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Tempo de leitura 6 min de leitura Comentários 3 comentários

Nova lista mostra mais de 50 celulares compatíveis com Starlink sem antena: conexão direta com satélites em órbita baixa, alcance em áreas sem sinal, suporte inicial a SMS e emergência e previsão de internet móvel global

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 05/04/2026 às 21:59
Atualizado em 05/04/2026 às 22:01
Celulares já se conectam a satélites sem antena. Veja como funciona a tecnologia da Starlink e quando chega ao Brasil.
Celulares já se conectam a satélites sem antena. Veja como funciona a tecnologia da Starlink e quando chega ao Brasil.
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Conectividade por satélite avança e amplia cobertura móvel em áreas remotas, com integração entre operadoras e novos modelos de smartphones preparados para funcionar além das redes tradicionais terrestres.

A conexão direta entre celulares e satélites de baixa órbita começa a sair do campo da promessa e entra numa fase comercial ainda inicial, com foco em mensagens, recursos de emergência e cobertura complementar em locais onde as redes terrestres não chegam.

A proposta da Starlink é transformar o próprio satélite em uma espécie de torre de telefonia no espaço, capaz de conversar com aparelhos comuns, sem antena externa nem acessório adicional para o usuário.

Como funciona a conexão direta com satélites

O avanço chama atenção porque ataca um problema antigo das telecomunicações: as áreas sem sinal.

Em regiões montanhosas, trilhas, estradas isoladas, zonas rurais, áreas de floresta e trechos afastados de centros urbanos, a cobertura tradicional depende de infraestrutura terrestre que nem sempre é economicamente viável ou tecnicamente simples de instalar.

Nesse cenário, a conectividade via satélite aparece como uma camada extra de serviço, e não como substituta imediata das redes móveis convencionais.

Na prática, o modelo funciona com satélites equipados para se comunicar diretamente com telefones 4G LTE.

A Starlink informa que esses equipamentos orbitam a algumas centenas de quilômetros da Terra e usam antenas de arranjo em fase, silício customizado e softwares específicos para compensar limitações do sinal móvel, como baixa potência de transmissão, latência e variações provocadas pelo movimento do satélite.

Esse desenho técnico explica por que a conexão não depende de uma antena parabólica como a já conhecida internet fixa da Starlink.

No serviço móvel direto ao celular, o telefone continua sendo um smartphone convencional, com a diferença de que, ao perder a rede terrestre, pode passar a enxergar uma cobertura suplementar via satélite, desde que esteja em área aberta e dentro de um ecossistema habilitado pela operadora parceira.

Limitações atuais do serviço e evolução prevista

A fase atual do serviço ainda é limitada.

A Starlink anunciou que a operação comercial começou com mensagens por satélite e que o roteiro de expansão inclui suporte a voz, dados e aplicações de internet das coisas.

Já a T-Mobile, parceira da empresa nos Estados Unidos, informa que a oferta disponível hoje contempla envio de mensagens, compartilhamento de localização, contato com serviços de emergência e, em aparelhos elegíveis, evolução gradual para mensagens com imagem e dados satelitais em alguns aplicativos.

Isso significa que a promessa de internet móvel global ainda não pode ser tratada como realidade ampla para o consumidor.

O projeto avançou rápido, mas segue em implantação por etapas, com limitações de capacidade e desempenho que variam conforme o aparelho, a operadora, a região e a própria disponibilidade da constelação em operação.

A cobertura complementar existe, porém ainda está longe de reproduzir, com a mesma estabilidade, a experiência de uma rede celular terrestre madura.

Lista de celulares compatíveis cresce no mundo

Outro ponto central é a compatibilidade.

A base de aparelhos aptos a usar esse tipo de conexão já passou de 50 modelos e, em mercados onde a oferta está ativa, supera 60 telefones, segundo a T-Mobile.

A lista reúne diferentes gerações de iPhone, linhas recentes da Samsung, aparelhos do ecossistema Google Pixel e modelos da Motorola, o que mostra que a tecnologia deixou de ser restrita a um grupo minúsculo de dispositivos premium.

Ainda assim, compatibilidade do aparelho não significa acesso automático ao serviço em qualquer país.

