O Nou Mestalla, considerado o maior estádio fantasma do mundo, entrou em fase inédita de construção nos últimos dias. O Valencia divulgou imagens que mostram a instalação dos andaimes auxiliares para a cobertura das arquibancadas de 70 mil lugares, a montagem de torres de escada e o avanço na fachada do estádio que ficou abandonado por quase 15 anos. As obras foram paralisadas em 2009 por uma crise financeira que deixou o clube com dívidas superiores a R$ 2 bilhões, e agora o novo prazo é concluir tudo em 2027, Segundo o NSC, para receber jogos da Copa do Mundo de 2030.
O maior estádio fantasma do mundo está finalmente deixando de ser fantasma. O Valencia CF começou a instalar a cobertura das arquibancadas de 70 mil lugares, as torres de escada e a fachada do Nou Mestalla, estrutura que ficou abandonada como um esqueleto de concreto desde 2009, quando uma crise financeira paralisou as obras e transformou o que seria “um dos estádios mais modernos do mundo” em monumento ao fracasso. Agora, 16 anos depois, as imagens divulgadas pelo clube mostram que a construção entrou em etapa que nunca havia sido alcançada.
O objetivo é entregar o estádio em 2027 para que o Nou Mestalla receba jogos da Copa do Mundo de 2030. A Espanha é uma das sedes do torneio junto com Portugal e Marrocos, e Valencia precisa de um estádio à altura para justificar sua inclusão entre as cidades-sede. O atual Mestalla, inaugurado em 1923, tem capacidade limitada e não atende aos requisitos da Fifa para uma Copa, o que torna a conclusão do Nou Mestalla condição para que a cidade participe do evento.
O que está sendo feito agora no maior estádio fantasma do mundo

imagem: Lázaro de La Peña, Valencia
As empresas Horta Coslada e Pfeifer avançaram na montagem dos andaimes auxiliares para a instalação dos cabos de tração em anel, sistema que sustentará a cobertura das arquibancadas. As estruturas de proteção para as arquibancadas onde os cabos radiais serão instalados já estão posicionadas, e o clube informou que o trabalho na fachada e nas torres de escada progride em ritmo acelerado: quatro torres das seções Norte e Leste já foram instaladas.
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imagem: Lázaro de La Peña, Valencia
O sistema de sustentação da cobertura usa uma tecnologia chamada “ninho de pássaro”, estrutura em cada pilar que tensiona e estende os cabos de aço que sustentarão o telhado. É a mesma lógica estrutural usada em estádios modernos como o Allianz Arena (Munique) e o Estádio Olímpico de Pequim, adaptada ao projeto do Nou Mestalla que foi desenhado para ser um dos mais avançados da Europa quando as obras começaram em 2007.
A história do maior estádio fantasma do mundo: de sonho a ruína

O Valencia planejou o Nou Mestalla como um estádio de 70 mil lugares que substituiria o centenário Mestalla e posicionaria o clube entre os grandes da Europa em infraestrutura. As obras começaram em 2007, durante um período de euforia econômica na Espanha, com orçamento estimado em centenas de milhões de euros e previsão de entrega em 2009. O esqueleto de concreto subiu rápido: arquibancadas, pilares e estrutura principal ficaram prontos antes do colapso.
Em 2009, a crise financeira global atingiu o Valencia em cheio. O clube acumulou dívidas de mais de R$ 2 bilhões e teve um empréstimo de R$ 550 milhões negado, forçando a paralisação das obras quando faltava a cobertura, a fachada, as instalações internas e todo o acabamento. O Nou Mestalla ficou abandonado por quase 15 anos, exposto ao tempo, ao vandalismo e à vegetação que começou a crescer entre as arquibancadas de concreto. O estádio virou atração turística involuntária e ganhou o título de maior estádio fantasma do mundo.
A Copa do Mundo de 2030 como motor da retomada
A candidatura conjunta de Espanha, Portugal e Marrocos para sediar a Copa do Mundo de 2030 foi o fator que reativou as obras do Nou Mestalla. Valencia é uma das cidades espanholas incluídas no plano de sedes, mas a Fifa exige estádios que atendam requisitos de capacidade, segurança, acessibilidade e cobertura que o atual Mestalla não cumpre. Sem o Nou Mestalla pronto, a cidade perde o direito de receber jogos.
O prazo de conclusão em 2027 dá margem de três anos antes da Copa, tempo que a Fifa considera mínimo para homologação e testes operacionais. Se o Valencia cumprir o cronograma, o Nou Mestalla será o estádio com a história de construção mais longa entre as sedes da Copa de 2030, tendo levado 20 anos entre o início das obras (2007) e a entrega. A pressão é dupla: o clube precisa do estádio para competir comercialmente na Europa, e a cidade precisa dele para a Copa.
Os desafios que restam até 2027
Instalar a cobertura e a fachada é a parte mais visível das obras, mas o que falta vai além da estrutura externa. O interior do estádio precisa de instalações elétricas e hidráulicas completas, sistemas de iluminação, gramado, camarotes, salas de imprensa, vestiários e toda a infraestrutura de acessibilidade que a Fifa exige para uma Copa do Mundo. São milhares de itens que precisam ser executados, testados e aprovados em menos de três anos.
O financiamento continua sendo a questão mais delicada. O Valencia enfrentou décadas de instabilidade financeira, e a retomada das obras depende de investimento que o clube nem sempre consegue garantir com receitas próprias. A venda de naming rights (direito de nome do estádio), parcerias com o governo regional da Comunidade Valenciana e potenciais investidores privados são caminhos que o clube explora para viabilizar os custos restantes da construção.
O que o Nou Mestalla significará para o Valencia e para a cidade
Se concluído, o Nou Mestalla será um estádio de 70 mil lugares em uma das maiores cidades da Espanha, com cobertura moderna, instalações de primeiro nível e localização urbana que permite acesso fácil por transporte público. Para o Valencia CF, que disputa a La Liga e competições europeias, o novo estádio representa salto de receita com matchday, camarotes corporativos, eventos e naming rights que o Mestalla centenário não consegue gerar.
Para a cidade de Valencia, o estádio é questão de orgulho e pragmatismo. O maior estádio fantasma do mundo virou símbolo de vergonha urbana, terreno desperdiçado no coração da cidade que poderia abrigar moradia, comércio ou espaços públicos. Terminá-lo resolve o problema urbanístico e posiciona Valencia como sede de Copa do Mundo, com toda a visibilidade e investimento em infraestrutura que isso atrai.
Você acha que o Valencia vai conseguir terminar o Nou Mestalla a tempo da Copa de 2030, ou o maior estádio fantasma do mundo vai continuar sendo fantasma? Conte nos comentários se conhece outros estádios abandonados e o que pensa sobre um clube levar 20 anos para construir sua casa.

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