O porta-aviões nuclear USS Nimitz, o mais antigo ainda em operação no mundo, está cruzando a costa do Brasil durante a operação Southern Seas 2026. Comissionado em 1975, o navio realizou exercícios conjuntos com a Marinha do Brasil ao largo do Rio de Janeiro entre 11 e 14 de maio. Segundo informações do portal Naval, dois aviões C-2A Greyhound de apoio logístico pousaram em Salvador no dia 17 e seguiram para Fortaleza na manhã seguinte, acompanhando o deslocamento do porta-aviões rumo ao norte. A passagem pelo Brasil é uma das etapas finais da carreira operacional do Nimitz.
O porta-aviões nuclear mais antigo ainda em serviço na Marinha dos Estados Unidos está navegando pela costa brasileira em uma das últimas missões de sua carreira de 51 anos. O USS Nimitz, designação CVN-68, chegou ao Rio de Janeiro no início de maio para participar da fase brasileira da operação Southern Seas 2026, exercício de cooperação naval que envolveu treinamentos conjuntos com a Marinha do Brasil. Dois aviões C-2A Greyhound da Marinha americana fizeram escala em Salvador na tarde de 17 de maio e seguiram para Fortaleza na manhã seguinte, cumprindo a função logística de transporte de pessoal, peças e cargas prioritárias entre bases em terra e o porta-aviões no mar.
O deslocamento do porta-aviões pela costa brasileira marca uma das últimas etapas operacionais de um navio que está sendo gradualmente substituído pelos porta-aviões da classe Gerald R. Ford. O Nimitz foi comissionado em 1975 e opera há mais de cinco décadas, tendo participado de conflitos, operações humanitárias e exercícios em todos os oceanos do planeta. A passagem pelo Brasil é parte de uma viagem mais ampla pela América do Sul antes da aposentadoria definitiva do navio.
O que o porta-aviões USS Nimitz fez no Rio de Janeiro

Entre os dias 11 e 14 de maio, o grupo naval do porta-aviões realizou exercícios conjuntos com a Marinha do Brasil ao largo do Rio de Janeiro. A Embaixada dos Estados Unidos informou que o objetivo das atividades foi fortalecer a interoperabilidade e a cooperação marítima bilateral entre as duas marinhas, testando comunicações, manobras coordenadas e procedimentos operacionais em cenários simulados.
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O porta-aviões Nimitz não chegou sozinho: ele lidera um grupo de ataque que inclui cruzadores, destroieres, submarinos e embarcações de apoio logístico. A presença de um grupo naval dessa magnitude na costa brasileira é rara e reflete a importância que os Estados Unidos atribuem à parceria com o Brasil no Atlântico Sul. Após as atividades no Rio, o porta-aviões seguiu rumo ao norte, acompanhado pelos aviões de apoio que pousaram em Salvador e Fortaleza.
Os aviões C-2A Greyhound que pousaram em Salvador e Fortaleza
Os dois aviões que fizeram escala em aeroportos brasileiros são C-2A Greyhound, aeronaves bimotoras turboélice fabricadas pela Northrop Grumman e projetadas especificamente para operar a partir de porta-aviões. A função dos Greyhound é conhecida como COD, sigla para Carrier Onboard Delivery: eles transportam pessoal, peças de reposição, correspondência, cargas prioritárias e itens urgentes entre bases em terra e o navio no mar.
Os aviões pousaram em Salvador na tarde de 17 de maio, vindos do Rio de Janeiro, e seguiram para Fortaleza na manhã do dia 18. O deslocamento acompanha o movimento do porta-aviões pela costa e garante que componentes essenciais cheguem ao navio sem depender exclusivamente do apoio marítimo. O C-2A é derivado do E-2 Hawkeye, aeronave de vigilância aérea, e é capaz de pousar e decolar do convés do porta-aviões usando catapultas e cabos de detenção.
A história do porta-aviões mais antigo do mundo em operação
O USS Nimitz foi o primeiro porta-aviões da classe que leva seu nome, uma série de dez navios nucleares que formou a espinha dorsal da Marinha dos Estados Unidos durante a Guerra Fria e as décadas seguintes. Comissionado em 3 de maio de 1975, o porta-aviões tem 332 metros de comprimento, desloca 100 mil toneladas e transporta mais de 60 aeronaves de combate, incluindo caças F/A-18 Super Hornet, helicópteros e aeronaves de vigilância.
Ao longo de 51 anos de serviço, o porta-aviões participou de operações no Golfo Pérsico, no Oceano Índico, no Pacífico e no Atlântico. O navio é propulsionado por dois reatores nucleares que lhe conferem autonomia praticamente ilimitada, precisando reabastecer apenas os aviões e os suprimentos da tripulação de mais de 5 mil pessoas. A carreira do Nimitz se encerra em meio à entrada em operação dos porta-aviões da classe Gerald R. Ford, que representam a nova geração de navios de guerra americanos.
O que a passagem do porta-aviões significa para o Brasil
A visita do porta-aviões ao Brasil não é apenas um gesto diplomático: é uma demonstração de capacidade militar e de alcance estratégico. A operação Southern Seas é realizada anualmente pelo Comando Sul dos Estados Unidos e visa fortalecer parcerias com marinhas de toda a América do Sul e Central, e a inclusão do Nimitz na edição de 2026 eleva o perfil da operação por se tratar do último desdobramento do navio mais icônico da frota americana.
Para a Marinha do Brasil, os exercícios conjuntos com um grupo de ataque de porta-aviões representam uma oportunidade de treinar procedimentos de interoperabilidade que não são possíveis em exercícios isolados. O nível de complexidade operacional de um porta-aviões nuclear, com dezenas de aeronaves, sistemas de defesa antiaérea e capacidade de comando e controle, exige coordenação que nenhum simulador consegue reproduzir. A passagem do Nimitz por Salvador e Fortaleza pode ter sido silenciosa para a maioria dos brasileiros, mas para as marinhas dos dois países, foi uma operação de alto valor estratégico.
Você sabia que o porta-aviões nuclear mais antigo do mundo está navegando pela costa do Brasil? O que mais impressiona: os 51 anos de serviço, o tamanho de 332 metros ou o fato de dois aviões militares americanos terem pousado em Salvador e Fortaleza? Conta nos comentários.

Bom final de dia então está perto de aposentar e virar sucata,espero que o governo brasileiro não compre se comprar vai ter