Início Pesquisadores da UNESP, em parceria com instituto mineiro, estudam painéis de energia solar a base de perovskita, mais eficientes, leves e de baixo custo

Pesquisadores da UNESP, em parceria com instituto mineiro, estudam painéis de energia solar a base de perovskita, mais eficientes, leves e de baixo custo

13 de abril de 2022 às 11:34
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UNESP - energia solar - painéis solares - perovskita
Pesquisadores de Bauru, em parceria com instituto mineiro, estudam células de perovskita, mais eficientes, leves e baratas – imagem: JCNET

Pesquisadores da UNESP estão avançando em uma corrida global de pesquisas para o desenvolvimento de painéis solares de pervoskita. Este é um material que oferece uma maior eficiência, podendo impulsionar o setor de energia solar brasileiro.

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru está em uma corrida científica mundial para produzir painéis solares com um material chamado perovskita, que podem tornar a fabricação em larga escala mais econômica e eficiente se comparada com os modelos que são vendidos atualmente. A nova tecnologia do setor de energia solar está sendo estudada em centros de pesquisa de diversos países e deve ter como resultado placas mais finas, leves e flexíveis do que as atuais, com um potencial de contribuir com a expansão das matrizes energéticas não poluentes ao redor do mundo todo.

Unesp une 15 pesquisadores para avançar no desenvolvimento dos painéis solares a base de perovskita

Painéis solares de perovskita podem ser o futuro da energia solar – Reprodução/Youtube

Na “competição”, cerca de 15 pesquisadores do Laboratório de Novos Materiais e Dispositivos da Unesp de Bauru tem somado sua expertise ao conhecimento do CSEM Brasil, que é um instituto de pesquisa ligado a uma empresa que gera painéis solares orgânicos e finos, mais conhecidos como OPV.

O laboratório é coordenado pelo professor da Faculdade de Ciências Carlos Graeff, um dos principais pesquisadores do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), que tem o objetivo de criar soluções para demandas no mundo todo, entre elas, para o setor de energia solar.

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Segundo uma reportagem publicada pelo Jornal da Unesp, que serviu para divulgar o estudo de perovskita, grande parte dos painéis solares utilizados são feitos em silício, entretanto, a indústria e pesquisadores nunca deixaram de buscar alternativas para substituir os painéis de energia solar, pois o silício ainda é pesado, chegando a cerca de 25 kg por metro quadrado, e também pelo alto consumo de energia.

De acordo com Graeff, a eficiência dos painéis de energia solar convencionais, isto é, a capacidade de transformar a luz solar em energia elétrica fica em torno de 15%. Já os modelos que usam perovskita alcançaram mais de 25% de eficiência, em testes feitos em laboratório.

Perovskita é um grande concorrente do silício desde 2012

De acordo com o professor, o que se pôde observar com os painéis de energia solar a base de perovskita foi um desenvolvimento tecnológico muito rápido e único no setor. Agora, há uma corrida tecnológica no mundo todo para que várias técnicas sejam testadas para a produção de energia com o “novo” material, com cada grupo testando uma arquitetura própria.

Ainda em 2012, Graeff notou que os resultados de eficiência alcançados pela perovskita, faziam com que ela se tornasse a melhor “substituta” para os painéis de energia solar de silício.

Já em 2014, Silvia Letícia Fernandes, que possui doutorado na Unesp sobre este novo material, atuou na Suíça, com uma referência mundial nos desenvolvimentos de novas tecnologias para o setor, Michael Gratzel. Silvia afirmou que neste período, aprendeu a montar painéis solares de Perovskita e quando terminou o estágio, retornou ao Brasil trazendo esse novo conhecimento.

Saiba como é produzido o painel solar de Perovskita

Nesta arquitetura, cada substância é impressa em forma de camada e desempenha uma função de célula. Sendo assim é gerado um filme flexível e fino capaz de gerar eletricidade através da luz solar.

Após a defesa da tese de doutorado, Fernandes continuou estudando a aplicação da pervoskita, gerando interesse do CSEM Brasil, que a contratou e fechou uma parceria com a Unesp de Bauru. O CSEM Brasil atua há alguns anos para aprimorar, também, a tecnologia de células solares orgânicas (OPV).

O domínio sobre a tecnologia e o potencial de eficiência da perovskita motivaram o CSEM a criar um projeto para o desenvolvimento de uma placa que utilize os dois tipos de material. A pesquisa foi financiada pela Petrobras durante quatro anos.

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