sul, a companhia ainda não divulgou estimativas de volume recuperável, nem detalhou um cronograma para eventual desenvolvimento da descoberta.
Até aqui, a informação oficial se limita à confirmação da presença de petróleo e ao início da fase de análises técnicas do material coletado.
Histórico recente de descobertas na região
A descoberta mais recente reforça uma sequência de anúncios da estatal na mesma província petrolífera.
Em 17 de novembro de 2025, a Petrobras informou ter encontrado petróleo de excelente qualidade na camada pós-sal do bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, também na Bacia de Campos.
Na ocasião, o poço 4-BRSA-1403D-RJS foi descrito como localizado a 108 quilômetros da costa de Campos dos Goytacazes, em profundidade d’água de 734 metros.
A comparação entre os dois anúncios ajuda a dimensionar a diversidade geológica da região.
Enquanto a descoberta anterior ocorreu no pós-sal, em profundidade menor, o novo achado está no pré-sal, abaixo da espessa camada de sal que caracteriza parte importante das reservas brasileiras de maior produtividade.
Na prática, isso significa que a Petrobras volta a registrar resultado positivo em dois ambientes distintos dentro da mesma bacia, dado que amplia o interesse técnico sobre o potencial remanescente da área.
Essa leitura decorre da localização e da descrição oficial das duas descobertas, sem que a empresa tenha divulgado, por enquanto, comparação direta entre os projetos.
Campo de Marlim Sul e estratégia de reservas
Marlim Sul, por sua vez, não é um campo novo no portfólio da companhia.
A própria Petrobras informa que a descoberta original da área ocorreu em novembro de 1987, por meio do poço 4-RJS-382.
O dado histórico ajuda a explicar por que a estatal associa sua atuação atual na Bacia de Campos à recomposição de reservas em campos maduros, estratégia que combina infraestrutura já conhecida com novas campanhas de avaliação geológica.
Embora o anúncio tenha repercutido no mercado e em veículos internacionais, a etapa agora é essencialmente técnica.
O resultado laboratorial das amostras deverá indicar com mais precisão as características do óleo e do reservatório, além de orientar a decisão sobre a continuidade dos estudos.
Até esse estágio ser concluído, a Petrobras não informou se a acumulação identificada será incorporada a um projeto de desenvolvimento nem qual poderá ser o impacto da descoberta sobre a produção futura da companhia na Bacia de Campos.


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