1. Início
  2. Curiosidades
  3. Prédios na China começaram a “chorar” água contra o calor sufocante: sistema nos telhados espalha névoa ultrafina, pode reduzir a temperatura de superfície em até 8°C e viraliza como “ar-condicionado externo”, mas consumo de água limita uso em cidades mais secas
Faça um comentário 6 min de leitura

Prédios na China começaram a “chorar” água contra o calor sufocante: sistema nos telhados espalha névoa ultrafina, pode reduzir a temperatura de superfície em até 8°C e viraliza como “ar-condicionado externo”, mas consumo de água limita uso em cidades mais secas

Imagem de perfil do autor Carla Teles
Escrito por Carla Teles Publicado em 03/07/2026 às 12:03 Atualizado em 03/07/2026 às 12:05
Assista o vídeoPrédios na China começaram a “chorar” água contra o calor sufocante: sistema nos telhados espalha névoa ultrafina, pode reduzir a temperatura de superfície em até 8°C e viraliza
Calor leva prédios na China a usar nebulização como ar-condicionado externo, mas consumo de água limita solução em ondas de calor. Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Em Yuncheng, na província chinesa de Shanxi, prédios usam nebulização nos telhados para aliviar o calor em áreas externas. Segundo o NSC Total, sensores acionam gotículas ultrafinas que evaporam antes do solo, reduzem de 3°C a 8°C e levantam dúvidas sobre água e umidade em cidades submetidas a ondas urbanas.

O calor extremo em Yuncheng, na província chinesa de Shanxi, levou prédios residenciais a chamarem atenção com um sistema de nebulização instalado nos telhados para aliviar o desconforto em áreas externas. A solução espalha uma névoa ultrafina sobre os edifícios e ganhou repercussão internacional nas redes sociais a partir de 1º de julho de 2026, após publicações no X mostrarem a aparência de “chuva” saindo do alto dos prédios.

Segundo publicações que repercutiram o caso na imprensa internacional e chinesa, o sistema utiliza bicos de alta pressão instalados nos telhados e pode reduzir a temperatura de superfície dos edifícios em cerca de 5°C a 8°C em poucos minutos. A tecnologia, porém, depende do uso de água e de condições ambientais favoráveis, o que limita sua adoção em larga escala em regiões secas ou com restrições hídricas.

Sistema nos telhados cria névoa sobre os prédios

calor leva prédios na China a usar nebulização como ar-condicionado externo, mas consumo de água limita solução em ondas de calor.
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

O funcionamento parte de bicos de alta pressão instalados nos telhados dos edifícios. Eles pulverizam gotículas ultrafinas de água na atmosfera, formando uma névoa visível ao redor dos prédios.

Antes de tocar o solo, essas partículas evaporam e absorvem calor do ar. É o mesmo princípio físico usado pelo corpo humano ao resfriar a pele por meio da transpiração, mas aplicado em escala urbana e com acionamento automatizado.

Nebulização funciona em momentos específicos de calor

O sistema não precisa operar de forma contínua. De acordo com a imprensa que repercutiu o caso, a administração do condomínio aciona a nebulização em períodos de calor intenso, geralmente por alguns minutos, para reduzir o aquecimento acumulado nas superfícies dos edifícios.

Esse detalhe é importante porque mostra que a tecnologia funciona como uma resposta pontual ao calor externo. Ela não substitui o ar-condicionado interno, mas pode aliviar áreas abertas, pátios, fachadas e zonas de circulação onde a climatização convencional não seria prática.

Temperatura pode cair até 8°C

A tecnologia é capaz de reduzir a temperatura ambiente entre 3°C e 8°C em poucos minutos, conforme as condições de umidade e circulação de ar. O desempenho, portanto, varia de acordo com o clima local.

Em locais mais secos, a evaporação tende a funcionar melhor. Já em áreas com umidade relativa alta, a eficiência diminui, porque o ar já está mais carregado de vapor d’água e absorve menos água nova durante o processo.

