Missão NISAR promete imagens inéditas do planeta e dados gratuitos para monitorar clima, agricultura e desastres naturais
A NASA lança satélite para observar a Terra em parceria com a Índia nesta quarta-feira (30), em um marco de cooperação espacial internacional. A missão NISAR, desenvolvida com a ISRO, coloca em órbita um dos satélites mais avançados já criados para monitoramento ambiental e geológico.
O lançamento ocorreu no Centro Espacial Satish Dhawan, na Índia, com sucesso confirmado às 9h10 (horário de Brasília). O NISAR agora orbita o planeta a cada 97 minutos, pronto para captar dados cruciais sobre solos, geleiras, florestas e desastres naturais — com acesso gratuito ao público.
Satélite NISAR promete revolução no monitoramento da Terra

Com peso de 2.392 kg e custo estimado em US$ 1,5 bilhão, o NISAR foi planejado ao longo de 10 anos de colaboração entre NASA e ISRO. Seu diferencial é o uso simultâneo de duas bandas de radar (L e S), o que melhora a precisão das imagens e amplia a capacidade de análise em vegetações densas, calotas polares e áreas agrícolas.
-
China não encontrou caminhão elétrico adequado para mineração, encomendou um do zero, lançou veículo de 140 toneladas com bateria de 770 kWh trocável em 4 minutos e já opera 290 unidades na maior mina de zinco de Xinjiang
-
Meta prepara o Arena, novo aplicativo de previsões que pode usar pontos, aproveitar 3,56 bilhões de usuários e entrar na disputa direta com Polymarket e Kalshi
-
Cientista desafia uma das teorias mais famosas sobre a evolução humana e afirma que o Homo sapiens não passou por uma revolução repentina, mas por milhares de anos de mudanças graduais
-
Aos 15 anos, uma americana construiu um gerador oceânico com cano de PVC e hélice de impressora 3D por R$ 61, ganhou um prêmio nacional, apresentou o projeto na Casa Branca e entrou na lista Forbes 30 Under 30
Segundo a NASA, o objetivo principal é entender processos ambientais críticos: deslocamento de placas tectônicas, derretimento de geleiras, mudanças em lençóis freáticos, umidade do solo e impactos de desastres naturais. Os dados serão acessíveis de forma aberta, permitindo que governos, cientistas e agricultores usem as informações em tempo real.
Como o NISAR vai impactar o dia a dia das pessoas

Um dos maiores ganhos está na agricultura. O radar do satélite consegue detectar a umidade do solo mesmo em dias nublados ou à noite. Isso permite melhorar o uso da água, reduzir perdas e aumentar a produtividade em regiões agrícolas do mundo todo, inclusive no Brasil.
Em áreas urbanas e de risco, o NISAR poderá detectar rebaixamento do solo, falhas geológicas e sinais de deslizamentos ou terremotos, com precisão de centímetros. Isso reforça as estratégias de defesa civil, salvando vidas e reduzindo prejuízos em situações de emergência.
Além disso, o satélite vai monitorar o avanço do degelo na Antártida e no Ártico, erosões costeiras, queimadas e até vazamentos de óleo no oceano — dados essenciais para políticas de preservação ambiental e combate às mudanças climáticas.
Cooperação internacional e acesso gratuito aos dados
A missão NISAR é considerada uma das mais caras e tecnicamente avançadas já realizadas em conjunto por Estados Unidos e Índia. O investimento representa a aposta das duas potências na ciência aberta e no uso de tecnologia espacial para enfrentar desafios globais.
As primeiras imagens e relatórios estarão disponíveis nos sites da NASA e da ISRO nos próximos dias. A expectativa é que o NISAR se torne referência em satélites de observação da Terra, ajudando a prevenir tragédias, orientar políticas públicas e promover o uso sustentável dos recursos naturais.
Você acha que o Brasil deveria investir mais em satélites de monitoramento como o NISAR? Deixe sua opinião nos comentários.
