Pescadores encontraram 127 quilos de âmbar-gris no estômago de uma baleia-cachalote no Golfo de Aden, venderam a substância rara por US$ 1,5 milhão e dividiram o valor entre 35 tripulantes
Um grupo de 35 pescadores encontrou 127 quilos de âmbar-gris no estômago de uma baleia-cachalote capturada por acaso no Golfo de Aden, na costa do Iêmen. A substância, rara e usada na perfumaria de luxo, foi vendida por US$ 1,5 milhão a um comprador dos Emirados Árabes Unidos.
Âmbar-gris foi achado durante pesca no Golfo de Aden
A descoberta ocorreu quando o barco de pesca recolheu a carcaça de uma baleia-cachalote enquanto trabalhava no Golfo de Aden.
Ao rebocar o animal de volta à costa, a tripulação suspeitou da presença de âmbar-gris por causa do forte odor fecal marinho.
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Depois de desmembrar a baleia, os pescadores encontraram uma massa de 127 quilos no estômago do animal.
O material foi identificado como âmbar-gris, substância odorífera encontrada exclusivamente no sistema digestivo das baleias-cachalote.
Substância rara é chamada de “ouro flutuante”
O Museu de História Natural do Reino Unido descreve o âmbar-gris como uma substância rara, conhecida popularmente como “tesouro do mar” e “ouro flutuante”. Seu valor está ligado principalmente ao uso na indústria de perfumes.
Segundo a National Geographic, o âmbar-gris é valorizado porque ajuda a prolongar a duração das fragrâncias. Marcas como Chanel e Lanvin utilizam a substância em algumas linhas de perfumes de luxo.

Pescadores dividiram igualmente o valor da venda
De acordo com o The India Times, o pedaço de âmbar-gris foi vendido por US$ 1,5 milhão. O valor foi dividido igualmente entre os 35 pescadores que participaram da descoberta.
A BBC informou que vários integrantes da tripulação compraram casas, carros e barcos com o dinheiro obtido. Um dos pescadores resumiu o contraste entre o cheiro e o valor da substância: “O cheiro não era muito agradável, mas valia muito dinheiro”.

Como o âmbar-gris se forma nas baleias-cachalote
Cientistas acreditam que o âmbar-gris surge a partir da alimentação das baleias-cachalote, que consomem grande volume de cefalópodes, como lulas e polvos. Esses animais têm bicos afiados, que não são digeridos pelas baleias.
Em situações raras, essa massa de bicos de lula e outros materiais biológicos pode se misturar a uma secreção cerosa dos intestinos da baleia, formando o âmbar-gris.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do Museu de História Natural do Reino Unido, National Geographic, The India Times e BBC, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

