O Senna Tower, em Balneário Camboriú, está usando uma tecnologia de fundação inédita no mundo: estacas do tipo Auger Caster que ultrapassam 40 metros de profundidade, com cerca de 5 metros cravados diretamente na rocha, apoiadas por uma megafuradeira de R$ 50 milhões e com aval técnico do engenheiro que projetou as fundações do Burj Khalifa.
Segundo o portal ndmais, a construção do Senna Tower, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, acaba de revelar uma etapa que coloca o empreendimento em um patamar técnico comparável aos maiores arranha-céus do mundo. A fundação do Senna Tower utiliza uma tecnologia inédita no planeta: estacas do tipo Auger Caster que ultrapassam 40 metros de profundidade, com aproximadamente 5 metros cravados diretamente em um maciço rochoso considerado um dos mais rígidos da Terra. A solução foi projetada após quatro anos de estudos técnicos e envolveu especialistas nacionais e internacionais em projetos de supertalls.
O time reunido para a fundação do Senna Tower inclui nomes que assinaram alguns dos edifícios mais icônicos do planeta: Harry Poulos, da Tetra Tech, que atuou no Burj Khalifa e no Dubai Tower; Fatih Yalniz, responsável pelo 111 West 57th Street o arranha-céu mais esbelto de Nova York; e Ricardo Born, referência brasileira em projetos de fundações para edifícios de grande altura. E como apoio a essa etapa, a obra conta com uma megafuradeira avaliada em mais de R$ 50 milhões, equipamento que permite perfuração e concretagem simultâneas.
O que torna a fundação do Senna Tower inédita no mundo

O terreno onde o Senna Tower está sendo construído apresenta uma condição geológica extrema: um maciço rochoso de dureza excepcional logo abaixo da superfície.
-
Trump assina decretos para criar computador quântico e preparar sistemas dos Estados Unidos contra ataques capazes de quebrar criptografias atuais
-
O que parecia impossível acaba de avançar: cientistas desenvolvem fotossíntese artificial sem baterias que utiliza apenas luz solar para gerar energia química, reduzindo a dependência de componentes eletrônicos e ampliando o potencial de tecnologias limpas
-
Adeus fotos velhas: função pouco conhecida do Gemini usa IA para restaurar imagens antigas em segundos, corrigindo rasgos, manchas, áreas borradas e cores desbotadas com um prompt profissional baseado em 6 etapas de recuperação
-
Jovem brasileiro criou filtro contra microplásticos, ganhou bolsa para estudar na China e levou invenção para melhorar a qualidade da água no Sul do país
A solução desenvolvida para o Senna Tower utiliza estacas Auger Caster um tipo de estaca que combina perfuração por hélice contínua com cravação direta na rocha, algo que nunca havia sido feito antes para um edifício desse porte.
Cada estaca ultrapassa 40 metros de profundidade, dos quais cerca de 5 metros são perfurados e cravados diretamente no maciço rochoso.
Segundo Stéphane Domeneghini, diretora-executiva da Talls Solutions e responsável técnica pelo projeto do Senna Tower, as estacas Auger Caster oferecem um nível de segurança superior por serem mais monitoradas durante a execução, ao longo da construção e durante a vida útil do edifício.
Sensores avançados acompanham em tempo real o comportamento das estacas e dos materiais, ampliando o controle técnico em todas as fases da obra do Senna Tower.
A megafuradeira de R$ 50 milhões que perfura e concreta ao mesmo tempo para o Senna Tower
Para executar as estacas que sustentam o Senna Tower, a obra conta com um equipamento à altura do desafio: uma megafuradeira de grande porte avaliada em mais de R$ 50 milhões, com tecnologia de hélice contínua que permite perfuração e concretagem simultâneas.
Na prática, isso significa que enquanto a broca avança pelo solo e penetra na rocha, o concreto já está sendo injetado atrás dela eliminando o risco de desmoronamento do furo e aumentando a produtividade da operação.
Além da eficiência, a tecnologia utilizada no Senna Tower busca reduzir impactos no entorno. As estacas são consideradas menos poluentes e mais ágeis que métodos tradicionais, além de causarem menor interferência na vizinhança um fator relevante em Balneário Camboriú, onde a obra está cercada por edifícios residenciais e áreas comerciais movimentadas.
Mesmo diante da grande quantidade de estacas necessárias para sustentar a estrutura, o processo é projetado para minimizar ruído, vibração e poeira.
Do Burj Khalifa ao Senna Tower: os engenheiros por trás da fundação em Balneário Camboriú
O projeto de fundação do Senna Tower tem aval técnico de Harry Poulos, engenheiro da Tetra Tech que já atuou em empreendimentos como o Burj Khalifa, nos Emirados Árabes Unidos, e o Dubai Tower, em Doha, no Catar dois dos edifícios mais altos e complexos já construídos.
O design da solução de fundação é assinado por Ricardo Born, referência brasileira em projetos de fundações para arranha-céus.
O desenvolvimento estrutural do Senna Tower leva a assinatura de Fatih Yalniz, o engenheiro responsável pelo 111 West 57th Street, em Manhattan conhecido como o arranha-céu mais esbelto do mundo, com uma relação altura-largura que desafia as leis da física.
Já a tecnologia de concreto foi desenvolvida por Prudencio, da Prudencio e Weidman, especialista em soluções para concretos de alta complexidade em edifícios de grande altura.
“Para um empreendimento único como o Senna Tower, reunimos parceiros nacionais e a maior referência global no assunto”, afirmou Jean Graciola, presidente da FG Empreendimentos.
Quatro anos de estudos para resolver um problema que nenhum outro edifício enfrentou
A fundação do Senna Tower não foi projetada em semanas foram necessários cerca de quatro anos de estudos técnicos para analisar equipamentos, fornecedores e métodos construtivos capazes de atender às exigências de um edifício desse porte sobre uma rocha dessa rigidez.
O resultado é uma solução que, segundo a equipe técnica, não tem paralelo em nenhum outro canteiro de obras no mundo.
O Senna Tower não é apenas mais um edifício alto é um projeto que exigiu a criação de uma solução de engenharia específica para o seu terreno, envolvendo profissionais que assinaram os edifícios mais emblemáticos do planeta.
Quando a única forma de resolver um problema é inventar a solução, o nível de complexidade do Senna Tower fica claro: estacas que não existiam, equipamentos de R$ 50 milhões, engenheiros do Burj Khalifa e quatro anos de pesquisa tudo para que o edifício fique de pé sobre uma das rochas mais duras do mundo, em Balneário Camboriú.
O Senna Tower e a fundação que precisou ser inventada
A etapa de fundação do Senna Tower é, por si só, um marco de engenharia: estacas inéditas de 40 metros cravadas em rocha de rigidez extrema, megafuradeira de R$ 50 milhões, monitoramento por sensores em tempo real e uma equipe técnica que inclui os nomes por trás do Burj Khalifa e do arranha-céu mais esbelto de Nova York.
Tudo isso em Balneário Camboriú, no litoral catarinense uma cidade que já tinha os edifícios mais altos do Brasil e agora abriga uma tecnologia de fundação que não existe em nenhum outro lugar do planeta.
O Senna Tower ainda está nas fases iniciais, mas o que já foi feito debaixo da terra impressiona mais do que muitos edifícios prontos. A pergunta agora é: o que vai surgir acima dela?
Você acompanha a construção do Senna Tower? O que acha de Balneário Camboriú usar a mesma equipe técnica do Burj Khalifa? E faz sentido investir R$ 50 milhões só na furadeira? Deixe sua opinião nos comentários.

