O iFood passou a usar drones para entregas em Barueri, na Grande São Paulo. As aeronaves, fabricadas pela Speedbird Aero, ligam o shopping Iguatemi Alphaville a um condomínio fechado, cruzando 3,6 km em cinco minutos para driblar trânsito, filas e portarias e reduzir o tempo das entregas na região.
O iFood começou a usar drones em entregas no Brasil. A operação foi iniciada nesta segunda-feira (1º de junho) em Barueri, na Grande São Paulo, e nasce com um objetivo claro: driblar o trânsito, as filas e a demora nas portarias dos condomínios fechados, gargalos que travam o delivery em regiões de difícil acesso como Alphaville.
Na prática, os drones ligam o Shopping Iguatemi Alphaville, em Barueri, a um condomínio da região, percorrendo um trecho aéreo de 3,6 quilômetros em cerca de cinco minutos. As aeronaves foram desenvolvidas pela brasileira Speedbird Aero e funcionam de forma integrada a robôs e entregadores, em um modelo que a companhia chama de multimodal.
Como funciona a entrega por drone do iFood

O processo é dividido em etapas. Tudo começa dentro do shopping, onde um mensageiro ou a robô autônoma ADA recolhe o pedido nos restaurantes e leva até a base de decolagem. Em seguida, o drone faz o voo de 3,6 km em cinco minutos até o condomínio, onde pousa em uma base própria do iFood. A partir daí, um entregador parceiro assume a última etapa e leva a refeição até a porta do cliente.
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São duas aeronaves disponíveis para o trajeto, que podem voar ao mesmo tempo, com operação diária das 10h30 às 22h30. O consumidor acompanha o pedido pelo aplicativo da mesma forma que faz com as entregas feitas por motoboy. Segundo o iFood, o modelo não substitui o trabalho humano: a ideia é que o drone amplie as rotas possíveis e melhore a produtividade justamente em áreas complexas, mantendo o entregador como peça central.
Por que o iFood escolheu Alphaville e Barueri

A escolha de Alphaville, região de condomínios fechados de alto padrão em Barueri, está ligada ao que a empresa chama de “rotas de rejeição”, áreas com alta recusa por parte dos entregadores. No caso, quase metade dos pedidos destinados à localidade era recusada, em boa parte por causa da complexidade de acesso e do tempo perdido nas portarias. O drone “salta” esse gargalo e entrega o pacote direto a um entregador que já está dentro do condomínio.
O primeiro residencial atendido é o Alphaville Residencial Zero, que tem cerca de 2,5 mil moradores. Segundo a diretora sênior de Logística do iFood, Mariana Werneck, a tecnologia entra para complementar o trabalho dos entregadores, e não para tirar seu lugar. A companhia afirma ainda que a mudança não deve gerar perda de renda aos profissionais, já que o tempo antes gasto esperando liberação na portaria tende a ser compensado por um volume maior de entregas disponíveis na área. É também a primeira rota de delivery do país autorizada a sobrevoar áreas residenciais.
Os drones da Speedbird Aero: o que eles fazem
As aeronaves são fabricadas pela Speedbird Aero, empresa brasileira parceira do iFood desde 2020. Cada drone transporta cargas de até 5 kg, voa a até 50 km/h e a uma altitude de 60 metros, suportando ventos de até 55 km/h e chuva leve, de até 5 mm por hora. Para emergências, os equipamentos contam com paraquedas, além de GPS e monitoramento remoto em tempo real.
A operação tem certificações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). A Anac, inclusive, autorizou a Speedbird Aero a atuar em regiões com densidade de até 5 mil habitantes por quilômetro quadrado. Curiosamente, os voos não são comandados localmente: o controle das aeronaves fica em um centro de operações em Franca, no interior de São Paulo, a quase 400 km de Barueri.
De Aracaju a São Paulo: a aposta do iFood em drones
Barueri não é o primeiro endereço da tecnologia. O iFood já opera com drones em Aracaju, em Sergipe, onde as aeronaves ligam um shopping ao município de Barra dos Coqueiros em um voo de cerca de 4 km feito em poucos minutos. Lá, segundo a empresa, alguns restaurantes chegaram a aumentar em até 50% o número de entregas, à medida que o serviço destravou oferta e demanda.
É esse histórico que sustenta a expansão para a Grande São Paulo, vista como um teste em uma região muito mais populosa e com condomínios de difícil acesso. A expectativa da companhia é levar o modelo a outros residenciais de Barueri e de Alphaville, ampliando aos poucos a malha de drones conforme a operação se mostrar viável em escala.
A chegada dos drones do iFood a Alphaville abre uma discussão que vai além da pizza que chega mais rápido: entregas pelo ar são o futuro do delivery ou só uma solução de nicho para bairros de alto padrão?
Conte nos comentários se você gostaria de receber seu pedido por drone e se confia nesse tipo de operação sobrevoando áreas residenciais.

Engraçado o ifood não está vendendo nada em feira de santana. Zero pedido ja faz um mês e agora vai usar drone para entrega? Só se for por ai pq muitos aqui já faliu não tem vendas . O 99fod deveria chegar logo. Acho legal entrega assim. Deveria sim ser usada