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Petrobras fará investimento de US$ 27 bilhões no pré-sal e US$ 20 bilhões no pós-sal

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 07/05/2019 às 14:47

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Petrobrás prevê investir US$ 27 bilhões no pré-sal e US$ 20 bilhões no pós-sal, nos próximos cinco anos. Com plano para vender a BR Distribuidora e redução de despesas e caixa, a estatal vem se reestruturando para focar na extração de petróleo.

A petroleira deve ter mais 11 sistemas de produção no período, sendo sete no pré-sal. “Nossa agenda está baseada em exploração, foco no pré-sal e transformação digital”, disse Rudimar Lorenzatto, diretor da estatal. A empresa deverá ter 62 poços de exploração offshore entre 2020 e 2023. Segundo ele, a Petrobrás está se preparando para o aumento de 20% no consumo global de energia nos próximos 20 anos.

Petrobras desperta

Uma das principais petrolíferas do mundo e a maior empresa da América Latina, a Petrobras voltou a lucrar após quatro anos de prejuízos, perda de valor, aumento da dívida e envolvimento no maior escândalo de corrupção do país, investigado pela operação Lava Jato. A empresa lucrou R$ 25,78 bilhões em 2018, o melhor resultado desde 2011, quando ganhou R$ 33,31 bilhões.

A Petrobras deve divulgar, após o fechamento do mercado desta terça-feira, 7 de maio, os resultados trimestrais mais fracos. Entretanto, os investidores estão mesmo interessados nas perspectivas para o futuro da petroleira estatal, que melhoraram bastante nas últimas semanas.

O novo ímpeto do processo de reestruturação da companhia neste ano está fazendo as más notícias de curto prazo perderem importância. Com as medidas para cortar despesas e reforçar o caixa, o banco de investimentos Itaú BBA estima que o endividamento da empresa recue 26%, para 219,8 milhões de reais, entre 2018 e 2021. Mais leve, a Petrobras pode buscar novas oportunidades e se concentrar em aprimorar o seu negócio principal, que é a extração de petróleo, aumentando a rentabilidade para o investidor.

É uma volta por cima quando se considera a situação da empresa há quatro anos, em abril de 2015. Na época, a Petrobras finalmente anunciava, com cinco meses de atraso, o resultado de 2014: um prejuízo de R$ 21,58 bilhões, incluindo uma perda calculada de R$ 6,2 bilhões com corrupção. Era o primeiro resultado negativo desde 1991.

Agora, a Petrobras se prepara para aumentar a produção, reduzir custos e investir US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 330,36 bilhões) até 2023. Estimativas da companhia mostram um crescimento da produção de pelo menos 6,47% este ano.

Por outro lado, precisa lidar com as críticas à sua política de preços de combustíveis, que teve papel central nas polêmicas sobre aumentos do diesel e da gasolina.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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