“Ar-condicionado externo” viralizou nas redes

O apelido “Outdoor AC” surgiu nas redes sociais depois que vídeos mostraram prédios liberando grandes nuvens de névoa. A cena chamou atenção porque dá a impressão de edifícios “chorando” água para enfrentar o calor.

Apesar do impacto visual, a solução não é mágica. O efeito depende da evaporação rápida das gotículas e da capacidade do sistema de retirar energia térmica do ar, algo que exige condições ambientais favoráveis.

Governo chinês citou a iniciativa

A iniciativa também apareceu em comunicação oficial do governo chinês. Em entrevista coletiva, Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, citou o projeto como exemplo de medidas para melhorar a qualidade de vida durante períodos de calor extremo.

A menção mostra que o tema deixou de ser apenas curiosidade de internet. Em cidades densas, onde concreto, asfalto e edifícios acumulam calor, soluções urbanas de resfriamento passaram a ser tratadas como parte da adaptação ao clima.

Ilhas de calor aumentam pressão sobre as cidades

O sistema chama atenção porque responde ao chamado efeito de ilha de calor urbana. Esse fenômeno ocorre quando materiais como concreto, asfalto e fachadas de edifícios retêm calor e elevam a temperatura das cidades.

Em períodos de onda de calor, áreas urbanas podem ficar mais desconfortáveis do que regiões menos construídas. Por isso, medidas de resfriamento em ruas, pátios, áreas comuns e fachadas ganham espaço no debate sobre infraestrutura urbana.

Consumo de água é o principal limite

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

O ponto crítico da tecnologia é o uso de água. Especialistas citados pela reportagem alertam que o consumo pode dificultar a adoção em larga escala, principalmente em regiões sujeitas à escassez hídrica.

Essa limitação muda a análise do projeto. Em cidades com disponibilidade hídrica, a nebulização pode funcionar como complemento em áreas abertas. Em cidades secas, porém, o mesmo sistema pode entrar em conflito com prioridades de abastecimento.

Eficiência também cai com umidade alta

Outro limite é a umidade relativa do ar. O resfriamento evaporativo depende da capacidade da água de evaporar rapidamente. Quando o ar já está úmido, esse processo perde eficiência.

Isso significa que o modelo usado em Yuncheng não pode ser copiado sem adaptação. Cada cidade precisaria avaliar clima, disponibilidade de água, intensidade do calor, ventilação urbana e custo operacional antes de instalar sistemas semelhantes.

Menor gasto elétrico atrai interesse

A tecnologia tem uma vantagem em relação ao ar-condicionado convencional: o consumo de eletricidade é significativamente menor, conforme a reportagem. Isso torna o sistema atraente para áreas externas, onde climatizadores tradicionais teriam alto custo e baixa eficiência.

Ainda assim, a economia elétrica precisa ser comparada ao consumo hídrico. A solução pode reduzir demanda por energia, mas transferir parte do custo ambiental para a água, especialmente quando usada por muitos prédios ao mesmo tempo.

Mudanças climáticas ampliam busca por alternativas

A popularização do “ar-condicionado externo” ocorre enquanto diferentes países procuram formas de enfrentar ondas de calor mais frequentes e intensas. Em áreas urbanas densamente ocupadas, a sensação térmica pode afetar mobilidade, saúde e permanência em espaços públicos.

Soluções de resfriamento passivo e baixo consumo energético vêm ganhando atenção como complemento às estratégias tradicionais. Entre elas estão sombreamento, vegetação, materiais refletivos, ventilação urbana e sistemas evaporativos como o adotado na China.

Tecnologia chama atenção, mas não resolve tudo

O caso chinês mostra uma resposta visualmente forte ao calor, mas também evidencia a complexidade da adaptação climática. Reduzir temperatura em áreas abertas exige equilíbrio entre conforto, energia, água e eficiência real.

A névoa nos telhados pode aliviar ambientes urbanos em determinadas condições, mas não elimina a necessidade de planejamento mais amplo. Você acha que sistemas de nebulização poderiam funcionar em cidades brasileiras durante ondas de calor ou o consumo de água tornaria a solução inviável? Deixe sua opinião nos comentários.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x