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Painéis solares no mar podem gerar até 12% mais energia que usinas em terra, aponta estudo: Pesquisadores de Taiwan descobriram que painéis solares offshore aproveitam o resfriamento natural da água para aumentar a eficiência elétrica, reduzir perdas por calor e ampliar a produção de energia renovável em regiões com pouco espaço disponível em solo firme

Publicado em 28/05/2026 às 19:45
Atualizado em 28/05/2026 às 19:50
Estudo revela que sistemas de energia solar flutuantes no mar podem produzir até 12% mais eletricidade do que usinas em terra.
Estudo revela que sistemas de energia solar flutuantes no mar podem produzir até 12% mais eletricidade do que usinas em terra. (imagem meramente ilustrativa)
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Estudo revela que sistemas de energia solar flutuantes no mar podem produzir até 12% mais eletricidade do que usinas em terra.

A expansão da energia solar ganhou um novo cenário de estudo após pesquisadores de Taiwan identificarem vantagens importantes nos sistemas instalados sobre o mar. A pesquisa, publicada neste mês no Journal of Renewable and Sustainable Energy, mostrou que plataformas solares flutuantes offshore podem produzir cerca de 12% mais eletricidade ao longo da vida útil em comparação com estruturas convencionais construídas em terra firme.

O levantamento foi conduzido pelos pesquisadores Ching-Feng Chen e Shih-Kai Chen, da Universidade Nacional de Tecnologia de Taipei. Segundo o Olhar Digital, a análise comparou dois projetos comerciais em operação em Taiwan e concluiu que o ambiente marítimo ajuda a melhorar o desempenho dos painéis solares devido ao resfriamento natural provocado pela água do mar.

Segundo os cientistas, o estudo ganha relevância principalmente em países densamente povoados ou com pouca disponibilidade territorial para expansão de grandes usinas solares.

Energia solar offshore apresenta maior eficiência energética

Os pesquisadores avaliaram duas instalações diferentes: uma fazenda solar localizada no Parque Industrial de Changbin e o primeiro sistema comercial flutuante instalado em alto-mar em Taiwan.

Para garantir equilíbrio técnico na comparação, ambos os sistemas foram ajustados para uma capacidade equivalente de 100 megawatts-pico.

A partir dessa análise, os autores concluíram que as plataformas marítimas conseguem manter os painéis em temperaturas mais baixas. Isso reduz perdas de eficiência causadas pelo calor excessivo.

Conforme explicado no estudo, sistemas solares terrestres sofrem mais impacto térmico, principalmente em regiões quentes. Quando os painéis aquecem além do ideal, parte da capacidade de conversão da luz solar em eletricidade diminui.

Como a água do mar melhora o desempenho da energia solar

A pesquisa aponta que a água atua como um sistema natural de resfriamento. O oceano absorve parte do calor acumulado nos equipamentos, criando condições mais favoráveis para o funcionamento dos módulos solares.

De acordo com Ching-Feng Chen, responsável principal pelo estudo, os resultados foram consistentes durante toda a avaliação.

“O que descobrimos é que os sistemas solares flutuantes offshore podem gerar mais eletricidade durante sua vida útil, cerca de 12% a mais do que os sistemas terrestres nas mesmas condições”, declarou o pesquisador ao site Earth.

Além disso, os cientistas destacaram que o aumento da geração elétrica também amplia os benefícios ambientais da tecnologia.

Energia solar no mar pode reduzir impactos ambientais

Os autores afirmam que o desempenho superior das plataformas offshore ajuda a substituir fontes fósseis em maior escala. Isso significa redução potencial das emissões ligadas à geração tradicional de energia.

O estudo utilizou um método de avaliação de ciclo de vida para medir impactos ambientais desde o início da produção dos equipamentos até o desmonte das estruturas ao fim da operação.

Estudo revela que sistemas de energia solar flutuantes no mar podem produzir até 12% mais eletricidade do que usinas em terra.
Estudo revela que sistemas de energia solar flutuantes no mar podem produzir até 12% mais eletricidade do que usinas em terra. (imagem meramente ilustrativa)

A análise levou em consideração diferentes fatores, como:

  • Fabricação dos componentes
  • Consumo energético
  • Emissões de carbono
  • Eficiência elétrica
  • Encerramento das operações

Segundo os pesquisadores, a combinação desses dados permitiu comparar os dois modelos de maneira mais precisa.

Limitação de espaço impulsiona busca por novas soluções

Taiwan foi escolhido como base do estudo por apresentar características consideradas estratégicas para esse tipo de pesquisa. O território reúne alta densidade populacional e restrições geográficas importantes.

Na prática, isso dificulta a expansão de grandes usinas solares em solo firme. O crescimento da energia solar em terra enfrenta obstáculos como disputa por áreas agrícolas, limitações ambientais e escassez de espaço disponível.

Nesse contexto, os pesquisadores acreditam que estruturas instaladas no mar podem representar uma alternativa viável para diversos países.

“A energia solar flutuante offshore não é apenas uma alternativa técnica, mas uma solução estratégica para países com recursos terrestres limitados”, afirmou Ching-Feng Chen no estudo publicado pela revista científica.

Energia solar offshore pode mudar projetos futuros

A pesquisa também reforça o interesse internacional em modelos alternativos de geração renovável. Enquanto a demanda por eletricidade aumenta, governos e empresas buscam formas de ampliar a produção energética sem pressionar ainda mais áreas urbanas ou agrícolas.

As plataformas solares marítimas aparecem justamente como uma possibilidade para contornar esse desafio.

Embora o estudo tenha sido realizado em Taiwan, os pesquisadores indicam que regiões com características semelhantes podem obter vantagens parecidas ao adotar sistemas offshore.

Estudo amplia debate sobre novas tecnologias energéticas

Os resultados apresentados pelos cientistas mostram que o avanço da energia solar pode seguir caminhos diferentes dos modelos tradicionais instalados em terra.

Ao identificar ganho de eficiência e potencial redução de impactos ambientais, o estudo coloca as plataformas marítimas no centro das discussões sobre expansão energética em áreas com limitações territoriais.

Enquanto isso, o desempenho superior registrado nos testes reforça o interesse por soluções capazes de aumentar a geração elétrica sem depender exclusivamente de grandes espaços em solo firme.

Com informações do Olhar Digital

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Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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