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Paralisação de ônibus em São Paulo afeta 3,3 milhões de passageiros, ‘explode’ trânsito a 1.486 km, suspende rodízio e escancara disputa por 13º salário entre empresas, prefeitura e motoristas nesta terça-feira caótica em plena tarde

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 09/12/2025 às 21:21
A paralisação de ônibus em São Paulo atinge 3,3 milhões de passageiros, eleva o trânsito a recordes, suspende o rodízio, pressiona empresas pelo 13º salário e expõe o caos no transporte.
A paralisação de ônibus em São Paulo atinge 3,3 milhões de passageiros, eleva o trânsito a recordes, suspende o rodízio, pressiona empresas pelo 13º salário e expõe o caos no transporte.
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Paralisação de ônibus em São Paulo expõe disputa pelo 13º salário, afeta 3,3 milhões de passageiros, faz congestionamento bater 1.486 km, suspende o rodízio municipal e obriga Metrô e CPTM a segurar o pico nesta terça-feira caótica em tarde de 2025, ampliando atrasos nas conexões de terminais estratégicos da capital.

A paralisação de ônibus em São Paulo nesta terça-feira (9) paralisou parte da frota em plena tarde, deixou 3,3 milhões de passageiros sem atendimento regular e pressionou o sistema viário a um recorde de 1.486 km de congestionamento em 2025, segundo monitoramento do trânsito. Ônibus passaram a desembarcar passageiros nos terminais e retornar vazios para as garagens, criando um vácuo imediato no transporte coletivo de superfície.

Ao mesmo tempo, o impasse trabalhista entre empresas, motoristas e cobradores em torno do pagamento do 13º salário e do vale-refeição das férias até o dia 12 expôs um conflito direto com a Prefeitura, que afirma estar com todos os repasses em dia. A crise levou à suspensão do rodízio de veículos nesta terça-feira (9) e obrigou Metrô e CPTM a reforçar trens e intervalos para absorver parte da demanda desviada dos ônibus.

O que motivou a paralisação de ônibus em São Paulo

De acordo com o Sindimotoristas, a paralisação de ônibus em São Paulo foi deflagrada após as empresas informarem, nesta terça-feira (9), que não fariam o pagamento do 13º salário e do vale-refeição das férias até o dia 12, apesar de terem assumido esse compromisso anteriormente.

O sindicato afirma que a categoria foi surpreendida pela mudança de posição das concessionárias, o que levou à paralisação parcial em 15 empresas e ao impacto imediato sobre milhões de passageiros.

O protesto se dá no contexto da negociação de direitos trabalhistas básicos, em um setor com forte dependência de mão de obra em turnos fracionados e jornadas prolongadas.

A Prefeitura de São Paulo, por sua vez, informou que “os repasses às empresas de ônibus estão em dia” e que a responsabilidade pelo pagamento do 13º salário e demais benefícios é exclusiva das concessionárias, afastando qualquer hipótese de atraso financeiro por parte do município.

O que disse a Prefeitura e como o conflito foi enquadrado

Em entrevista à TV Globo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que as empresas “não têm nenhuma justificativa” para atrasar o 13º de motoristas e cobradores e classificou a paralisação como resultado de uma “ação irresponsável” das concessionárias.

Segundo o prefeito, “não tem em atraso nenhum centavo da Prefeitura de São Paulo para as empresas”, e cabe às operadoras manter 13º salário e férias em dia com os trabalhadores.

Nunes informou ainda que conversou com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para reforçar o apoio do Metrô e da CPTM durante a interrupção parcial do serviço, tentando mitigar os efeitos sobre os 3,3 milhões de passageiros afetados.

Na prática, o recado do Executivo municipal busca isolar politicamente as empresas, transferindo para elas a pressão da opinião pública pelo colapso parcial da oferta de ônibus em plena tarde de um dia útil.

Como a paralisação afetou passageiros, terminais e o dia a dia

A paralisação de ônibus em São Paulo afetou diretamente 3,3 milhões de pessoas, segundo levantamento divulgado ao longo da tarde.

Na operação, ônibus passaram a desembarcar passageiros nos terminais e retornar imediatamente às garagens, esvaziando a oferta em corredores estruturais e linhas de grande demanda.

