Pedreiro mostra, com passos simples e ferramentas básicas, como executar canto de parede e de muro com tijolo baiano, mantendo prumo, nível e fiadas na mesma altura mesmo para quem está começando na obra
O pedreiro que domina o levantamento de canto sabe que essa etapa define boa parte da qualidade final da parede e do muro. No método mostrado na base, a ideia é ensinar duas formas de trabalho com tijolo baiano de nove furos, ambas pensadas para evitar erros comuns, manter o alinhamento e facilitar a execução até para iniciantes na construção civil.
A primeira técnica é usada em um canto simples com coluna de sustentação ao lado. A segunda mostra um canto em L sem coluna, que exige mais atenção, mas continua sendo possível com organização, conferência constante e repetição correta do processo. O ponto central das duas soluções é o mesmo: não confiar no olho e conferir tudo a cada fiada.
Pedreiro começa pelo canto simples com coluna de sustentação
No primeiro modelo, o pedreiro trabalha em um canto simples onde existe uma coluna de sustentação ao lado. O processo começa com o uso de um sarrafo, no qual são marcadas as medidas de cada fiada. Essa referência ajuda a manter o canto sempre no mesmo nível e com as fiadas na mesma altura.
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Depois de prender o sarrafo na coluna, é feita a prumagem. Só então começa o assentamento, sempre iniciando com tijolo inteiro. A cada fiada, o pedreiro confere o nivelamento, o prumo de cada tijolo e o alinhamento com uma régua. Esse cuidado repetido é o que faz o canto sair no capricho, sem desvio e sem diferença visível entre as peças.
O segredo está em repetir a conferência em toda fiada
Um dos pontos mais importantes mostrados no conteúdo é que não basta acertar a primeira peça e seguir em frente. O ideal é aprumar cada nova fiada usando como referência o primeiro tijolo de baixo. Com o sarrafo prumado e amarrado na coluna, o trabalho fica mais simples, mas ainda exige conferência constante.
Nesse tipo de execução, o pedreiro usa três ferramentas como base do serviço: colher de pedreiro, prumo de cordinha e nível de mão. Com isso, a montagem do canto ganha mais controle. No fechamento da etapa, a régua entra novamente para conferir o alinhamento das quinas dos tijolos na diagonal. É esse controle que evita um canto torto logo no começo da parede.
Canto em L sem coluna exige mais atenção, mas segue a mesma lógica

O segundo método apresentado é o canto em L sem coluna. Aqui, o trabalho é um pouco mais detalhado, porque o apoio lateral desaparece e a execução depende ainda mais da regularidade das fiadas. Mesmo assim, o processo continua acessível quando o pedreiro respeita a sequência correta.
Com a fiada de destaque pronta, começa o levantamento do canto. Os tijolos são assentados em amarração com o debaixo, e a chamada garga continua sendo usada para deixar a massa sempre na mesma espessura. O próximo tijolo precisa acompanhar o alinhamento da outra parede, enquanto o nivelamento é conferido com nível de mão e o prumo é checado com base no tijolo inferior. No canto em L, errar um lado afeta o outro imediatamente.
A formação em pirâmide ajuda a manter o alinhamento
Na explicação da base, o canto em L vai sendo levantado dos dois lados até formar uma espécie de pirâmide, chegando ao topo onde se fecha mais uma fiada. Esse desenho facilita o controle visual e técnico da execução, desde que o pedreiro mantenha atenção à altura, ao nível e ao prumo em ambos os lados.
O ponto mais importante aqui é não acelerar demais. Cada tijolo precisa ser assentado com verificação de alinhamento, altura e posição. Quando a pressa entra, o erro aparece rápido, especialmente em um canto sem coluna, em que a referência depende muito mais da própria execução do que de um apoio externo.
Traço da massa e escolha dos materiais também interferem no resultado
O conteúdo informa ainda o traço usado para o assentamento dos tijolos: 14 latas de areia, sendo 10 de areia fina e 4 de areia grossa, para um saco de cimento, além do produto utilizado para dar liga à massa. No caso mostrado, foi usado Ved Lite.
Há também a observação de que algumas pessoas utilizam detergente para o assentamento de tijolos, e que esse teste já foi feito, resultando em uma massa muito boa para esse tipo de uso. Mesmo assim, o mais importante é entender que o bom resultado não depende só do material, mas da forma como o pedreiro controla cada etapa da execução.
No canto de muro, o procedimento repete a lógica do canto de parede
A base também mostra a execução de canto de muro depois do baldrame e do alicerce prontos, já com impermeabilização feita. O início volta ao mesmo princípio: usar um sarrafo com marcação de cada fiada e amarrá-lo na ferragem do pilar de sustentação.
Nesse exemplo, cada garga foi marcada com 16 centímetros, sendo 14 centímetros do tijolo e 1 centímetro de massa. Após fixar o sarrafo e fazer a prumagem, o pedreiro começa o assentamento com tijolo inteiro. A primeira fiada já recebe conferência de nível, prumo e alinhamento. É na base do muro que os erros mais perigosos começam, por isso esse começo precisa ser ainda mais rigoroso.
Levantar o outro canto antes de esticar a linha facilita o serviço
Depois de algumas fiadas prontas, a orientação é levantar o outro canto para só então esticar a linha e dar início ao restante do muro. Esse procedimento ajuda a criar uma referência confiável para a continuação da alvenaria e torna o trabalho mais seguro.
O pedreiro que segue essa lógica reduz a chance de ondulações, desalinhamentos e diferenças entre as fiadas. Além disso, a conferência do prumo na lateral dos tijolos e o alinhamento das quinas com régua continuam sendo indispensáveis. Não é um detalhe de acabamento, mas uma etapa estrutural da boa execução.
Por que essas dicas ajudam tanto quem está começando
O valor do conteúdo está justamente em mostrar que levantar canto não depende de truque complicado, mas de método. O pedreiro usa referências simples, repete a checagem a cada fiada e evita improvisar naquilo que precisa de precisão.
Para quem está iniciando na construção civil, isso faz diferença porque transforma uma etapa que parece difícil em um processo organizado. Com sarrafo marcado, prumo, nível de mão, régua e atenção à amarração dos tijolos, o serviço se torna mais previsível. O que garante o canto perfeito não é velocidade, mas constância na conferência.
Dois métodos simples, mesmo objetivo: canto no prumo e no nível

No fim, os dois métodos apresentados partem da mesma lógica. No canto simples com coluna, a coluna ajuda a dar referência. No canto em L sem coluna, essa referência precisa ser construída com ainda mais cuidado. Em ambos os casos, o objetivo é levantar parede ou muro com alinhamento correto desde o começo.
O ensinamento principal é claro: o pedreiro não deixa a precisão para o final, ele constrói a precisão desde a primeira fiada. Quando prumo, nível, alinhamento e espessura da massa são controlados desde o início, o restante da obra flui com muito menos dificuldade.
Você acha que esse tipo de dica prática de pedreiro ajuda mais do que explicações teóricas para quem está começando na obra?


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