Com produção média próxima de 4,9 milhões de BOE por dia, o Brasil estabelece um novo recorde nacional em 2025, ampliando a capacidade de exportação e acelerando o superávit da conta-petróleo
A conta-petróleo do Brasil atingiu um patamar histórico em 2025 e consolidou o país como um dos principais protagonistas do mercado global de energia. De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o saldo entre exportações e importações de petróleo, derivados e gás natural alcançou US$ 29,99 bilhões no ano passado, o melhor resultado já registrado. O desempenho representa um crescimento de 3,57% em relação a 2024, quando o saldo havia sido de US$ 28,95 bilhões.
Com o resultado de 2025, a soma da conta-petróleo dos últimos três anos chega a US$ 83,77 bilhões, considerando também os saldos de 2024 e 2023, que foi de US$ 24,83 bilhões. Esse montante evidencia uma mudança significativa na balança energética brasileira. Em comparação, nos quatro anos do governo anterior, o total acumulado foi de US$ 50,23 bilhões, o que significa que o desempenho recente representa um aumento de 66,8% em relação ao período anterior.
O avanço expressivo da conta-petróleo está diretamente ligado ao forte crescimento da produção nacional de petróleo e gás natural. Segundo a ANP, o Brasil bateu recorde histórico em 2025, com uma produção média de 4,897 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, um aumento de 13% em relação ao ano anterior. O crescimento reflete a maturidade dos campos do pré-sal e a entrada em operação de novas unidades produtivas, especialmente na Bacia de Santos.
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Avanço na conta-petróleo nos últimos anos
Agora, a produção de petróleo avançou 12% na comparação com 2024, atingindo uma média de 3,770 milhões de barris por dia. Já a extração de gás natural teve um crescimento ainda mais expressivo, de 17%, alcançando 179 milhões de metros cúbicos por dia, volume também recorde na série histórica. Esses números reforçam a importância estratégica do setor para a economia brasileira, tanto no abastecimento interno quanto na geração de divisas.
Enquanto isso, o mês de dezembro marcou um feito inédito para a indústria nacional. Pela primeira vez, a produção diária de petróleo superou a marca de 4 milhões de barris. Foram 4,015 milhões de barris produzidos por dia no último mês de 2025, um crescimento de 6,4% em relação a novembro e de 17% na comparação com dezembro de 2024. O desempenho consolidou o país em um novo patamar produtivo e ampliou sua capacidade de exportação.

Grande parte desse resultado veio do pré-sal, responsável por cerca de 80% de toda a produção nacional. No período, os campos de Tupi, Búzios e Mero responderam por 56% desse volume, confirmando a relevância dessas áreas para a estratégia energética do país.
Já as produções do pós-sal e terrestre representaram, respectivamente, 15% e 5% do total, segundo informações do Valor Econômico. A Petrobras, atuando sozinha ou em consórcio com outras empresas, manteve sua posição dominante no setor, sendo responsável por aproximadamente 90% da produção nacional.
Ao longo de 2025, a Petrobras colocou em operação importantes unidades de produção. Entraram em funcionamento os navios-plataformas Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, e Alexandre de Gusmão, no campo de Mero. A estatal também iniciou a produção da plataforma P-78, igualmente em Búzios, no último dia do ano. Além disso, a norueguesa Equinor deu início à produção no campo de Bacalhau, também localizado na Bacia de Santos, ampliando a participação de empresas internacionais no desenvolvimento do pré-sal.
Principal commodity de exportação do país
Por fim, o crescimento acelerado da produção transformou o petróleo na principal commodity exportada pelo Brasil pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, as exportações do setor somaram US$ 44,6 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 233 bilhões. Esse desempenho foi determinante para que a conta-petróleo alcançasse quase US$ 30 bilhões no ano, conforme dados da ANP, reforçando o peso do setor energético na balança comercial brasileira.
No recorte por empresas, a Petrobras produziu, em dezembro, 2,459 milhões de barris por dia de petróleo, contra 2,089 milhões de barris no mesmo mês de 2024. A Shell, segunda maior produtora do país, também apresentou crescimento, com 408,135 mil barris diários em dezembro, ante 387,811 mil barris um ano antes. Os números, divulgados por veículos como IstoÉ, O Globo, Valor Econômico e InfoMoney, confirmam o momento de forte expansão da indústria petrolífera brasileira.

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