Nova formulação desenvolvida por cientistas de Waterloo sugere que a inflação cósmica pode nascer diretamente da gravidade quântica quadrática, sem componentes adicionados manualmente, e ainda gerar previsões observáveis sobre ondas gravitacionais primordiais ligadas aos primeiros instantes do universo.
Uma teoria de gravidade quadrática indica que a expansão do Big Bang pode surgir da gravidade quântica, sem peças extras, em estudo de Waterloo publicado na Physical Review Letters.
Gravidade quadrática propõe nova leitura para o Big Bang
O trabalho, “Ultraviolet completion of the Big Bang in quadratic gravity”, foi desenvolvido por cientistas da Universidade de Waterloo e enfrenta um limite da relatividade geral: sua perda de validade nas condições extremas do nascimento do universo.
A equipe foi liderada por Niayesh Afshordi, professor de física e astronomia da Universidade de Waterloo e do Instituto Perimeter. O grupo investigou como combinar gravidade e física quântica, área que descreve o comportamento das partículas.
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A proposta usa a Gravidade Quântica Quadrática, apresentada como consistente em energias altas, semelhantes às dos primeiros momentos do Big Bang.
Inflação surge sem ingredientes adicionados
Em muitos modelos, a explicação para o início do universo parte da gravidade de Einstein e inclui componentes acrescentados manualmente. Na nova formulação, a rápida expansão inicial aparece como resultado natural de uma teoria quântica da gravidade.
Essa fase de crescimento acelerado, conhecida como inflação, ajuda a explicar por que o universo apresenta as características observadas hoje. Para os pesquisadores, ela emerge da estrutura gravitacional, sem peças externas.
Afshordi afirmou que o crescimento explosivo inicial pode vir diretamente de uma teoria mais profunda da gravidade. A interpretação desloca o foco de ajustes sobre a teoria de Einstein para energias elevadas.
Ondas gravitacionais podem testar o modelo
O modelo prevê uma quantidade mínima de ondas gravitacionais primordiais, ondulações na geometria do espaço-tempo geradas nos primeiros instantes após o Big Bang. Esses sinais poderiam ser procurados em experimentos futuros.
Afshordi destacou que, apesar de lidar com energias extremamente altas, a teoria produz previsões claras que experimentos atuais podem verificar. Essa conexão entre gravidade quântica e dados observáveis é apontada como rara.
O avanço ocorre em momento de maior precisão na cosmologia. Levantamentos de galáxias, radiação cósmica de fundo em micro-ondas e detectores de ondas gravitacionais ganham sensibilidade para testar ideias teóricas.
Ruolin Liu e Jerome Quintin também participaram da pesquisa. A equipe pretende refinar previsões e conectar a estrutura à física de partículas.
Comente o que achou desta abordagem sobre o Big Bang e se previsões testáveis tornam a gravidade quântica mais próxima da observação. Sua opinião também pode ampliar o debate sobre cosmologia, universo primordial e os limites das teorias atuais para leitores curiosos.
O estudo está disponível em Physical Review Letters (2026), publicado no dia 18 de março de 2026.

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