Nos terminais de bairro e nas estações integradas, a consequência foi imediata: plataformas cheias, longas esperas e disputa por espaço em poucos veículos circulando.

No Terminal Jardim Ângela, o designer gráfico Fabio Miranda Vidal relatou ter aguardado ônibus desde 16h30, enquanto um carro por aplicativo para sua casa chegava a R$ 200, contra menos de R$ 70 em condições normais, evidenciando o salto de preço no transporte individual por aplicativo.

Imagens de terminais estratégicos, como Pinheiros e Itaquera, mostraram passageiros aglomerados, painéis de linha sem previsão clara de saída e coletivos ausentes das plataformas.

Em alguns pontos, terminais chegaram a ficar quase vazios de ônibus, com usuários espalhados pelas calçadas à espera de alternativas, criando um cenário de colapso parcial da mobilidade em horários de pico estendidos.

Trânsito recorde, rodízio suspenso e pressão sobre Metrô e CPTM

Com a paralisação de ônibus em São Paulo e a corrida por alternativas, a capital registrou 1.486 km de congestionamento às 19h, o maior índice de trânsito de 2025.

A combinação de frota de ônibus reduzida, migração maciça para carros, aplicativos e lotações fez os eixos viários travarem em praticamente todas as zonas da cidade.

Diante do cenário, a Prefeitura suspendeu o rodízio de veículos nesta terça-feira (9), em tentativa de aliviar o impacto sobre motoristas que dependem do carro para substituir linhas de ônibus paralisadas.

Paralelamente, as linhas do Metrô e da CPTM reforçaram a frota em operação, ampliando trens em circulação para absorver a demanda adicional, especialmente em conexões com grandes terminais de ônibus e estações de transferência.

Os trilhos, porém, também sentiram os efeitos: com trens mais cheios, plataformas congestionadas e aumento do tempo de embarque, a sobrecarga se espalhou para todo o sistema de transporte metropolitano, tornando a viagem mais lenta em praticamente todas as direções.

Empresas e corredores mais atingidos pela paralisação

A paralisação de ônibus em São Paulo se concentrou em 15 empresas de concessão, atingindo bairros densamente povoados, terminais estruturais e importantes ligações com o Centro e áreas de escritórios.

Entre os principais grupos afetados estão Gatusa, Transunião, Movebuss, KPBX e Mobibrasil, com dezenas de linhas estratégicas paradas.

Na Gatusa, foram paralisadas, entre outras, linhas que conectam a zona sul ao centro expandido e a polos empresariais:

  • N702-11 Terminal Santo Amaro x Terminal Parque Dom Pedro II
  • 637P-10 Terminal Santo Amaro x Terminal Pinheiros
  • 675N-10 Terminal Santo Amaro x Metrô Ana Rosa
  • 709G-10 Terminal Guarapiranga x Itaim Bibi
  • 709M-10 Terminal Santo Amaro x Terminal Pinheiros
  • 709P-10 Estação Santo Amaro / Av. Guido Caloi x Terminal Pinheiros
  • 5154-10 Terminal Santo Amaro x Terminal Princesa Isabel
  • 5300-10 Terminal Santo Amaro x Terminal Parque Dom Pedro II
  • 6200-10 Terminal Santo Amaro x Terminal Bandeira
  • 6291-10 Inocoop Campo Limpo x Terminal Bandeira
  • 6414-10 Socorro x Terminal Bandeira
  • 6422-10 Vila Cruzeiro x Terminal Bandeira
  • 7245-10 Terminal Santo Amaro x Hospital das Clínicas
  • 7550-10 Terminal Santo Amaro x Metrô Santa Cecília

Na Transunião, a lista atinge conexões essenciais da zona leste com CPTM e Metrô:

  • 3006-10 Jardim Fanganielo x CPTM Guaianases
  • 3008-10 Jardim Miriam x CPTM Itaim Paulista
  • 3009-10 Itaim Paulista x CPTM Itaim Paulista
  • 3010-10 Cemitério da Saudade x Terminal A. E. Carvalho
  • 3026-10 Vila Iolanda II x CPTM Guaianases
  • 3064-10 Cidade Tiradentes x CPTM Guaianases
  • 3754-10 Inácio Monteiro x Metrô Itaquera
  • 3756-10 Barro Branco x Metrô Itaquera
  • 3768-10 Vila Yolanda x CPTM José Bonifácio
  • 4051-10 Jardim São Paulo x CPTM Guaianases
  • 4052-10 CPTM Guaianases x Metrô Itaquera
  • 4053-10 Guaianases x CPTM Guaianases
  • 4055-10 CPTM Guaianases x Vila Solange
  • 4506-10 Jardim Maria Estela x Metrô Vila Mariana

E ainda:

  • 2008-10 Jardim Nossa Senhora do Caminho x CPTM Itaim Paulista
  • 2009-10 Jardim Robru x CPTM Guaianases
  • 2021-10 Jardim Bandeirantes x CPTM Guaianases
  • 2201-10 Divisa de Ferraz de Vasconcelos x CPTM Guaianases
  • 2590-10 União de Vila Nova x Parque Dom Pedro II
  • 2702-10 Vila Americana x Metrô Artur Alvim
  • 2703-10 Jardim Etelvina x Metrô Itaquera
  • 2704-10 Jardim Robru x Metrô Itaquera
  • 2705-10 Jardim Fanganielo x Metrô Itaquera
  • 2707-10 Chabilândia x Metrô Itaquera
  • 2708-10 Jardim Lajeado x Metrô Itaquera
  • N333-11 Terminal São Miguel x Cidade Kemel
  • 407T-10 Jardim Redil x Metrô Itaquera
  • 476G-10 Jardim Elba x Ibirapuera
  • 476G-41 Vila Industrial x Metrô Ana Rosa
  • 573A-10 Metrô Bresser x Vila Alpina (Circular)
  • 574C-10 São Mateus x Divisa de São Caetano
  • 574R-10 Terminal Sapopemba x Metrô Belém
  • 575A-10 Divisa de São Caetano x Shopping Metrô Tatuapé
  • 2004-10 Jardim Nossa Sra. do Caminho x CPTM Guaianases
  • 2005-10 Jardim Romano x São Miguel
  • 2006-10 Cidade Kemel x CPTM Itaim Paulista
  • 2007-10 Cidade Kemel II x CPTM Itaim Paulista

Na Movebuss, que atua em importantes eixos da zona leste e sudeste, foram afetadas linhas como:

  • 4028-10 Hospital São Mateus x Divisa de Mauá
  • 4029-10 São Mateus x Terminal Vila Prudente (Via Avenida Vila Ema)
  • 4030-10 Fazenda da Juta x Shopping Aricanduva
  • 4031-10 Parque Santa Madalena x Metrô Tamanduateí
  • 4032-10 Vila das Mercês x Objetivo Unip
  • 4716-10 Metrô Tamanduateí x Metrô Santa Cruz
  • 4729-10 Parque Bancário x Metrô Belém
  • 4734-10 Vila Moraes x Metrô Saúde
  • 4734-21 Vila Moraes x Metrô Saúde (Via Avenida do Cursino)
  • 4735-10 São Mateus x Jardim Vera Cruz
  • 5020-10 Hospital Heliópolis x Terminal Sacomã
  • 5025-10 Jardim Guairacá x Metrô Tamanduateí
  • 5031-10 Vila Arapuá x Terminal Sacomã
  • 5032-10 Vila Arapuá x Terminal Sacomã (Via Metrô Tamanduateí)
  • 5035-10 Vila Arapuá x Terminal Sacomã (Via São João Clímaco)

E ainda:

  • N534-11 Terminal Sacomã x Vila Arapuá
  • N536-11 Terminal Sacomã x Jardim Itápolis
  • N539-11 Terminal Sacomã x Hospital Heliópolis
  • 364A-10 Hospital Ipiranga x Shopping Aricanduva
  • 373T-10 Jardim Itápolis x Metrô Bresser
  • 414P-10 Vila Industrial x Metrô Carrão
  • 514T-10 Terminal Sacomã x Conjunto Habitacional Teotônio Vilela
  • 524L-10 Parque São Lucas x Metrô Tatuapé
  • 573H-10 Hospital Sapopemba x Metrô Bresser
  • 574W-10 Jardim Walkiria x Metrô Belém
  • 3098-10 Jardim São Francisco x Shopping Aricanduva
  • 3099-10 Hospital São Mateus x Jardim da Conquista
  • 3112-10 Vila Industrial x Metrô Belém
  • 4025-10 Sítio das Figueiras x Metrô Tatuapé
  • 4726-10 Mooca x Metrô Tatuapé
  • 4027-10 Hospital São Mateus x Jardim Santo André

