Início Petrobras finaliza venda de 51% da Gaspetro para a Compass e continua a ser criticada no mercado de gás natural

Petrobras finaliza venda de 51% da Gaspetro para a Compass e continua a ser criticada no mercado de gás natural

15 de julho de 2022 às 10:42
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Mesmo com todas as críticas quanto à possível concentração de mercado no setor de gás natural brasileiro, a Petrobras acaba de finalizar a venda de 51% da participação da Gaspetro para a companha Compass.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Mesmo com todas as críticas quanto à possível concentração de mercado no setor de gás natural brasileiro, a Petrobras acaba de finalizar a venda de 51% da participação da Gaspetro para a companha Compass.

A petroleira estatal Petrobras se desfez de mais um de seus ativos em território nacional e anunciou a venda de 51% da Gaspetro para a Compass durante a última segunda-feira, (11/07). A transação envolveu um valor total de cerca de R$ 2,097 bilhões e, embora seja bastante benéfica para o projeto de desinvestimento da estatal no Brasil, pode significar um grande impacto na concentração de mercado no ramo de gás natural.

Venda de 51% da Gaspetro é finalizada pela Petrobras e participação na distribuidora de gás natural é da Compass após transação com a estatal

A Petrobras continua reunindo seus esforços para a concessão de ativos no projeto de desinvestimento no território nacional e se desfez de mais uma parcela de participação, dessa vez na distribuidora de gás natural Gaspetro. A empresa realizou a venda de 51% de participação na empresa para a companhia Compass nesta segunda-feira, por um valor total de R$ 2,097, que foi totalmente desembolsado pela empresa na transação. 

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A Gaspetro é uma holding que possui atualmente uma participação societária em 18 companhias distribuidoras de gás natural, espalhadas por todo o Brasil, e garante uma alta presença no setor de combustíveis no Brasil. Isso, pois a distribuidora conta atualmente com mais de  10 mil km de redes de distribuição da empresa que atendem a mais de 500 mil clientes, com volume distribuído de cerca de 29 milhões m³/dia. 

Após o anúncio da venda da participação da Gaspetro para a Compass, a Petrobras destacou que toda a operação de transação está alinhada com o Termo de Compromisso de Cessação (TCC) assinado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), durante o ano de 2019. 

E, entre as principais justificativas para a venda da participação, a estatal destacou a promoção da competitividade no setor de combustíveis no Brasil, além de buscar uma nova estratégia de gestão do portfólio da distribuidora no país, a fim de garantir uma alocação de capital mais eficiente. 

Estatal continua a ser criticada pela venda da Gaspetro à Compass e setor de gás natural prevê uma possível concentração de mercado no Brasil 

Embora seja bastante benéfica para a própria gestão da Petrobras e para o seu projeto de desinvestimento nos ativos do Brasil, a venda da Gaspetro para a Compass continua a ser criticada no setor de óleo e gás natural. Isso, pois, no último mês, a Associação de Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que barrasse a venda da companhia. 

Entre as principais justificativas para a cessão do processo de transação apontadas pela ABPIP, estava o direcionamento da demanda das distribuidoras de gás para sua vertente de comercialização, fechando importante parcela desse mercado aos produtores. Assim, o mercado de gás natural no Brasil se tornaria ainda mais fechado e concentrado na mão de poucas empresas. 

Um possível cenário de oligopsônio também poderá acontecer no país, ou seja, uma situação na qual apenas um pequeno número de empresas começam a comprar determinado produto de um único comerciante. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) também já havia alertado para uma concentração do mercado de combustíveis na mão da Compass, mas não houveram ações tomadas para impedir o processo de venda. 

Agora, a Compass tem participação em 51% da Gaspetro e, com isso, a Petrobras e as demais empresas do ramo de petróleo e gás natural aguardam as consequências futuras da transação, tanto para o benefício do mercado nacional, quanto para o desenvolvimento de possíveis problemas.

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