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Os brasileiros que viram valor onde todos viam plástico contaminado: inventores criam sistema patenteado que recicla embalagens sujas sem gerar efluentes, vencem prêmio latino-americano e levam tecnologia verde do Brasil a Genebra

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 26/05/2026 às 14:55
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Tecnologia brasileira transforma embalagens plásticas contaminadas em solução ambiental premiada, com patente verde, reconhecimento latino-americano e apresentação internacional em Genebra, em um caso que envolve reciclagem, propriedade industrial e reaproveitamento de resíduos de difícil tratamento.

Uma tecnologia brasileira para reciclar embalagens plásticas contaminadas por óleo lubrificante venceu o II Concurso de Invenções Patenteadas da América Latina, promovido no âmbito do Prosul, e foi apresentada no exterior como solução ambiental desenvolvida no país.

Criado por Gustavo Eugenio de Oliveira Cardoso, Evandro Bondesan Didone, Fabian Adolfo Cattaneo e Felipe André de Aquino Cardoso, o sistema recebeu patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o INPI, por meio do programa Patentes Verdes.

A modalidade de exame prioritário é destinada a tecnologias com aplicação ambiental e, de acordo com o INPI, permitiu que a concessão da patente ocorresse em cerca de três anos.

Reciclagem de embalagens contaminadas entra na premiação latino-americana

O sistema tem como foco o tratamento de embalagens plásticas contaminadas, material que costuma exigir etapas adicionais na reciclagem por carregar resíduos capazes de dificultar limpeza, separação e reaproveitamento industrial.

Tecnologia brasileira recicla plástico contaminado sem gerar efluentes, vence prêmio latino-americano e chega a Genebra.
Tecnologia brasileira recicla plástico contaminado sem gerar efluentes, vence prêmio latino-americano e chega a Genebra.

Nas informações divulgadas sobre a tecnologia, o processo permite recuperar embalagens de lubrificantes sem uso de água e sem geração de efluentes, o que reduz a formação de resíduos líquidos contaminados durante a etapa de descontaminação.

A premiação latino-americana avaliou invenções patenteadas com potencial de impacto social, ambiental e econômico, segundo os critérios informados pelo INPI na divulgação do resultado.

Ao todo, 22 candidaturas cumpriram os requisitos formais do concurso, e seis chegaram à fase final, com representantes da Argentina, do Brasil, do Chile e da Costa Rica.

Com o primeiro lugar, a tecnologia brasileira passou a integrar a lista de invenções destacadas pelo concurso regional de patentes, iniciativa ligada à cooperação entre escritórios de propriedade industrial da América Latina.

Como parte do reconhecimento, um dos inventores teve a oportunidade de apresentar o sistema na 48ª Exposição Internacional de Invenções de Genebra, realizada na Suíça em 2023, com apoio da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, a OMPI.

Patente verde acelera solução ambiental brasileira

A apresentação em Genebra deu visibilidade internacional a uma solução criada para lidar com resíduos presentes em cadeias de consumo, serviços automotivos, comércio e atividades industriais.

Embalagens plásticas contaminadas por óleo tendem a perder valor quando chegam à reciclagem convencional, porque podem exigir processos de lavagem, separação de contaminantes e controle ambiental mais complexos.

No modelo desenvolvido pelos brasileiros, a proposta técnica informada é retirar o contaminante sem transformar a limpeza em outro passivo ambiental associado à geração de efluentes.

Tecnologia brasileira recicla plástico contaminado sem gerar efluentes, vence prêmio latino-americano e chega a Genebra.
Tecnologia brasileira recicla plástico contaminado sem gerar efluentes, vence prêmio latino-americano e chega a Genebra.

A tecnologia vinculada à Eco Panplas foi descrita em materiais públicos como um sistema capaz de descontaminar e reciclar recipientes plásticos de lubrificantes sem utilizar água no processo.

Esse enquadramento ajuda a explicar a tramitação pelo programa Patentes Verdes, criado para priorizar pedidos relacionados a soluções ambientais dentro do INPI.

A modalidade contempla áreas como energia alternativa, gestão de resíduos, agricultura sustentável, transporte, conservação de recursos naturais e outras tecnologias associadas à redução de impactos ambientais.

Inovação brasileira ganha espaço em Genebra

A premiação também evidenciou o papel da propriedade industrial na proteção de soluções técnicas, já que o concurso avaliou invenções formalmente concedidas por institutos oficiais.

Com a patente, os inventores passaram a ter reconhecimento legal sobre o sistema, condição que pode apoiar negociações de licenciamento, parcerias comerciais e eventual ampliação de uso da tecnologia.

Além do sistema de reciclagem, o Brasil teve outro destaque no mesmo concurso, com uma invenção voltada à área de saúde neonatal.

A pesquisadora Nádia Rodrigues Mallet, da Fundação Oswaldo Cruz, recebeu reconhecimento por um dispositivo destinado à alimentação oral alternativa de recém-nascidos pré-termo e bebês considerados de risco.

A etapa final reuniu invenções de diferentes áreas, mas a tecnologia brasileira ligada ao plástico contaminado ficou em primeiro lugar na premiação divulgada pelo INPI.

O resultado associou um problema ambiental recorrente a uma solução técnica já protegida por patente, dentro de uma competição voltada à aplicação prática de invenções latino-americanas.

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Plástico contaminado e economia circular

O reaproveitamento de embalagens contaminadas se relaciona à economia circular, abordagem que busca manter materiais em uso por mais tempo e reduzir a extração de novos recursos naturais.

Nesse contexto, o resíduo deixa de ser tratado apenas como sobra de difícil destinação e passa a ser considerado matéria-prima potencial para retorno à cadeia produtiva.

A trajetória do invento mostra que uma demanda operacional da reciclagem pode originar tecnologia patenteada, especialmente quando há necessidade de tratar materiais contaminados sem ampliar impactos ambientais.

O ponto de partida foi um material de menor atratividade para recicladores convencionais; o desdobramento foi uma tecnologia brasileira premiada em competição regional e apresentada em um evento internacional de invenções.

Na exposição em Genebra, o projeto foi colocado diante de inventores, pesquisadores, empreendedores, investidores e instituições ligadas à inovação e à propriedade intelectual.

Para tecnologias verdes, esse tipo de participação pode ampliar contatos institucionais e comerciais, desde que haja interesse de parceiros e condições técnicas para aplicação em escala.

O caso também mostra como o registro de patente pode transformar conhecimento técnico em ativo protegido, com regras formais para exploração, reconhecimento de autoria e transferência de tecnologia.

Sem essa proteção, uma solução ambiental poderia circular apenas como prática técnica, mas teria menos instrumentos jurídicos para participação em concursos de invenções patenteadas e negociações de licenciamento.

A premiação do Prosul considerou originalidade técnica, proteção por propriedade industrial e potencial de gerar benefícios ambientais e econômicos, conforme os critérios divulgados pelo INPI.

No centro da história, está um resíduo cotidiano que recebeu novo destino por meio de pesquisa, engenharia aplicada e estratégia de proteção tecnológica.

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Luis Lotar
Luis Lotar
29/05/2026 06:51

O texto ficou muito longo e repetitivo….Mas faltou falar sobre o processo….

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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