Na KPBX, linhas importantes da zona sul e sudoeste foram atingidas:

  • N742-11 Terminal João Dias x Terminal Pinheiros
  • N745-11 Terminal Capelinha x Terminal Campo Limpo
  • 647A-10 Valo Velho x Pinheiros
  • 647P-10 COHAB Adventista x Terminal Pinheiros
  • 669A-10 Terminal Santo Amaro x Terminal Princesa Isabel
  • 675A-10 Parque Santo Antônio x Metrô São Judas
  • 695T-10 Terminal Capelinha x Metrô Vila Mariana
  • 695V-10 Terminal Capelinha x Metrô Ana Rosa
  • 707K-10 Terminal Guarapiranga x Metrô Jabaquara
  • 857A-10 Terminal Campo Limpo x Metrô Santa Cruz
  • 857C-10 Terminal Campo Limpo x Metrô Conceição
  • 5185-10 Terminal Guarapiranga x Terminal Parque Dom Pedro II
  • 6049-10 Valo Velho x Santo Amaro
  • 6475-10 Jardim Vaz de Lima x Terminal Bandeira
  • 7050-10 Jardim das Rosas x Terminal Campo Limpo
  • 8605-10 Terminal Campo Limpo x Terminal Bandeira

Na Mobibrasil, o impacto atingiu ligações chave com Jabaquara, Santo Amaro, Ibirapuera e eixo aeroporto:

  • 6338-10 Jardim Miriam x Parque Ibirapuera
  • 6358-10 Jardim Luso x Terminal Bandeira
  • 637J-10 Vila São José x Pinheiros
  • 675M-10 Centro Sesc x Metrô Jabaquara
  • 675P-10 Shopping SP Market x Metrô Conceição
  • 875A-10 Aeroporto x Perdizes
  • 574A-10 Americanópolis x Largo do Cambuci
  • 574A-21 Americanópolis x Metrô Vila Mariana
  • 576C-10 Metrô Jabaquara x Terminal Santo Amaro
  • 576M-10 Vila Clara x Pinheiros
  • 577T-10 Jardim Miriam x Metrô Ana Rosa
  • 5791-10 Eldorado x Metrô Vergueiro
  • 5791-21 Eldorado x Metrô Jabaquara
  • 6000-10 Terminal Parelheiros x Terminal Santo Amaro
  • 605A-10 Centro Paralímpico x Metrô Jabaquara
  • 607C-10 Jardim Miriam x Itaim Bibi
  • 609J-10 Aeroporto x Metrô São Judas

O conjunto dessas linhas mostra que a paralisação de ônibus em São Paulo atingiu corredores estruturais, integrações com Metrô e CPTM e conexões entre bairros periféricos e o centro, ampliando o efeito em cascata sobre mobilidade, trabalho e serviços.

Orientações ao usuário e cenário imediato

Com a liberação gradual de parte da frota ao longo da noite, a recomendação das autoridades é que os passageiros acompanhem as atualizações em tempo real e verifiquem se suas linhas continuam totalmente paradas ou já operam em regime parcial.

A paralisação de ônibus em São Paulo expôs a fragilidade de uma rede que depende fortemente de concessões privadas para garantir o transporte diário de milhões de pessoas.

Enquanto o impasse sobre o 13º salário não for resolvido, permanece o risco de novos movimentos de paralisação, atrasos adicionais e incerteza para quem depende do sistema de ônibus para estudar, trabalhar ou acessar serviços essenciais.

Você foi diretamente atingido pela paralisação de ônibus em São Paulo nesta terça-feira, precisou improvisar outra forma de chegar em casa ou conseguiu escapar do caos usando uma rota alternativa?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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