Alta rápida no preço do óleo de motor nos Estados Unidos expõe a dependência de fornecedores do Golfo Pérsico, pressiona a indústria automobilística e pode afetar motoristas que precisam fazer manutenção nos veículos
Preços do óleo de motor nos Estados Unidos avançam e pressionam a indústria automobilística, com alerta de escassez após danos a instalações no Oriente Médio e fechamento do Estreito de Ormuz.
Escassez ameaça óleos da indústria automobilística
Executivos afirmam que a falta pode obrigar consumidores a adiar a troca de óleo ou usar produtos de qualidade inferior. Holly Alfano, CEO da Independent Lubricant Manufacturers Association, disse à CNN que prevê escassez.
Ela afirmou que o alívio real pode levar cerca de um ano. A avaliação reforça a preocupação com produtos usados em veículos mais novos nos Estados Unidos.
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Tom Glenn, presidente e fundador da Petroleum Trends International, relatou três rodadas de aumentos em dois meses e meio. Segundo ele, algo assim é inédito desde que entrou no ramo, pela velocidade e pela magnitude.
Em um ano normal, produtores elevariam preços aos distribuidores entre 70 e 80 centavos de dólar por galão. Neste ano, alguns aumentos já chegaram a US$ 5 ou mais por galão para compras em grandes quantidades.
Cadeia global depende do Golfo Pérsico
Os reajustes são atribuídos ao encarecimento do petróleo bruto, óleos básicos, aditivos, transporte, embalagem e logística. A ILMA também alerta para escassez iminente de óleos de baixa viscosidade, incluindo 0W-16, 0W-8 e 0W-20.
O 0W-20 é descrito como o óleo lubrificante mais importante do mercado. Preferido para veículos mais novos, representou cerca de um terço da demanda total de óleo de motor para carros de passeio no ano passado.
A fragilidade aparece no Grupo III, óleo básico essencial na fabricação de lubrificantes. Segundo a ILMA, 44% desse insumo vem de apenas três produtores do Golfo Pérsico, afetados pela guerra e pelo fechamento de Ormuz.
Governo e setor buscam alternativas
A Pearl GTL, no Catar, maior planta GTL do mundo, foi atacada e seriamente danificada, deixando um fornecedor importante inoperante por tempo indeterminado. A ILMA informou que os EUA devem ficar sem petróleo bruto do Grupo III até junho.
Alfano disse que há relatos informais de escassez em partes dos Estados Unidos e que o setor conversa com o Departamento de Energia. A Casa Branca afirmou trabalhar com empresas para avaliar ações e decisões políticas.
A Valvoline informou ter fornecimento suficiente no curto prazo. O API acionou licenciamento provisório de emergência para fornecedores alternativos. Para Glenn, soluções podem incluir viscosidade maior, novos intervalos de troca e uso do Grupo II pela indústria automobilística.

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