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ONU e Papa Leão XIV reagem ao fim do acordo nuclear entre EUA e Rússia, levantando temores sobre nova corrida armamentista, risco de conflito global e um futuro do planeta cada vez mais instável

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 05/02/2026 às 19:31
Atualizado em 05/02/2026 às 19:32
O acordo nuclear entre EUA e Rússia termina, o New START perde força, a ONU alerta, a China recusa ampliar o pacto e a corrida armamentista volta ao radar, com pressão por verificação e novos limites.
O acordo nuclear entre EUA e Rússia termina, o New START perde força, a ONU alerta, a China recusa ampliar o pacto e a corrida armamentista volta ao radar, com pressão por verificação e novos limites.
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Com a expiração do acordo nuclear entre EUA e Rússia, o New START deixa de impor limites formais e a ONU alerta para o vazio regulatório. A China recusa ampliar negociações por ter arsenal menor. O temor é uma corrida armamentista sem verificação, com custos políticos imediatos no curto prazo.

O acordo nuclear entre EUA e Rússia expirou em 5 de fevereiro de 2026, encerrando um ciclo de limites formais entre as duas potências e deixando a diplomacia sob pressão. O New START, assinado em 2010, funcionava como referência central para previsibilidade estratégica e para o controle do discurso público sobre riscos.

A reação veio de fora do eixo militar. A ONU classificou o cenário como grave para a paz e segurança internacionais, e o papa Leão XIV pediu que EUA e Rússia retomem entendimento e evitem uma corrida armamentista. O efeito imediato é a dúvida sobre quem lidera o próximo desenho e onde a verificação volta a existir.

O que era o New START e o que muda com o fim

O New START estabelecia limites para os arsenais estratégicos de Estados Unidos e Rússia, com teto de 1.550 ogivas nucleares estratégicas.

Na prática, esse tipo de acordo cria previsibilidade porque reduz espaço para expansão rápida e facilita o monitoramento. Sem isso, o acordo nuclear entre EUA e Rússia deixa um vazio em que números, prazos e transparência passam a depender de decisões unilaterais.

O ponto técnico mais sensível é a perda de salvaguardas de verificação e de um regime claro de obrigações.

Mesmo antes da expiração, a confiança já estava sob tensão, e agora a ausência de um instrumento ativo aumenta a incerteza sobre planejamento militar, sinalização política e custos de escalada.

É nesse ambiente que a expressão corrida armamentista volta ao centro do debate, porque a lógica de resposta e contra resposta ganha velocidade.

ONU e o peso político de António Guterres na leitura do risco

A ONU enquadrou o encerramento do tratado como um marco negativo para paz e segurança internacionais.

António Guterres apontou que o fim do New START representa um momento grave, não por criar automaticamente um conflito, mas por remover um limite institucional que sustentava a estabilidade entre as duas maiores potências nucleares.

Na leitura da ONU, o risco relevante não é só o aumento de ogivas, mas a elevação do risco de uso e de erro de cálculo em cenários já tensionados.

O chamado para retorno à mesa de negociações aparece como tentativa de reconstruir um regime de controle com regras verificáveis, reduzindo a chance de uma corrida armamentista por falta de transparência e por competição de prestígio estratégico.

China no centro das conversas e a disputa sobre quem entra no próximo acordo

Com o New START encerrado, os Estados Unidos indicaram interesse em discutir um formato que inclua a China.

A lógica apresentada é ampliar o alcance do controle de armas e reduzir a assimetria de compromissos.

No entanto, a China não aceitou essa inclusão, citando o tamanho menor do seu arsenal em comparação com EUA e Rússia.

Essa divergência é um nó político e técnico ao mesmo tempo. Politicamente, envolve quem define a agenda e em que condições. Tecnicamente, envolve modelos de teto, contagem e verificação adequados a arsenais de escalas diferentes.

Sem um consenso sobre a participação da China, o acordo nuclear entre EUA e Rússia tende a ser substituído por arranjos parciais, o que aumenta o risco de corrida armamentista por falta de um padrão comum.

O pedido do papa Leão XIV e o espaço para mediação simbólica

O papa Leão XIV pediu, na véspera da expiração, que EUA e Rússia renovem entendimento e façam todo o possível para evitar uma nova corrida armamentista.

Em termos diplomáticos, esse tipo de intervenção não define cláusulas, mas pode reforçar custos reputacionais de uma escalada e apoiar a pressão por diálogo.

A utilidade prática dessa fala está em lembrar que o custo do impasse não é abstrato.

Quando o acordo nuclear entre EUA e Rússia desaparece, cresce a sensação de que o planeta entra numa fase mais instável, com disputas de poder mais difíceis de moderar.

A mensagem central é que segurança estratégica depende de limites e verificações, não apenas de promessas.

O que observar agora no curto prazo

O primeiro indicador é se haverá anúncio de postura oficial norte-americana, já que a Rússia sinalizou disposição para atuar sem limitações do tratado.

O segundo é se algum canal técnico de verificação será mantido por vias alternativas, mesmo que informalmente, para reduzir ruídos.

Nessa transição, New START vira referência histórica e também parâmetro de comparação do que foi perdido.

O terceiro indicador é a linguagem pública: quando termos como corrida armamentista passam a ser normalizados em comunicados, isso influencia orçamento, doutrina e expectativas.

A ONU tende a insistir em negociação, e a China seguirá como peça decisiva em qualquer arquitetura ampliada.

Sem um novo acordo nuclear entre EUA e Rússia, a estabilidade fica mais dependente de autocontenção e de sinais consistentes, justamente o que anda mais raro.

O fim do New START desloca o debate de controle de armas para um terreno mais opaco, em que confiança política e mecanismos de verificação deixam de ser garantias e viram disputa.

Com a ONU reforçando o alerta, a dinâmica de segurança passa a depender mais de sinais públicos e menos de regras estáveis.

Se o acordo nuclear entre EUA e Rússia deixasse de existir de novo no futuro, qual seria o primeiro efeito que você sentiria como mais perigoso, mais gastos militares, menos transparência ou mais risco de erro de cálculo? E que papel a China deveria ter para evitar corrida armamentista sem controle?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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