A própria Starlink afirma que a operação depende de integração com operadoras móveis, que entram com espectro LTE e fazem a ligação comercial e regulatória com os usuários finais.

Em outras palavras, não basta ter um celular apto: é preciso que exista uma operadora parceira com serviço efetivamente habilitado naquele mercado.

Situação no Brasil e dependência de operadoras

Hoje, a oferta comercial confirmada pela Starlink está nos Estados Unidos, com a T-Mobile, e na Nova Zelândia, com a One NZ.

A empresa também informou testes e preparativos de expansão em outros países, como Austrália, Canadá, Chile, Japão, Peru, Suíça e Ucrânia, o que indica avanço internacional do modelo, mas sem um calendário uniforme de lançamento para todos os mercados.

No Brasil, a situação é diferente.

A Anatel já acompanhou demonstrações de tecnologias direct-to-device no país e vem tratando o tema como uma oportunidade estratégica para ampliar a conectividade em áreas remotas.

Em abril de 2025, por exemplo, a agência assistiu a um teste da Viasat em Brasília, no qual celulares trocaram mensagens via satélite, e destacou o potencial do recurso para complementar o serviço móvel terrestre e atender aplicações de IoT.

Apesar desse movimento regulatório e técnico, o mercado brasileiro ainda não tem operação comercial da Starlink para conexão direta de celulares a satélites.

Reportagens publicadas em 2026 apontam que a oferta local depende de acordo entre a empresa satelital e uma operadora móvel com atuação no país, além do aval regulatório necessário.

Por isso, mesmo com o avanço global da tecnologia, o uso por consumidores brasileiros ainda permanece no campo da expectativa.

Onde a tecnologia já faz diferença prática

Esse intervalo entre compatibilidade técnica e disponibilidade comercial ajuda a explicar parte da confusão em torno do tema.

Um telefone pode estar na lista de modelos aptos a operar nesse tipo de rede e, ao mesmo tempo, continuar sem acesso no Brasil simplesmente porque a cadeia inteira do serviço ainda não foi ativada localmente.

O ponto decisivo, neste momento, não é apenas o hardware do aparelho, mas a existência de parceria comercial e autorização regulatória.

Também convém separar o discurso promocional da utilidade concreta.

O uso mais imediato dessa tecnologia está em situações de contingência e em deslocamentos por áreas sem cobertura, como trilhas, parques nacionais, travessias rodoviárias e zonas rurais.

Em locais assim, a possibilidade de enviar uma mensagem, compartilhar localização ou acionar serviços de emergência já representa uma mudança relevante.

Ao mesmo tempo, a expansão do direct-to-cell reacende a disputa entre grupos de satélite e operadoras tradicionais.

O que se vê hoje é uma corrida por acordos de roaming espacial, espectro e certificações que permita preencher os chamados vazios de cobertura sem exigir do consumidor a troca de aparelho ou a compra de um equipamento dedicado.

O interesse existe porque o modelo combina apelo comercial, resposta a emergências e pressão por universalização do acesso.

No caso brasileiro, o debate deve avançar junto com a definição das regras e com a maturação dos testes já observados pela Anatel.

A agência deixou claro que considera o D2D uma tecnologia complementar, útil para alcançar áreas onde a rede terrestre é falha ou inexistente, e não uma substituição direta da infraestrutura celular já instalada.

Isso tende a orientar a discussão local sobre licenciamento, espectro e integração com as operadoras nacionais.

Por isso, a ideia de que mais de 50 celulares já estão prontos para falar com satélites precisa ser lida com a devida nuance.

O avanço é real, mas o serviço ainda opera com escopo restrito e depende fortemente do país, da operadora e da versão liberada para cada modelo.

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Rafael
Rafael
11/04/2026 06:49

Deixei de acessar esse site…
O título da matéria não condiz com a mesma…

Hualyson
Hualyson
10/04/2026 06:18

Olhe o titulo da postagem:
“Nova lista mostra mais de 50 celulares compatíveis com Starlink”

E NAO TEM A LISTA, O PRINCIPAL. Como um post pode ser tao inútil quanto esse? Nunca mais entro aqui

Alexandre Oscar Hahn
Alexandre Oscar Hahn
07/04/2026 17:49

Mas mostrar a lista que é bom, nada

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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