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Pênis bovino vira “ouro” da carne brasileira no mercado chinês

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 25/01/2026 às 11:06
Atualizado em 25/01/2026 às 11:07
Pênis bovino chega a US$ 6 mil por tonelada no mercado chinês e reforça a exportação de carne, aumentando a rentabilidade do boi brasileiro.
Foto: IA
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Pênis bovino chega a US$ 6 mil por tonelada no mercado chinês e reforça a exportação de carne, aumentando a rentabilidade do boi brasileiro.

A exportação de pênis bovino tem ganhado relevância na pauta da carne brasileira destinada ao mercado chinês, tornando-se um dos subprodutos mais valorizados do boi. O item, conhecido tecnicamente como vergalho, é comercializado de forma contínua, segue protocolos sanitários rigorosos e pode alcançar até US$ 6 mil por tonelada.

O movimento ocorre principalmente a partir de Mato Grosso, onde a cadeia produtiva se reorganizou para aproveitar integralmente o animal e ampliar a rentabilidade da exportação.

Esse avanço é impulsionado por hábitos culturais asiáticos, especialmente na China, onde o consumo integral do boi faz parte da tradição alimentar.

Assim, cortes pouco valorizados no mercado interno brasileiro encontram demanda consistente no exterior.

Como resultado, a exportação de pênis bovino passou a representar uma fonte adicional de receita para frigoríficos e pecuaristas.

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Além dos cortes nobres, pecuária de MT lucra com a venda de pênis bovino no  mercado asiático – Imac
Fonte: Divulgação IMAC

Mercado chinês valoriza aproveitamento integral do boi

No mercado chinês, a lógica de consumo difere da observada no Brasil. Enquanto por aqui o foco costuma estar em cortes nobres, como picanha e maminha, na China há espaço para praticamente todas as partes do boi.

O pênis bovino é utilizado em pratos cozidos, ensopados e receitas tradicionais, sendo apreciado pela textura e pela capacidade de absorver temperos e caldos.

Esse padrão de consumo sustenta uma demanda estável. Segundo o Instituto Mato-Grossense da Carne, a estratégia contribui para reduzir desperdícios e aumentar a eficiência econômica da cadeia produtiva da carne.

Dessa forma, o aproveitamento integral do boi se transforma em vantagem competitiva para o Brasil no comércio internacional.

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Exportação regular e mercado consolidado

De acordo com o gerente de marketing da SulBeef, Alan Gutierrez, a exportação do subproduto ocorre de maneira contínua.

“A comercialização do vergalho in natura é contínua, com volume médio mensal entre quatro e cinco toneladas”, afirma.

Segundo ele, a regularidade indica que o pênis bovino já possui um mercado consolidado no exterior.

Enquanto isso, no mercado interno brasileiro, o produto tem destino bem diferente. Normalmente, é utilizado como petisco para cães e comercializado a preços mais baixos, com valor médio de cerca de R$ 21 por quilo.

Essa diferença evidencia o potencial de valorização do item quando direcionado à exportação de carne para a China.

Valor agregado amplia rentabilidade da carne brasileira

No comércio internacional, o pênis bovino pode atingir preços significativamente mais elevados. Exportado in natura, o produto segue exigências sanitárias específicas impostas pelos países importadores, o que agrega valor e garante segurança alimentar.

Com isso, a carne brasileira amplia sua competitividade e diversifica o portfólio de itens destinados ao mercado chinês.

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-Grossense da Carne, Bruno de Jesus Andrade, esse movimento reflete a maturidade do setor.

“Mato Grosso tem uma pecuária robusta, eficiente e cada vez mais alinhada às exigências internacionais. A capacidade de acessar diferentes mercados, inclusive para subprodutos, mostra o nível de organização da cadeia produtiva”, afirma.

Diversificação reduz riscos e fortalece a exportação

Além de aumentar a rentabilidade, a diversificação de produtos e destinos reduz a exposição do setor a oscilações de mercado.

Ao atender diferentes perfis de consumo, a carne brasileira ganha resiliência e amplia sua presença global.

Nesse contexto, o pênis bovino deixa de ser um subproduto marginal e passa a integrar uma estratégia mais ampla de exportação.

Segundo Andrade, essa lógica fortalece toda a cadeia produtiva. “Quando ampliamos o portfólio e atendemos mercados com diferentes perfis de consumo, aumentamos a competitividade da carne produzida em Mato Grosso no cenário global”, conclui.

Tendência reforça protagonismo do Brasil no mercado chinês

Com a China mantendo a posição de principal destino da carne bovina brasileira, a valorização de subprodutos como o pênis bovino tende a ganhar ainda mais espaço.

A combinação entre tradição cultural asiática, eficiência produtiva e capacidade logística coloca o Brasil em posição estratégica.

Assim, ao transformar o aproveitamento integral do boi em oportunidade de negócio, a exportação brasileira reforça sua relevância no mercado chinês e amplia as fronteiras da carne nacional no comércio internacional.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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